Lista de Poemas

Arte nua e crua!

Aonde encarar o pecado do nu?

No banheiro se olhando no espelho ou no chuveiro limpando o cú?

Estes REIS pelados de cultura, surfando a onda da ignorância, não podem estirpar a cultura, a arte de nossas vidas, de nossas cidades!

Nascemos fantasiados e embrulhados de preconceitos e conceitos sociais....normal somos sociáveis seres terrestres!

Não permitir arte em casa de arte, é mais que censura é ignorância social.

"Arte não é para agradar... é para elevar" já dizia Fernando Pessoa.

Choremos...

Buaaaa, buaaaa, unheeé, unheée...

Nascemos chorando quando descobrimos a luz social artificial, mas não podemos envelhecer chorando na escuridão intelectual dos poderosos profissionais do cabresto.

Coelho da Matta
165

Crer e crescer

Serio.
Creio em crescer.
Crendice a parte, vamos fazer?
Todo dia é dia de reflexão da vida....
Das crenças dívinas, dos paraísos crescentes, aos arrepios presentes.
Crer é futuro? - me perguntam,
O que vai acontecer?.
Eu respondo: "vamos crer no crescer!".
Creres no crescer do corpo e da alma. Pois o resto?
Credo.

Coelho da Matta
132

Será que explica?

Quando falamos quando escrevemos ficamos mais leves dentro do nosso mundo interior.
Cada um tem a sua forma de exorcizar e colocar suas angústias e riquezas no lugar.
Mas todos temos a certeza que falar e se comunicar é a melhor maneira de se colocar e refletir dentro do social mundo cataliazador de merda que vivemos.
Engraçado que no mundo moderno, somos capazes de convivios múltiplos, de crenças e religiões inteiramente diferentes e difusas.
Uns acreditam no pai deus, aquele que protege de todo bem e do mal, monoteístas. Outros em deuses animais que uma vez ao ano podem comê-los e simplesmente ja o satisfaz.
Ha aqueles que vão além, misturando homem racional e animal transcendental. Outros que buscam as luzes naturais cosmos distantes com estudos científicos com linguagem metafísica.
O bem estar social, esta inteiramnete ligado a cultura como instrumento regulador das nossas atitudes. Quando estudamos alguns pensadores por exemplo, muitos acreditam que a religião é um excelente mecanismo da socialização pacífica do bem estar, ajudando assim a inserção da cultura das relações humanas nesse mundo ambíguo da guerra e compaixão que vivemos.
Coelho da Matta
121

Terra fria


Alegria diante da noite dia,
Da mais bela terra fria.
Gelos, montanhas, florestas, fiordes  em harmonia.
Fazendo do momento, instantes garoa e adiante, tamanha euforia!
De todo lado ao poeta de toda maneira,
Buscando palavras de qualquer beira.
Indo além das montanhas frias de mar ao vento.
Pescar, caminhar viajar em lugar a toa, sendo de qualquer forma uma chuva de garoa!
Ao tamanho do tempo, que tempo ao tempo, estamos a deslumbrar o caminho de todo vento.

Coelho da Matta
125

Tempo ruminar

O tempo faz presente, diga pro passado.
Já foi?
Sim.
Como fica? Caramba... Tá indo....
Espera ai!
La fora tem tempo com capricho de todo agora.
Eita, amanhã planejo tudo.
Estou à planejar.
Sim é aquele futurinho, que preciso alcançar.
O passado esterco ou o presente à degustar.
Opa! Tem rumino aí.
Deguste bem os mais horrores ou os melhores sabores.
O efeito colateral é o mesmo.
Do salmão ao peixe espada, da picanha ou toda salada.
Não tem jeito!
Sempre sai aquela "cagada".
Coelho da Matta
140

Jambeiro

Pecado aos pecadores,
Dos invejados aos invejosos!
Aos dias de poucas palavras,
Somos todos jambos copiosos.

Fruta doce de mel na boca.
Carregado de flor vermelha.
Descascando ao passar do tempo.
Pé de Jambo não tem pêra.

Do lixo ao luxo.
Do luxo ao lixo.
Frenético  na vida.
Fanático na terra.
Vai cair, vai cair, vai cair.
Se segura jambo doido.
Faz tão bem ao existir!

Não há mal nenhum nascer...
Faz parte do não saber!
Corre, Corre, Corre....
Vamos todos apodrecer.

Aos estúpidos dias perplexos!
Meus pêsames de quem tem "razão".
Aos desafios da nossa caminhada.
Que pé de Jambo que nada!
Não tem nenhum condão.
Coelho da Matta
146

Chum chau chum chau

Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente

Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida

Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza

Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva

São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários

Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim

Zummmmm.....ouviu?

Passando pela origem e destino do agora

Chum chau chum chau, escutou?

O barulho do caminhar desigual.

Coelho da Matta
148

Simples da vida

Saudar o simples da vida:
Saúde!
Brindar os sentimentos mais intensos.
Sentinelas que vem, Sentinelas que vão.
Paradoxal vestido de sentidos.
Dúvidas? Credo!
Simples é saudar.
Saudar aquilo que é simples, não.
Devemos saudar os mais belos sentimentos da nossa existência.
Que vem e vão, que simplesmente estão.
Sentir e saudar.
Que Saudade de estar!

Coelho da Matta
118

Coração batente


Aos prazeres do mundo,
Bate forte,
Honroso e fundo!

Dos latifúndios que criamos aos imaginários e perfeitos lugares do coração!

Batendo naquele compasso em harmonia de cada minuto do seu dia a dia!

Coração valente,
Coração covarde,
Coração batente,
Coração ausente,
Coração de todo modo,
Coração de todo querer,
Coração diferente ser,


Corre, bate, petrifica, amolece, esvanece até que tudo volte a bater,

Aos belos e novos momentos, truculento ou trucidados, amistosos e demasiados,

Desejar, simplesmente batucar...

Do proibido, irreverente, aos complexos apaixonados...

o músculo desafiador palpita,
faz pensar,
diferente da razão,
e com força de uma estrela solar, o nosso...

Coração.

Coelho da Matta
144

Trágica poesia

Tragédia é assim.

Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?

Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...

De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!

Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!

Inexplicável
Não quero te ver.

Não.
Muito menos,
Te viver.

Coelho da Matta
131

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