Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

Perfil
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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

50

sem titulo

Tenho dito tanta coisa 
Tenho lido tantos gestos 
Perco tempo em quase nada
Ganho tempo em projetos
Deixo como eu desejo
Leva o que eu te entrego
Não sei se vivo o suficiente 



 

28

A espera

Quase sem nenhum pingo de vaidade escrevo meus lamentos e prantos 

Cansado de todos esses narcisistas e egocêntricos cheios de si

Louco total fujo desse enxame, cardume, rebanho 

Espero o melancolia nos tragar com um balde de pipoca e uma garrafa de refri.

54

Até logo boa vista

Terra grande, linda mulher e linda paisagem 
Chove chuva de despedida, chora a cidade
Sorri a casa toda, chaminé ensolarada 
Desmaiamos como coelhos na cartola
Tempo mágico desfez tarde o feitiço 
Um solstícios que antecede a alimentação 
Uma janela que nunca teve tão boa vista
Um silêncio entalado em minha garganta 
E com toda certeza repetirei essa visita.
 

32

25/05/2022 Não está a venda

Eu desmoronei estavam todos certos
Sempre fui alvo de olhares julgadores
Não consegui evitar os jogadores 
Me espatifei no meio do concreto 
Mentirosos fingem ser espertos
Sentimentos da boca pra fora 
O que eu ja senti ainda sinto agora
Só que me trataram como um degeto
Recaidas que me fazem lembrar 
De nunca mais falar, ver ou encontrar
Sentir somente aquilo que é correto
E o correto nem sempre vai agradar 
Uma luta diaria pra poder sorrir
Epifanias e nostalgias para me manter
O pouco tempo tenho que usufruir 
Porque a função da vida é morrer
E morri.
Siga em frente não desista
Aproveite a passagem, curta a vista
Não venda todas as suas poesias
Pra fazer a valer a pena a partida....
Viva.


 

27

Ossos

De má fé é toda a arrogância

Que transmite da tua aura 

Que emite e ecoa a tua voz

Que julga no teu filmar 

De má fé é toda a soberba 

Que influência por osmose  

Que constrange quem recebe

Que intimida quem enxerga 

Diante de todas as obras 

Abraçaria pelo que vale 

E ignora quem te ajuda 

Diante de todos os erros

Cancelaria quem te comprou

E afagaria quem te dá mais 

Contudo a ignorância de ser livre

Limitaria toda a paisagem 

Mas não viveria em um mundo de mentiras

Onde o ser e o ter não passa de detalhe

Onde não há saberes maiores 

Só uma plateia adoentada 

Em um vale de ossos.

27

Amor falso dinheiro sujo

Se eu procurar no fundo do meu coração
Vou encontrar muitas palavras 
Palavras boas que mantenho desde pequeno
Mas com certeza umas errada

Cada um de nós tem um demonio pessoal
E toda vez me julgam subalterno desse inferno
eu me demito, vocês pagam muito mau 
eu passei mau, não tinha ninguém por perto 

A minha mãe só precisa descansar
São tantas conta pra pagar
Se eu gritar ninguém me escuta
mas houve um tempo que queria acreditar

Acreditar que não era uma piada
confinado em emoções que só eu sentia
um tolo, ela e o seu conto de fadas
era tudo ficção e ela sabia

a pena ja estava encaminhada 
uma balança me esperava...
um velho amigo incompreendido 
me ajudou subir o degrau da escada

E foi ai que eu parei de acreditar
e foi ai que vieram me resgatar
Anubis teve trabalho pra juntar toda sujeira
E o Victor teve pra consertar

As vezes você não tem ninguem pra contar
AS vezes tem só não consegue enxergar
O amor salva para ter pelo que viver
é um motivo pra poder continuar

Ninguem conheceu o caos nunca quiseram
so julgamento banais mudando o que eu visto 
pra ser visto pelo seus e os demais
não sentiam o que eu sinto por isso deixe pra trás

Não posso dizer que foi por amor que fiz 
Mas o dinheiro dessa merda não vale nada
Todos mimados vestindo o que lhes deram 
pra juntar uma grana e perder a propria alma
90

Selene

Eu encontrei o meu aviso prévio
não pude conter, não devia fazer
Eu até pensei em me jogar de um prédio
procurando algo sem querer
Mente possuída e afundado em tédio
não pode esconder não tinha nada a fazer
desintegrei o que restou de ego
quando perdi você.
Em voz de choro eu disse o que vc ja sabia
Acreditando de que pudesse reatar um dia
Eu negava... 
e o silencio era o som mais alto que você fazia
esperava um telegrama, um simples bom dia
sempre achei que a historia já tava definida
Se eu pudesse me jogava dentro essa bebida
e nadava...
ao fim...
Mas sempre soube que seria assim
porque nunca foi diferente
eu sempre soube que seria só eu no fim





26

Homicídio culposo

A culpa é sua... Mas quem tá na merda sou eu
Cacos dos golpes do tempo e também dos seus
Me sinto no inferno mas minha Eurídice reviveu
Já passei por todas as fases como Dante descreveu

A culpa é minha... Por querer viver o que já morreu
Promessas falsas, como Cristo é para os judeus
A sanidade é um pedaço que de mim se perdeu
Incapacitado como Aquiles cego como Bartimeu

A culpa não é sua foi o destino que me deu
Escrevo versos pra expressar o que em mim faleceu
Auto flagelo e pessimismo foi que permaneceu
Se morrer resolvesse escolheria como Bill escolheu
117

Jaz

Olha só seu filho da puta
Era isso que você queria?
Não está cansado dessa luta ?
Tá achando que vão entender ?
É isso mesmo pra você aprender
No fundo você sabia
E é por isso que se rótula
Olha só seu doente mental
Chegou o fim de outro carnaval
Achou que ia viver alegrias ?
Que agora do jeito que está encontraria?
Achou errado, otario
Melhor evitar os contatos
Qualquer contanto
Aprende de uma vez pra não se tornar um homem por fora de pé
mas por dentro enterrado...
Aqui jaz.
207

Dias ruins

Dias melancólicos é o que eu tenho vivido
Eu sou a criatura mas asquerosa que conheço
Desconheço a paz não sou meu amigo
Abandonado e esquecido pelo reflexo no espelho
Em um piscar de olhos vou do céu ao abismo
Sacrifícios e esforços de vocês não mereço
A luz ofusca na escuridão procuro abrigo
Choro sem derramar uma lágrima, meu desespero
Sem conseguir pousar fora da pista eu aterrizo
Acabo destruindo tudo sem medir meus erros
Sem entender nada, após a bala agonizo
Desrealizado assisto o meu próprio enterro
Sou apenas o que o tempo fez comigo
Não sou vazio só estou perdido
As paredes falam comigo só consigo sentir medo.
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