coelhodamatta

coelhodamatta

n. 1979 -- --

n. 1979-07-26, Rio de Janeiro

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Planeta-mente

Pensamentos mais rápidos do que a velocidade da luz.
Entre galáxias, planetas, astros desconhecidos.
Dentro da nave do corta luz.

Fica quieto olha pra frente, não faz tanta pergunta:
Esta já respondi!
Faz outra:
Aquela não quero ouvir!
Então essa?
Ahhhh... essa eu já perdi.

Vai longe ao alcance do seu pensar.
Achou? Voltou.
Da galáxia de cada um.
Subitamente, sabiamente, a mente de toda gente.
Fala quieta e sorridente como achar um planeta diferente.

Unicamente, a galáxia se forma ao eclodir.
Pensou? Passou.
É a nave do corta luz?
Não, foi o cometa que nos seduz.
Coelho da Matta
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Poemas

42

Não sim, sim não


As diferenças se estabelecem entre critérios servis ou perfeccionistas do fazer?
Ora pois!
Que diferença está em ti que não em mim engrandece?
Que imperfeição, das perfeitas cores do coração, nos compõe como sintonia fina?
NÃO.
O termo de abundância e permanência que devemos nos entregar a cada bem ou mal estar!
SIM.
Termo inconsciente que pra tudo pode ou pra tudo nunca serviu!
Olhar digital.
Olhar magistral!
Olhar de cada um.
Olhar de todo modo.
Aos temores do olhar
A incerteza do bem estar
Façamos.
Aos amores de agora
Aos temores de outrora
Simplesmente,
Olhamos.

Coelho da Matta
164

Tempo ruminar

O tempo faz presente, diga pro passado.
Já foi?
Sim.
Como fica? Caramba... Tá indo....
Espera ai!
La fora tem tempo com capricho de todo agora.
Eita, amanhã planejo tudo.
Estou à planejar.
Sim é aquele futurinho, que preciso alcançar.
O passado esterco ou o presente à degustar.
Opa! Tem rumino aí.
Deguste bem os mais horrores ou os melhores sabores.
O efeito colateral é o mesmo.
Do salmão ao peixe espada, da picanha ou toda salada.
Não tem jeito!
Sempre sai aquela "cagada".
Coelho da Matta
158

O reverso do verso convexo


Olhando de trás pra frente
Onde o verso vem assim

Do reverso complexo sem meio
Do instante um belo jardim

Ainda vem o fim do meio
Vem poema feito capim

Depois da frente nos trás sem medo
Preparando o início do fim

Agora é frente e verso sem meio
Do verso não faço mais

O poema é coisa do agora
Do convexo ele se faz

Coelho da Matta
152

Arlequim

Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.

Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos  desconcertantes.

Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?

Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!

Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.

Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.

Coelho da Matta
159

Será que explica?

Quando falamos quando escrevemos ficamos mais leves dentro do nosso mundo interior.
Cada um tem a sua forma de exorcizar e colocar suas angústias e riquezas no lugar.
Mas todos temos a certeza que falar e se comunicar é a melhor maneira de se colocar e refletir dentro do social mundo cataliazador de merda que vivemos.
Engraçado que no mundo moderno, somos capazes de convivios múltiplos, de crenças e religiões inteiramente diferentes e difusas.
Uns acreditam no pai deus, aquele que protege de todo bem e do mal, monoteístas. Outros em deuses animais que uma vez ao ano podem comê-los e simplesmente ja o satisfaz.
Ha aqueles que vão além, misturando homem racional e animal transcendental. Outros que buscam as luzes naturais cosmos distantes com estudos científicos com linguagem metafísica.
O bem estar social, esta inteiramnete ligado a cultura como instrumento regulador das nossas atitudes. Quando estudamos alguns pensadores por exemplo, muitos acreditam que a religião é um excelente mecanismo da socialização pacífica do bem estar, ajudando assim a inserção da cultura das relações humanas nesse mundo ambíguo da guerra e compaixão que vivemos.
Coelho da Matta
134

Homem E.T


Tinha tristeza e alegria em cada canto.
Claro mais emoção a todo tempo! 

Calma vem a bonança.
Calma sem tolerância.
Calma quanta ganância.
Silêncio na honestidade!
Cura da eternidade?

Cabeça pequena para coisas grandes!
Cabeça grande para coisas pequenas!

Era um passar a qualquer tempo ao custo do nada.
Era um querer alongar a vida a custo da própria briga!

Sua cabeça, nunca refletia seu corpo.
Beleza, de sorriso no canto, de pleno saculejo. Desde grande, quando era carinhoso...
Pensava como formiga, comia como hiena, dançava como pavão, sonhava como um dragão.

Entrando no castelo dos reinos aristocratas.
Para buscar uma vida farta. Nunca teve sequer algum receio....

Este homem nao aparece no "chaves"!
Nem em desenho animado.
Será que achamos no "Netflix" ou em alguma seriado?

Claro que não.
Somente no mundo real de alguma realeza social, meio encostado!

É a simples vida de um ser tridimensional, nascido do cruzamento de um jumento com um E.T , misturado com outros gêneros que ainda iremos conhecer...

Será que já viu algum por aí?
É só se aperceber....

Tem vários!
Coelho da Matta
155

Pai de filhas

Ser pai de duas filhas
É minha digital
Do amor em permanência
Das travessuras de criança
As risadas do pai bobão
Minhas pequenas "Kokinhas" pra sempre,
Os amores de meu coração.

Coelho da Matta
136

Fantasma do ouvido

Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores

Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!

Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!

Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!

Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,

Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.

Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar

Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!

Vamos rezar?
Coelho da Matta
159

Trágica poesia

Tragédia é assim.

Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?

Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...

De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!

Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!

Inexplicável
Não quero te ver.

Não.
Muito menos,
Te viver.

Coelho da Matta
147

Interna, externa!

Escrever trás sensação de bem estar.
Poetizar é gozar do próprio eu.
Eu hein! Interior de coisas malucas!
Maluquices de coisas verdadeiras!
Volta não, vá.
Vá para longe do seu interior.
Interiorizar as nossas sensações....
Externa e interna que diferença faz!
São minhas não suas!
Apenas escreva faça e não mais...
Aconteça!

Coelho da Matta
166

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