Hoje faz 47 anos do nascimento de coelhodamatta
coelhodamatta

coelhodamatta

n. 1979 -- --

n. 1979-07-26, Rio de Janeiro

Perfil
5 846 Visualizações

Desassossego ao tempo


Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?

Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos

Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma

As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?

Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe

Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré

Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora

Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar

Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....

Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.

Coelho da Matta
Ler poema completo

Poemas

42

Chum chau chum chau

Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente

Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida

Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza

Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva

São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários

Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim

Zummmmm.....ouviu?

Passando pela origem e destino do agora

Chum chau chum chau, escutou?

O barulho do caminhar desigual.

Coelho da Matta
164

Selma

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais autêntico,
Se mais capricho,
Se mais contido,
Se complacente!

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais ausente,
Se mais parente,
Se mais amigo,
Se sorridente!

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais postura,
Se mais da rua,
Se mais altura,
Se contundente!

Sei não SELVA, que bicho é esse?

Coelho da Matta
128

Fantasma do ouvido

Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores

Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!

Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!

Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!

Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,

Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.

Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar

Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!

Vamos rezar?
Coelho da Matta
157

Cidadão cara-palida

Escutamos dos presidentes aos deputados, senadores, juristas e deuses onipresentes.
"Exerça a sua cidadania"
"Vote consciente"
Fui pesquisar não encontrei no que votar. 
E agora cara pálida?
Não vou anular, não vou votar, não vou pagar multa, vou mesmo é viajar.
Viajar?
Não pode cidadão livre, em país democrático.
Cadê suas obrigações cívicas?
Não posso viajar?
"É obrigatório você votar."
Lembrei da minha professora me obrigando a fazer um desenho. Acabei fazendo o monstro que via nela.
Cidadão vote consciente!
Vote no melhor mostro sorridente.
Coelho da Matta
142

Época olímpica

Aos dias olímpicos em semântica bela.
Festa, cor,  raça, união,  aos pobres e ricos, representantes de uma nação ou não  de uma simples tigela.

Unindo todos os conceitos, da vitória da derrota, do ouro ao latão, da participação ao pódio de cada cidadão.

Perpetuar o espírito e crença olímpica, sabendo que refugiados pela "pátria guerra", participam pelos atípicos interesses nela.

Na vitória ou na derrota, ganhar sem que haja perdedor da vida!

Difícil é festejar ao pendão, estendido com as cores da união, sem que haja dissabores de qualquer razão.

Coelho da Matta
165

Medo amor

Não ter medo é não "amar"!
Ao "amar" temos medo de tudo.
Medo da perda,
Medo do novo,
Medo do desconhecido....
"Amemos" e tenhamos medo!
Que venham os medos dos desconhecidos caminhos do "amor". Sem "amar" com medo não estaremos entrelaçados no "amor".
Entendeu?
VIDA.

Coelho da Matta
145

Trágica poesia

Tragédia é assim.

Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?

Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...

De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!

Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!

Inexplicável
Não quero te ver.

Não.
Muito menos,
Te viver.

Coelho da Matta
143

Os indo em em

Os botões, apertem
Os tempos, permanecem
Os sonhos, extremessem
Os incontornáveis, enriquecem
Os embrionários, enaltecem
Os encurralados, enfraquecem
Os apaixonados, emburrecem
Os amantes, simplesmente aquecem
Os ideais, envelhecem
Os naturais, engrandecem
Os impiedosos, adoecem
Os amores da vida, explandecem
Os, os, ou em, em....

Coelho da Matta
145

Coração batente


Aos prazeres do mundo,
Bate forte,
Honroso e fundo!

Dos latifúndios que criamos aos imaginários e perfeitos lugares do coração!

Batendo naquele compasso em harmonia de cada minuto do seu dia a dia!

Coração valente,
Coração covarde,
Coração batente,
Coração ausente,
Coração de todo modo,
Coração de todo querer,
Coração diferente ser,


Corre, bate, petrifica, amolece, esvanece até que tudo volte a bater,

Aos belos e novos momentos, truculento ou trucidados, amistosos e demasiados,

Desejar, simplesmente batucar...

Do proibido, irreverente, aos complexos apaixonados...

o músculo desafiador palpita,
faz pensar,
diferente da razão,
e com força de uma estrela solar, o nosso...

Coração.

Coelho da Matta
158

Arlequim

Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.

Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos  desconcertantes.

Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?

Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!

Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.

Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.

Coelho da Matta
157

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.