Lista de Poemas

Arlequim

Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.

Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos  desconcertantes.

Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?

Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!

Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.

Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.

Coelho da Matta
147

Flores do passadiço

Ao cheiro verde e sons do rio, entre montanhas, passadiço!
Ponte Romana, és um paraíso!
Entre curvas, vales, cachoeiras não deixe de passaear nisso!
Javali, cogumelo, lontra, não deixe de ver isso!
Aqui é o paraíso do passadiço.

Coelho da Matta
150

Guerra bomba

Diante dos terrores da guerra santa,
Possuidores do mal perfeito.

Amanhã, qualquer um a sua volta Explodindo a vida de todo jeito.

Seres infelizes,  incapazes de se ouvir, dizem "à Deus" a todo tempo,
Sempre escondidos e naturais, matam a qualquer vento.

Sem alma da vida, não se importam com nada.
Dentro dos seus credos sujos, planejam o horror alheio nas estradas.

Coelho da Matta
153

Fantasma do ouvido

Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores

Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!

Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!

Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!

Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,

Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.

Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar

Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!

Vamos rezar?
Coelho da Matta
140

Cidadão cara-palida

Escutamos dos presidentes aos deputados, senadores, juristas e deuses onipresentes.
"Exerça a sua cidadania"
"Vote consciente"
Fui pesquisar não encontrei no que votar. 
E agora cara pálida?
Não vou anular, não vou votar, não vou pagar multa, vou mesmo é viajar.
Viajar?
Não pode cidadão livre, em país democrático.
Cadê suas obrigações cívicas?
Não posso viajar?
"É obrigatório você votar."
Lembrei da minha professora me obrigando a fazer um desenho. Acabei fazendo o monstro que via nela.
Cidadão vote consciente!
Vote no melhor mostro sorridente.
Coelho da Matta
132

Pai de filhas

Ser pai de duas filhas
É minha digital
Do amor em permanência
Das travessuras de criança
As risadas do pai bobão
Minhas pequenas "Kokinhas" pra sempre,
Os amores de meu coração.

Coelho da Matta
122

Bichos e fatos

Os fatos que diríamos latos,
São factoides se não fartos.
Os cantos dos urubus se permeiam aos vôos dos avestruzes.
Passando ao passado passarinho falando e rindo no mesmo ninho,
Como pirâmides de formigas no caminho.
Não justifique o olhar das tamanhas artimanhas de nosso papagaio ao gritar, tramaaaaanhas.

Coelho da Matta
168

H de todo H


Homem gente
Homem parente
Homenageados mente
Homini presente
Hoje e todo sempre
Haja patente
Hino da mente
Hoje pra sempre!
Hipopótamo berrante.
História falante
Hiena estridente
Hiato marcante
Horta do seu jardim
Hora do alecrim
Humilde ser
Hidrante abriu
Hi
How
H
Hora
Tchau.

Coelho da Matta
145

Mulher e seus encantos


Magia da mulher,
Que vem avassaladora, sedutora.
Que magia esmagadora.

Nas mãos, sabem a decisão.
Nos pés, o caminho do seguir.
Com inteligência e abundância,
O amor a todo agir.

Poderes únicos de germinar,
Fantasiando um bem estar,
Para um futuro próximo chegar.

Dos mais belos amores maternos,
Mágica única e exclusiva,
Da passagem do químico ao espiritual,

Só as mulheres,
sim, sem igual!

Coelho da Matta
158

Belo ou prazer

Belo ou prazer?

Por menores, quando repente!
Por piores, quando o derradeiro destino.

Tentando imaginar aquele tesão inconsequente!
Não muito imaculado na sua própria paixão.
Destes seres loucos...
Serenos,
Belos,
Egoístas e sem nenhum mal!

Dos difíceis e inúmeros provérbios:

De existir,
De sacanear,
De mentir,
De fingir,
De amar,
De prosperar...

Buscando seu próprio deleite sempre sorridente, pergunta:
Des - jejum?
Come - mato, capim amargo ou um belo arroz de pato?
Muito mais do que de fato,
Limitou -se!

Coelho da Matta.
157

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