Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
No silencio do meu quarto
peça a Deus pra eu chorar
tanta dor, estou casando
só chorando pra curar
Foi-se o brilho em meus olhos
não há luz pra seguir
tanto tempo aqui calado
se vivi já me esqueci
Eu conheço o seu cansaço
dor maior eu já venci
estou contigo nesse quarto
tenha fé
não lhe esqueci
Ouça a voz dos seus joelhos
o altar estar ali
basta abrir seu peito inteiro
sou clamor eu vim ouvir
Filho sente ao meu lado
novas vestis tenho aqui
daquela dor já foi curado
não se esqueças mais de mim
Sou sou Deus, o seu refugio
Sou princípio,meio e fim
toda paz há ao a meu lado
Se humilhe vim-de a mim
Eu sempre espero qualquer coisa da vida. Tal intento é útil, mas o problema é que sou perfeitamente inútil. Todas as coisas são, para qualquer um — Eu é que nada sou! Que veio comigo, deleitada na alma, essa designação.
Antes fora um sublime e triste, descartava as dores que tinha para ser maior do que eu (fora um Cezar naquela necessidade !); hoje sou um triste sublime, a doença cresceu por dentro e abduziu-me; sofro de um sofrimento opaco, de uma tristeza neutra que dói com uma ferida curada.
Ainda não me encontrei, estou perdido na vida! Escrevo para que um dia me recorde que, mesmo sem boca, gritei. Fora isso, sigo descontinuando o tempo e inutilizando vida!
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Obrigado
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.