Hoje faz 47 anos do nascimento de coelhodamatta
coelhodamatta

coelhodamatta

n. 1979 -- --

n. 1979-07-26, Rio de Janeiro

Perfil
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Desassossego ao tempo


Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?

Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos

Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma

As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?

Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe

Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré

Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora

Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar

Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....

Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.

Coelho da Matta
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Poemas

42

Lorde inglês

Para ser um lorde inglês, precisa-se decorar e seguir todas as leis.
Os credos e espíritos maus, ficam para trás.
Somos como lorde inglês.
Somos todos fenômenais!
Aos arrepios dos costumes sociais, das leis dívinas ao tamanho da merda do que foi Alcatraz.
O homem tem a solução!
A fé tem a salvação!
E o espírito?
Fica na mão?
Aos melhores passos da nossa sobrevivência.
Nesta selva de condescendência.
Aos desafios mil.
Somos todos iguais, porra.
Somos lordes do Brasil.

Coelho da Matta
125

Crer e crescer

Serio.
Creio em crescer.
Crendice a parte, vamos fazer?
Todo dia é dia de reflexão da vida....
Das crenças dívinas, dos paraísos crescentes, aos arrepios presentes.
Crer é futuro? - me perguntam,
O que vai acontecer?.
Eu respondo: "vamos crer no crescer!".
Creres no crescer do corpo e da alma. Pois o resto?
Credo.

Coelho da Matta
144

Será que explica?

Quando falamos quando escrevemos ficamos mais leves dentro do nosso mundo interior.
Cada um tem a sua forma de exorcizar e colocar suas angústias e riquezas no lugar.
Mas todos temos a certeza que falar e se comunicar é a melhor maneira de se colocar e refletir dentro do social mundo cataliazador de merda que vivemos.
Engraçado que no mundo moderno, somos capazes de convivios múltiplos, de crenças e religiões inteiramente diferentes e difusas.
Uns acreditam no pai deus, aquele que protege de todo bem e do mal, monoteístas. Outros em deuses animais que uma vez ao ano podem comê-los e simplesmente ja o satisfaz.
Ha aqueles que vão além, misturando homem racional e animal transcendental. Outros que buscam as luzes naturais cosmos distantes com estudos científicos com linguagem metafísica.
O bem estar social, esta inteiramnete ligado a cultura como instrumento regulador das nossas atitudes. Quando estudamos alguns pensadores por exemplo, muitos acreditam que a religião é um excelente mecanismo da socialização pacífica do bem estar, ajudando assim a inserção da cultura das relações humanas nesse mundo ambíguo da guerra e compaixão que vivemos.
Coelho da Matta
132

Arte nua e crua!

Aonde encarar o pecado do nu?

No banheiro se olhando no espelho ou no chuveiro limpando o cú?

Estes REIS pelados de cultura, surfando a onda da ignorância, não podem estirpar a cultura, a arte de nossas vidas, de nossas cidades!

Nascemos fantasiados e embrulhados de preconceitos e conceitos sociais....normal somos sociáveis seres terrestres!

Não permitir arte em casa de arte, é mais que censura é ignorância social.

"Arte não é para agradar... é para elevar" já dizia Fernando Pessoa.

Choremos...

Buaaaa, buaaaa, unheeé, unheée...

Nascemos chorando quando descobrimos a luz social artificial, mas não podemos envelhecer chorando na escuridão intelectual dos poderosos profissionais do cabresto.

Coelho da Matta
176

Ouvindo fantasmas


Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores

Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!

Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!

Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!

Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,

Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.

Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar

Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!
Vamos rezar?

Coelho da Matta
154

Não sim, sim não


As diferenças se estabelecem entre critérios servis ou perfeccionistas do fazer?
Ora pois!
Que diferença está em ti que não em mim engrandece?
Que imperfeição, das perfeitas cores do coração, nos compõe como sintonia fina?
NÃO.
O termo de abundância e permanência que devemos nos entregar a cada bem ou mal estar!
SIM.
Termo inconsciente que pra tudo pode ou pra tudo nunca serviu!
Olhar digital.
Olhar magistral!
Olhar de cada um.
Olhar de todo modo.
Aos temores do olhar
A incerteza do bem estar
Façamos.
Aos amores de agora
Aos temores de outrora
Simplesmente,
Olhamos.

Coelho da Matta
163

Nascimor


Nascente
Nasceu
Nasço
Nascido

Ao som...

Nascereis
Nasceu
Nascente
Nasceríamos

Ao amor...

Nascem
Nascerás
Nasçamos
Nascestes

Reluzente ao amor...

Nasceríeis
Nascêreis
Nasci

Amor?

"Nascimor."

Coelho da Matta
146

H de todo H


Homem gente
Homem parente
Homenageados mente
Homini presente
Hoje e todo sempre
Haja patente
Hino da mente
Hoje pra sempre!
Hipopótamo berrante.
História falante
Hiena estridente
Hiato marcante
Horta do seu jardim
Hora do alecrim
Humilde ser
Hidrante abriu
Hi
How
H
Hora
Tchau.

Coelho da Matta
155

Belo ou prazer

Belo ou prazer?

Por menores, quando repente!
Por piores, quando o derradeiro destino.

Tentando imaginar aquele tesão inconsequente!
Não muito imaculado na sua própria paixão.
Destes seres loucos...
Serenos,
Belos,
Egoístas e sem nenhum mal!

Dos difíceis e inúmeros provérbios:

De existir,
De sacanear,
De mentir,
De fingir,
De amar,
De prosperar...

Buscando seu próprio deleite sempre sorridente, pergunta:
Des - jejum?
Come - mato, capim amargo ou um belo arroz de pato?
Muito mais do que de fato,
Limitou -se!

Coelho da Matta.
167

Bichos e fatos

Os fatos que diríamos latos,
São factoides se não fartos.
Os cantos dos urubus se permeiam aos vôos dos avestruzes.
Passando ao passado passarinho falando e rindo no mesmo ninho,
Como pirâmides de formigas no caminho.
Não justifique o olhar das tamanhas artimanhas de nosso papagaio ao gritar, tramaaaaanhas.

Coelho da Matta
178

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