Lista de Poemas
Lágrimas, sangue e sombra
Eu vou morrer de tanto remorso
A essas horas restaria só os ossos
Caso eu tivesse atingido a desejada
Te beijar sangrando, abraçar o óbito
Seguir na sombra oculta, vivo lá
Deixado por amor e por amor estar
Já disse amar a morte, sem sorte
Não pude alcançar, mentiras no ar
O ar é rarefeito, e se não houvesse rancor
Ainda sim teria amor pra me dar ?
Uma, duas, três... Não existem leis
O que me causou dor um dia hoje quer me curar
A quem culpar? Se sigo vivo, por escolha
Sempre disseram que a vida era escola
Não sei como estou aqui, só sei que não sei estudar
Não aprendi a apreender, só espero o tempo passar
Os dias são doentes, queria que existisse duendes
Quem sabe um ser místico poderia me ensinar
Ajuda? Não preciso, o que me fere é o meu próprio compromisso
Por escolher na sombra ficar
A essas horas restaria só os ossos
Caso eu tivesse atingido a desejada
Te beijar sangrando, abraçar o óbito
Seguir na sombra oculta, vivo lá
Deixado por amor e por amor estar
Já disse amar a morte, sem sorte
Não pude alcançar, mentiras no ar
O ar é rarefeito, e se não houvesse rancor
Ainda sim teria amor pra me dar ?
Uma, duas, três... Não existem leis
O que me causou dor um dia hoje quer me curar
A quem culpar? Se sigo vivo, por escolha
Sempre disseram que a vida era escola
Não sei como estou aqui, só sei que não sei estudar
Não aprendi a apreender, só espero o tempo passar
Os dias são doentes, queria que existisse duendes
Quem sabe um ser místico poderia me ensinar
Ajuda? Não preciso, o que me fere é o meu próprio compromisso
Por escolher na sombra ficar
243
Rua
Canta minha alma quando só
Em cada canto dessa casa
Contos que minha mente faz
Deixam minha mente só o pó
Que antes estavam ardendo em brasa
As estrelas clamam e dizem
Que a lua se escondeu hoje
Dizem que seria mais felizes
Se estivessem visíveis a noite
De um telescópio te observo
Mesmo perto, mesmo aqui
Olho e me sinto distante
Olha o que eu mesmo fiz pra mim
Maior que um mundo inteiro
Poderia te dar o sol, o sol
Mas só posso te dar o que tenho
Não possuo matéria além de poeira
O metafísico, o imaterial
Basta ? basta!
Melhor não dizer mais nada.
Em cada canto dessa casa
Contos que minha mente faz
Deixam minha mente só o pó
Que antes estavam ardendo em brasa
As estrelas clamam e dizem
Que a lua se escondeu hoje
Dizem que seria mais felizes
Se estivessem visíveis a noite
De um telescópio te observo
Mesmo perto, mesmo aqui
Olho e me sinto distante
Olha o que eu mesmo fiz pra mim
Maior que um mundo inteiro
Poderia te dar o sol, o sol
Mas só posso te dar o que tenho
Não possuo matéria além de poeira
O metafísico, o imaterial
Basta ? basta!
Melhor não dizer mais nada.
207
Isso
Queria ser mais que isso
O cara errado cansa
Descansa, um dia vou ser
Mais que isso
Sou uma criança
Preenchendo um vazio
Será que um dia
Serei mais que isso ?
O cara errado cansa
Descansa, um dia vou ser
Mais que isso
Sou uma criança
Preenchendo um vazio
Será que um dia
Serei mais que isso ?
249
Consolo
Grita, meu peito aberto
Grita, todo dia a mesma coisa
Fica, quero te ter por perto
Aflita, minha alma espera o pior
Insulta, sempre que penso
Insulta, minha própria existência
Conduta, não é isso que sigo
Disputa, perco em todos sentidos
Sou um brinquedo
Ouço o eco chegar aos ouvidos
Medo, Edo, Edo, Edo...
Ecoa, não consigo seguir
Morrer, er, er, er...
Ecoa, sou covarde com receios
Perdido, como um velho brinquedo
Insuficiente demais
Quero te dar um pouco de paz
Não tenha medo
Eu já disse, deveria ter
Chegado mais cedo
Grita, todo dia a mesma coisa
Fica, quero te ter por perto
Aflita, minha alma espera o pior
Insulta, sempre que penso
Insulta, minha própria existência
Conduta, não é isso que sigo
Disputa, perco em todos sentidos
Sou um brinquedo
Ouço o eco chegar aos ouvidos
Medo, Edo, Edo, Edo...
Ecoa, não consigo seguir
Morrer, er, er, er...
Ecoa, sou covarde com receios
Perdido, como um velho brinquedo
Insuficiente demais
Quero te dar um pouco de paz
Não tenha medo
Eu já disse, deveria ter
Chegado mais cedo
107
Livrado
Uma onda gigante que inunda, molha
A visão de um predador como uma águia de rapina
As toneladas apreendidas perdidas, perdem
Imensurável, não palpável o ápice de um pico de morfina
Maior que as bactérias, vírus e células que em nosso corpo se ajudam em função da vida
Conto nos dedos, são poucos
Meu próprio mundo de loucos
Ainda juntando os rebocos
Faço essa cerimônia
Disponha, clímax da minha vida
A visão de um predador como uma águia de rapina
As toneladas apreendidas perdidas, perdem
Imensurável, não palpável o ápice de um pico de morfina
Maior que as bactérias, vírus e células que em nosso corpo se ajudam em função da vida
Conto nos dedos, são poucos
Meu próprio mundo de loucos
Ainda juntando os rebocos
Faço essa cerimônia
Disponha, clímax da minha vida
225
Sinto
Chora o pobre escritor
Que não consegue chorar
Chora lágrimas verbais
Que o físico não vai molhar
Sempre que me causo dor
Não consigo enxergar
Só me vejo em rancor
Por ter que te machucar
Sei que um dia tu chorou
Por nós vamos melhorar
Pois por ti só sinto amor
Eu nasci pra te amar.
Que não consegue chorar
Chora lágrimas verbais
Que o físico não vai molhar
Sempre que me causo dor
Não consigo enxergar
Só me vejo em rancor
Por ter que te machucar
Sei que um dia tu chorou
Por nós vamos melhorar
Pois por ti só sinto amor
Eu nasci pra te amar.
101
Sem e cem
No chão mais uma vez
Pisado por vários
Se esticando pra alcançar
Delirando no que vê
Tentando somente falar
Fico muito a deriva
Enxerguei então uma ilha
Depois de comemorar
Amores, vícios e obceções
Me esperam, e espero
Conseguir cada um separar.
Pisado por vários
Se esticando pra alcançar
Delirando no que vê
Tentando somente falar
Fico muito a deriva
Enxerguei então uma ilha
Depois de comemorar
Amores, vícios e obceções
Me esperam, e espero
Conseguir cada um separar.
112
Corvos
Sofre o espantalho
Que espantou todos os corvos
Agora ele pode vê-los
Só em fechar os olhos
As penas no meio do milharal
Os olhos rindo
As bocas amaldiçoadas
Entoando nada
Ecoando as gargalhadas
Não me protejo disso
Me protejo de mim mesmo
Só mais um espantalho bobo
Cheio de receios e medos
Te protejo cegamente
Corvos não me deixam em paz
Não durno, so os vejo
Só mais um espantalho
Só mais um
Só um
Só.
Que espantou todos os corvos
Agora ele pode vê-los
Só em fechar os olhos
As penas no meio do milharal
Os olhos rindo
As bocas amaldiçoadas
Entoando nada
Ecoando as gargalhadas
Não me protejo disso
Me protejo de mim mesmo
Só mais um espantalho bobo
Cheio de receios e medos
Te protejo cegamente
Corvos não me deixam em paz
Não durno, so os vejo
Só mais um espantalho
Só mais um
Só um
Só.
232
Reflexões
um soldado ferido
Oh que frio
me sinto vivo
Os passos zonzos
O cante de assobios
Os passarinhos intercalam
De cada ninho
O descansar da bela flor
Meus versos impressos
Em pergaminhos
Mereces mais
O que eu não posso te dar
Eu quero mais
E poder mais te dar
Te dou tudo
E cresce mais
Te darei mais
Tu é meu tudo.
Oh que frio
me sinto vivo
Os passos zonzos
O cante de assobios
Os passarinhos intercalam
De cada ninho
O descansar da bela flor
Meus versos impressos
Em pergaminhos
Mereces mais
O que eu não posso te dar
Eu quero mais
E poder mais te dar
Te dou tudo
E cresce mais
Te darei mais
Tu é meu tudo.
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