Flores do passadiço
Ao cheiro verde e sons do rio, entre montanhas, passadiço!
Ponte Romana, és um paraíso!
Entre curvas, vales, cachoeiras não deixe de passaear nisso!
Javali, cogumelo, lontra, não deixe de ver isso!
Aqui é o paraíso do passadiço.
Coelho da Matta
Trágica poesia
Tragédia é assim.
Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?
Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...
De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!
Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!
Inexplicável
Não quero te ver.
Não.
Muito menos,
Te viver.
Coelho da Matta
Planeta-mente
Pensamentos mais rápidos do que a velocidade da luz.
Entre galáxias, planetas, astros desconhecidos.
Dentro da nave do corta luz.
Fica quieto olha pra frente, não faz tanta pergunta:
Esta já respondi!
Faz outra:
Aquela não quero ouvir!
Então essa?
Ahhhh... essa eu já perdi.
Vai longe ao alcance do seu pensar.
Achou? Voltou.
Da galáxia de cada um.
Subitamente, sabiamente, a mente de toda gente.
Fala quieta e sorridente como achar um planeta diferente.
Unicamente, a galáxia se forma ao eclodir.
Pensou? Passou.
É a nave do corta luz?
Não, foi o cometa que nos seduz.
Coelho da Matta
Desencontro do encontro da paixão
Desencontro do encontro da paixão.
Não mais que derrepente aquele vento de blazer...
Que nos amores de extrema consciência, não mais encontrava o inconsciente ser.
Que belo desafio!
Fica em silêncio?
Xiiiiiii...
Não deveria perceber!
Fica com ciúmes?
Buuummm...
Explosão do seu coração amolecer!
Pensamentos lhe tornam a mais bela flor do meu inconsciente ser...
Apareça como fez desaparecer!
Coelho da Matta
Homem E.T
Tinha tristeza e alegria em cada canto.
Claro mais emoção a todo tempo!
Calma vem a bonança.
Calma sem tolerância.
Calma quanta ganância.
Silêncio na honestidade!
Cura da eternidade?
Cabeça pequena para coisas grandes!
Cabeça grande para coisas pequenas!
Era um passar a qualquer tempo ao custo do nada.
Era um querer alongar a vida a custo da própria briga!
Sua cabeça, nunca refletia seu corpo.
Beleza, de sorriso no canto, de pleno saculejo. Desde grande, quando era carinhoso...
Pensava como formiga, comia como hiena, dançava como pavão, sonhava como um dragão.
Entrando no castelo dos reinos aristocratas.
Para buscar uma vida farta. Nunca teve sequer algum receio....
Este homem nao aparece no "chaves"!
Nem em desenho animado.
Será que achamos no "Netflix" ou em alguma seriado?
Claro que não.
Somente no mundo real de alguma realeza social, meio encostado!
É a simples vida de um ser tridimensional, nascido do cruzamento de um jumento com um E.T , misturado com outros gêneros que ainda iremos conhecer...
Será que já viu algum por aí?
É só se aperceber....
Tem vários!
Coelho da Matta
Jambeiro
Pecado aos pecadores,
Dos invejados aos invejosos!
Aos dias de poucas palavras,
Somos todos jambos copiosos.
Fruta doce de mel na boca.
Carregado de flor vermelha.
Descascando ao passar do tempo.
Pé de Jambo não tem pêra.
Do lixo ao luxo.
Do luxo ao lixo.
Frenético na vida.
Fanático na terra.
Vai cair, vai cair, vai cair.
Se segura jambo doido.
Faz tão bem ao existir!
Não há mal nenhum nascer...
Faz parte do não saber!
Corre, Corre, Corre....
Vamos todos apodrecer.
Aos estúpidos dias perplexos!
Meus pêsames de quem tem "razão".
Aos desafios da nossa caminhada.
Que pé de Jambo que nada!
Não tem nenhum condão.
Coelho da Matta
Arlequim
Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.
Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos desconcertantes.
Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?
Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!
Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.
Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.
Coelho da Matta
Que te-quero!
Amor que te -quero.
Amores do coração,
Nossa que emoção!
Derrepente o amor acontece simples assim.
Acontece quando não estamos calçando sapatos.
Os mais primitivos amores do seu, nossos corações.
Simplista, condizente, igualitário estatelado.
Desenvolver o seu sentimento como uma semente que germina no tempo sem interferência humana!
Humano uhmmmmm tem razão aí.
Vai feder.
Bichos e fatos
Os fatos que diríamos latos,
São factoides se não fartos.
Os cantos dos urubus se permeiam aos vôos dos avestruzes.
Passando ao passado passarinho falando e rindo no mesmo ninho,
Como pirâmides de formigas no caminho.
Não justifique o olhar das tamanhas artimanhas de nosso papagaio ao gritar, tramaaaaanhas.
Coelho da Matta
Belo ou prazer
Belo ou prazer?
Por menores, quando repente!
Por piores, quando o derradeiro destino.
Tentando imaginar aquele tesão inconsequente!
Não muito imaculado na sua própria paixão.
Destes seres loucos...
Serenos,
Belos,
Egoístas e sem nenhum mal!
Dos difíceis e inúmeros provérbios:
De existir,
De sacanear,
De mentir,
De fingir,
De amar,
De prosperar...
Buscando seu próprio deleite sempre sorridente, pergunta:
Des - jejum?
Come - mato, capim amargo ou um belo arroz de pato?
Muito mais do que de fato,
Limitou -se!
Coelho da Matta.