Chum chau chum chau
Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente
Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida
Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza
Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva
São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários
Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim
Zummmmm.....ouviu?
Passando pela origem e destino do agora
Chum chau chum chau, escutou?
O barulho do caminhar desigual.
Coelho da Matta
Selma
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais autêntico,
Se mais capricho,
Se mais contido,
Se complacente!
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais ausente,
Se mais parente,
Se mais amigo,
Se sorridente!
Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais postura,
Se mais da rua,
Se mais altura,
Se contundente!
Sei não SELVA, que bicho é esse?
Coelho da Matta
Fantasma do ouvido
Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores
Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!
Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!
Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!
Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,
Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.
Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar
Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!
Vamos rezar?
Coelho da Matta
Cidadão cara-palida
Escutamos dos presidentes aos deputados, senadores, juristas e deuses onipresentes.
"Exerça a sua cidadania"
"Vote consciente"
Fui pesquisar não encontrei no que votar.
E agora cara pálida?
Não vou anular, não vou votar, não vou pagar multa, vou mesmo é viajar.
Viajar?
Não pode cidadão livre, em país democrático.
Cadê suas obrigações cívicas?
Não posso viajar?
"É obrigatório você votar."
Lembrei da minha professora me obrigando a fazer um desenho. Acabei fazendo o monstro que via nela.
Cidadão vote consciente!
Vote no melhor mostro sorridente.
Coelho da Matta
Época olímpica
Aos dias olímpicos em semântica bela.
Festa, cor, raça, união, aos pobres e ricos, representantes de uma nação ou não de uma simples tigela.
Unindo todos os conceitos, da vitória da derrota, do ouro ao latão, da participação ao pódio de cada cidadão.
Perpetuar o espírito e crença olímpica, sabendo que refugiados pela "pátria guerra", participam pelos atípicos interesses nela.
Na vitória ou na derrota, ganhar sem que haja perdedor da vida!
Difícil é festejar ao pendão, estendido com as cores da união, sem que haja dissabores de qualquer razão.
Coelho da Matta
Medo amor
Não ter medo é não "amar"!
Ao "amar" temos medo de tudo.
Medo da perda,
Medo do novo,
Medo do desconhecido....
"Amemos" e tenhamos medo!
Que venham os medos dos desconhecidos caminhos do "amor". Sem "amar" com medo não estaremos entrelaçados no "amor".
Entendeu?
VIDA.
Coelho da Matta
Trágica poesia
Tragédia é assim.
Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?
Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...
De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!
Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!
Inexplicável
Não quero te ver.
Não.
Muito menos,
Te viver.
Coelho da Matta
Os indo em em
Os botões, apertem
Os tempos, permanecem
Os sonhos, extremessem
Os incontornáveis, enriquecem
Os embrionários, enaltecem
Os encurralados, enfraquecem
Os apaixonados, emburrecem
Os amantes, simplesmente aquecem
Os ideais, envelhecem
Os naturais, engrandecem
Os impiedosos, adoecem
Os amores da vida, explandecem
Os, os, ou em, em....
Coelho da Matta
Coração batente
Aos prazeres do mundo,
Bate forte,
Honroso e fundo!
Dos latifúndios que criamos aos imaginários e perfeitos lugares do coração!
Batendo naquele compasso em harmonia de cada minuto do seu dia a dia!
Coração valente,
Coração covarde,
Coração batente,
Coração ausente,
Coração de todo modo,
Coração de todo querer,
Coração diferente ser,
Corre, bate, petrifica, amolece, esvanece até que tudo volte a bater,
Aos belos e novos momentos, truculento ou trucidados, amistosos e demasiados,
Desejar, simplesmente batucar...
Do proibido, irreverente, aos complexos apaixonados...
o músculo desafiador palpita,
faz pensar,
diferente da razão,
e com força de uma estrela solar, o nosso...
Coração.
Coelho da Matta
Arlequim
Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.
Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos desconcertantes.
Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?
Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!
Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.
Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.
Coelho da Matta