Tempo ruminar
O tempo faz presente, diga pro passado.
Já foi?
Sim.
Como fica? Caramba... Tá indo....
Espera ai!
La fora tem tempo com capricho de todo agora.
Eita, amanhã planejo tudo.
Estou à planejar.
Sim é aquele futurinho, que preciso alcançar.
O passado esterco ou o presente à degustar.
Opa! Tem rumino aí.
Deguste bem os mais horrores ou os melhores sabores.
O efeito colateral é o mesmo.
Do salmão ao peixe espada, da picanha ou toda salada.
Não tem jeito!
Sempre sai aquela "cagada".
Coelho da Matta
H de todo H
Homem gente
Homem parente
Homenageados mente
Homini presente
Hoje e todo sempre
Haja patente
Hino da mente
Hoje pra sempre!
Hipopótamo berrante.
História falante
Hiena estridente
Hiato marcante
Horta do seu jardim
Hora do alecrim
Humilde ser
Hidrante abriu
Hi
How
H
Hora
Tchau.
Coelho da Matta
Guerra bomba
Diante dos terrores da guerra santa,
Possuidores do mal perfeito.
Amanhã, qualquer um a sua volta Explodindo a vida de todo jeito.
Seres infelizes, incapazes de se ouvir, dizem "à Deus" a todo tempo,
Sempre escondidos e naturais, matam a qualquer vento.
Sem alma da vida, não se importam com nada.
Dentro dos seus credos sujos, planejam o horror alheio nas estradas.
Coelho da Matta
Merda literal
Caindo em desatino!
Com sensações de alívio e sabedoria!
Mergulhando um a um, como nos prazeres do mundo!
Aliviando seu corpo...
Aliviando seus pensamentos...
Esculpindo formas interpretativas...
Eis realmente o que estas pensando!
A merda literal do espetaculoso cagalhão matinal.
Coelho da Matta
1979....2018
Estamos perdidos em alto mar, cercados de tubarões com fome ou mergulhados em areia movediça que de fato, nunca sairemos limpos?
Precisamos olhar para trás, sem culpa dos culpados mas em alinho dos novos desequilibrados?
Não esquecemos das plurifacetas sociais, onde o estado oligárquico entranhado nas mazelas febris do dia a dia popular, que, sem dúvida, é o nosso principal desafio evolutivo.
Na evolução, notícias de repressão não bastam, a pressa como diz a palavra popular, é a inimiga da perfeição.
Como sociedade, liberal, multicultural, temos que evoluir diante das incertezas sobre o novo, das controversas do antigo e do histórico conto de fadas dos puritanos.
Vote 26 mas nunca como um freguês!
Coelho da Matta
Medo amor
Não ter medo é não "amar"!
Ao "amar" temos medo de tudo.
Medo da perda,
Medo do novo,
Medo do desconhecido....
"Amemos" e tenhamos medo!
Que venham os medos dos desconhecidos caminhos do "amor". Sem "amar" com medo não estaremos entrelaçados no "amor".
Entendeu?
VIDA.
Coelho da Matta
Cidadão cara-palida
Escutamos dos presidentes aos deputados, senadores, juristas e deuses onipresentes.
"Exerça a sua cidadania"
"Vote consciente"
Fui pesquisar não encontrei no que votar.
E agora cara pálida?
Não vou anular, não vou votar, não vou pagar multa, vou mesmo é viajar.
Viajar?
Não pode cidadão livre, em país democrático.
Cadê suas obrigações cívicas?
Não posso viajar?
"É obrigatório você votar."
Lembrei da minha professora me obrigando a fazer um desenho. Acabei fazendo o monstro que via nela.
Cidadão vote consciente!
Vote no melhor mostro sorridente.
Coelho da Matta
Trágica poesia
Tragédia é assim.
Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?
Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...
De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!
Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!
Inexplicável
Não quero te ver.
Não.
Muito menos,
Te viver.
Coelho da Matta
Bichos e fatos
Os fatos que diríamos latos,
São factoides se não fartos.
Os cantos dos urubus se permeiam aos vôos dos avestruzes.
Passando ao passado passarinho falando e rindo no mesmo ninho,
Como pirâmides de formigas no caminho.
Não justifique o olhar das tamanhas artimanhas de nosso papagaio ao gritar, tramaaaaanhas.
Coelho da Matta
Belo ou prazer
Belo ou prazer?
Por menores, quando repente!
Por piores, quando o derradeiro destino.
Tentando imaginar aquele tesão inconsequente!
Não muito imaculado na sua própria paixão.
Destes seres loucos...
Serenos,
Belos,
Egoístas e sem nenhum mal!
Dos difíceis e inúmeros provérbios:
De existir,
De sacanear,
De mentir,
De fingir,
De amar,
De prosperar...
Buscando seu próprio deleite sempre sorridente, pergunta:
Des - jejum?
Come - mato, capim amargo ou um belo arroz de pato?
Muito mais do que de fato,
Limitou -se!
Coelho da Matta.