Não sim, sim não
As diferenças se estabelecem entre critérios servis ou perfeccionistas do fazer?
Ora pois!
Que diferença está em ti que não em mim engrandece?
Que imperfeição, das perfeitas cores do coração, nos compõe como sintonia fina?
NÃO.
O termo de abundância e permanência que devemos nos entregar a cada bem ou mal estar!
SIM.
Termo inconsciente que pra tudo pode ou pra tudo nunca serviu!
Olhar digital.
Olhar magistral!
Olhar de cada um.
Olhar de todo modo.
Aos temores do olhar
A incerteza do bem estar
Façamos.
Aos amores de agora
Aos temores de outrora
Simplesmente,
Olhamos.
Coelho da Matta
Época olímpica
Aos dias olímpicos em semântica bela.
Festa, cor, raça, união, aos pobres e ricos, representantes de uma nação ou não de uma simples tigela.
Unindo todos os conceitos, da vitória da derrota, do ouro ao latão, da participação ao pódio de cada cidadão.
Perpetuar o espírito e crença olímpica, sabendo que refugiados pela "pátria guerra", participam pelos atípicos interesses nela.
Na vitória ou na derrota, ganhar sem que haja perdedor da vida!
Difícil é festejar ao pendão, estendido com as cores da união, sem que haja dissabores de qualquer razão.
Coelho da Matta
Será que explica?
Quando falamos quando escrevemos ficamos mais leves dentro do nosso mundo interior.
Cada um tem a sua forma de exorcizar e colocar suas angústias e riquezas no lugar.
Mas todos temos a certeza que falar e se comunicar é a melhor maneira de se colocar e refletir dentro do social mundo cataliazador de merda que vivemos.
Engraçado que no mundo moderno, somos capazes de convivios múltiplos, de crenças e religiões inteiramente diferentes e difusas.
Uns acreditam no pai deus, aquele que protege de todo bem e do mal, monoteístas. Outros em deuses animais que uma vez ao ano podem comê-los e simplesmente ja o satisfaz.
Ha aqueles que vão além, misturando homem racional e animal transcendental. Outros que buscam as luzes naturais cosmos distantes com estudos científicos com linguagem metafísica.
O bem estar social, esta inteiramnete ligado a cultura como instrumento regulador das nossas atitudes. Quando estudamos alguns pensadores por exemplo, muitos acreditam que a religião é um excelente mecanismo da socialização pacífica do bem estar, ajudando assim a inserção da cultura das relações humanas nesse mundo ambíguo da guerra e compaixão que vivemos.
Coelho da Matta
Guerra bomba
Diante dos terrores da guerra santa,
Possuidores do mal perfeito.
Amanhã, qualquer um a sua volta Explodindo a vida de todo jeito.
Seres infelizes, incapazes de se ouvir, dizem "à Deus" a todo tempo,
Sempre escondidos e naturais, matam a qualquer vento.
Sem alma da vida, não se importam com nada.
Dentro dos seus credos sujos, planejam o horror alheio nas estradas.
Coelho da Matta
Selma
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais autêntico,
Se mais capricho,
Se mais contido,
Se complacente!
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais ausente,
Se mais parente,
Se mais amigo,
Se sorridente!
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais postura,
Se mais da rua,
Se mais altura,
Se contundente!
Sei não SELVA, que bicho é esse?
Coelho da Matta
Merda literal
Caindo em desatino!
Com sensações de alívio e sabedoria!
Mergulhando um a um, como nos prazeres do mundo!
Aliviando seu corpo...
Aliviando seus pensamentos...
Esculpindo formas interpretativas...
Eis realmente o que estas pensando!
A merda literal do espetaculoso cagalhão matinal.
Coelho da Matta
Arte nua e crua!
Aonde encarar o pecado do nu?
No banheiro se olhando no espelho ou no chuveiro limpando o cú?
Estes REIS pelados de cultura, surfando a onda da ignorância, não podem estirpar a cultura, a arte de nossas vidas, de nossas cidades!
Nascemos fantasiados e embrulhados de preconceitos e conceitos sociais....normal somos sociáveis seres terrestres!
Não permitir arte em casa de arte, é mais que censura é ignorância social.
"Arte não é para agradar... é para elevar" já dizia Fernando Pessoa.
Choremos...
Buaaaa, buaaaa, unheeé, unheée...
Nascemos chorando quando descobrimos a luz social artificial, mas não podemos envelhecer chorando na escuridão intelectual dos poderosos profissionais do cabresto.
Coelho da Matta
Interna, externa!
Escrever trás sensação de bem estar.
Poetizar é gozar do próprio eu.
Eu hein! Interior de coisas malucas!
Maluquices de coisas verdadeiras!
Volta não, vá.
Vá para longe do seu interior.
Interiorizar as nossas sensações....
Externa e interna que diferença faz!
São minhas não suas!
Apenas escreva faça e não mais...
Aconteça!
Coelho da Matta
Simples da vida
Saudar o simples da vida:
Saúde!
Brindar os sentimentos mais intensos.
Sentinelas que vem, Sentinelas que vão.
Paradoxal vestido de sentidos.
Dúvidas? Credo!
Simples é saudar.
Saudar aquilo que é simples, não.
Devemos saudar os mais belos sentimentos da nossa existência.
Que vem e vão, que simplesmente estão.
Sentir e saudar.
Que Saudade de estar!
Coelho da Matta
Cidadão cara-palida
Escutamos dos presidentes aos deputados, senadores, juristas e deuses onipresentes.
"Exerça a sua cidadania"
"Vote consciente"
Fui pesquisar não encontrei no que votar.
E agora cara pálida?
Não vou anular, não vou votar, não vou pagar multa, vou mesmo é viajar.
Viajar?
Não pode cidadão livre, em país democrático.
Cadê suas obrigações cívicas?
Não posso viajar?
"É obrigatório você votar."
Lembrei da minha professora me obrigando a fazer um desenho. Acabei fazendo o monstro que via nela.
Cidadão vote consciente!
Vote no melhor mostro sorridente.
Coelho da Matta