Lista de Poemas
Agitada-mente
Quero te encontrar,
Te ouvir falar,
Quero te ver,
Andar, correr,
Brincar, sorrir,
Cair, viver,
Mas quero-te,
Me deixa pensar,
Sonhar com você,
Matar a saudade,
Me deixa te ver,
Sorrir mais um pouco,
Gritar, ficar rouco
Me deixa escolher,
Te ver mais um dia,
Dizer que havia,
Algo pra falar,
Me deixa, no caminho,
Pensar sozinho,
Me deixa te amar.
(d'Medeiros)
Te ouvir falar,
Quero te ver,
Andar, correr,
Brincar, sorrir,
Cair, viver,
Mas quero-te,
Me deixa pensar,
Sonhar com você,
Matar a saudade,
Me deixa te ver,
Sorrir mais um pouco,
Gritar, ficar rouco
Me deixa escolher,
Te ver mais um dia,
Dizer que havia,
Algo pra falar,
Me deixa, no caminho,
Pensar sozinho,
Me deixa te amar.
(d'Medeiros)
931
É noite (Câncer de mama)
É noite,
A luz do poste aparenta cansasso,
Laranja, apaga a cada 3 segundos,
Estranha, não ilumina os meus passos.
É noite,
Um morcego me corta com seu razante,
Como se me alertasse,
"Perigo adiante!"
É noite,
Alguns seres bípedes se reúnem na rua,
A líder, em um palco,
Da cintura para cima, nua.
É noite,
Falam algo sobre "dancer da mamãe",
Se não for sobre isso,
Deve ser um tal de "câncer de mama".
É noite,
Inicia-se uma contagem regressiva,
10, 9, 8...
Dezenas de sutiãs arremessados a deriva.
É noite,
Isso é hora pra competição?
Que dirá de arremesso de sutiã,
Atirados com tamanha precisão.
É noite,
Um sutiã atrazado voou,
Terá a ver com o tal dancer? Ou câncer?
Ainda acho que a moça de verde ganhou!
(d'Medeiros)
Poema feito para a concientização/alerta sobre o câncer de mama.
A luz do poste aparenta cansasso,
Laranja, apaga a cada 3 segundos,
Estranha, não ilumina os meus passos.
É noite,
Um morcego me corta com seu razante,
Como se me alertasse,
"Perigo adiante!"
É noite,
Alguns seres bípedes se reúnem na rua,
A líder, em um palco,
Da cintura para cima, nua.
É noite,
Falam algo sobre "dancer da mamãe",
Se não for sobre isso,
Deve ser um tal de "câncer de mama".
É noite,
Inicia-se uma contagem regressiva,
10, 9, 8...
Dezenas de sutiãs arremessados a deriva.
É noite,
Isso é hora pra competição?
Que dirá de arremesso de sutiã,
Atirados com tamanha precisão.
É noite,
Um sutiã atrazado voou,
Terá a ver com o tal dancer? Ou câncer?
Ainda acho que a moça de verde ganhou!
(d'Medeiros)
Poema feito para a concientização/alerta sobre o câncer de mama.
466
Novo Olhar
Ainda me lembro desse dia,
Em que o coração simplemente gelou,
Dessa vez, por um motivo diferente:
Uma gota de ti me tocou.
De longe,
Observava você e o menino,
Que, como sempre estava ali,
Aguardando um olhar perdido.
Havia algo estranho com você,
Seu olhar estava diferente,
E o menino sabia disso,
Pois a olhava cautelosamente.
Seus olhos grandes e brilhantes,
Se dirigiram a ele em raros momentos,
Pois um tanto tímida,
Tentou esconder o sentimento.
O menino parecia querer ajudar,
Mas dessa vez não conseguiu,
Desviando o olhar, você se foi,
E o olhar do menino te seguiu.
Aquilo de alguma forma o tocou,
Uma gota de ti o abraçou,
Senti nele uma agonia,
De quem não conseguia,
Esquecer o que se passou.
Acho que entendo o menino,
Não podia aceitar,
Que aquele castanho,
Se afogasse de tanto chorar.
Sentindo algo estranho,
Logo o menino chegou em casa,
E pensando em você,
Queria saber como estava.
Comecei a acreditar,
Que pudesse te amar...
(d'Medeiros)
Em que o coração simplemente gelou,
Dessa vez, por um motivo diferente:
Uma gota de ti me tocou.
De longe,
Observava você e o menino,
Que, como sempre estava ali,
Aguardando um olhar perdido.
Havia algo estranho com você,
Seu olhar estava diferente,
E o menino sabia disso,
Pois a olhava cautelosamente.
Seus olhos grandes e brilhantes,
Se dirigiram a ele em raros momentos,
Pois um tanto tímida,
Tentou esconder o sentimento.
O menino parecia querer ajudar,
Mas dessa vez não conseguiu,
Desviando o olhar, você se foi,
E o olhar do menino te seguiu.
Aquilo de alguma forma o tocou,
Uma gota de ti o abraçou,
Senti nele uma agonia,
De quem não conseguia,
Esquecer o que se passou.
Acho que entendo o menino,
Não podia aceitar,
Que aquele castanho,
Se afogasse de tanto chorar.
Sentindo algo estranho,
Logo o menino chegou em casa,
E pensando em você,
Queria saber como estava.
Comecei a acreditar,
Que pudesse te amar...
(d'Medeiros)
474
Poemas felizes
Voltem poemas felizes,
Me façam esquecer problemas tão fúteis,
Me mostrem sobre a vida coisas inúteis,
Que nesse momento me fazem falta...
Voltem poemas felizes,
Não mais tentarei entendê-los,
Quero apenas poder tê-los,
No canto do verso da folha da pauta.
Voltem poemas felizes,
E me tirem desse tédio,
De ficar preso em um prédio,
Onde nem elevador se exalta.
(d'Medeiros)
Me façam esquecer problemas tão fúteis,
Me mostrem sobre a vida coisas inúteis,
Que nesse momento me fazem falta...
Voltem poemas felizes,
Não mais tentarei entendê-los,
Quero apenas poder tê-los,
No canto do verso da folha da pauta.
Voltem poemas felizes,
E me tirem desse tédio,
De ficar preso em um prédio,
Onde nem elevador se exalta.
(d'Medeiros)
443
Olhar
Naquele momento, o mundo parou!
De forma estranha e abrupta,
O coração simplesmente gelou.
Ainda me lembro daquele dia,
Que menino bobo você olhava,
De boca entreaberta e olhar fixo,
Atencioso ele te ajudava.
Ele agia estranho com você ali,
Como se estivesse agradecido,
Mas, o que havia feito,
Para ficar assim contigo?
Eu observava as tremedeiras,
Que ele tentava controlar,
E pelos risinhos que você deu,
Acho que conseguiu notar.
Acho que consegui entendê-lo,
Quando passei a te observar,
Você o olhava,
Como ele nunca pôde imaginar.
Acho que ao fechar os olhos,
Ele logo deve se lembrar,
Da cor castanha e do sorriso,
Que você lhe fez guardar.
Ainda me lembro desse dia,
Em que quando vocês se olhavam,
Não havia rosto triste,
E nenhum dos dois piscavam.
Eu entendo aquele menino,
Pois como se enxergasse a alma,
Você o olhava com tanta calma,
Que ele não queria sair de lá.
Ainda me lembro desse dia,
E do menino que algo mais queria,
E daquela sala que apenas havia,
Eu, Você e nosso olhar.
(d'Medeiros)
De forma estranha e abrupta,
O coração simplesmente gelou.
Ainda me lembro daquele dia,
Que menino bobo você olhava,
De boca entreaberta e olhar fixo,
Atencioso ele te ajudava.
Ele agia estranho com você ali,
Como se estivesse agradecido,
Mas, o que havia feito,
Para ficar assim contigo?
Eu observava as tremedeiras,
Que ele tentava controlar,
E pelos risinhos que você deu,
Acho que conseguiu notar.
Acho que consegui entendê-lo,
Quando passei a te observar,
Você o olhava,
Como ele nunca pôde imaginar.
Acho que ao fechar os olhos,
Ele logo deve se lembrar,
Da cor castanha e do sorriso,
Que você lhe fez guardar.
Ainda me lembro desse dia,
Em que quando vocês se olhavam,
Não havia rosto triste,
E nenhum dos dois piscavam.
Eu entendo aquele menino,
Pois como se enxergasse a alma,
Você o olhava com tanta calma,
Que ele não queria sair de lá.
Ainda me lembro desse dia,
E do menino que algo mais queria,
E daquela sala que apenas havia,
Eu, Você e nosso olhar.
(d'Medeiros)
886
Intolerância

Os homens religiosos perdem muito tempo tentando "salvar" as pessoas da religião do outro. Acabam, portanto, se esquecendo que quem precisa ser "salvo" não são as pessoas que encontraram Deus de outra forma, mas aqueles que querem impôr o seu Deus ao mundo...
(dáMedeiros)
578
Inspiração
Quando você está na solidão
É ela quem te faz companhia...
Ciumenta, desaparece na correria
Mas fica contigo na escuridão...
Quem é essa que brinca com minha agonia?
Rá... é a porcaria da Inspiração...
(d'Medeiros)
449
História de menino e menina...
E ele a muito tempo vinha guardando,
Algo que sabia que precisava falar...
E ela com seu jeito tímido o encantando,
Fazia ele a cada dia mais se apaixonar...
Em um banco de praça conversavam,
Com muito vergonha os dois se olhavam,
E tremendo o menino contava
Tudo aquilo que para a menina queria falar...
Ufa, terminou, o menino pra ela contou,
E ela, tímida como sempre, apenas se calou,
E com o cabelo ela tampava um lindo olhar...
E o menino não queria que ela fosse embora,
A menina fazia muita falta pra ele agora,
O menino enfim, havia aprendido a amar...
(d'Medeiros)
Algo que sabia que precisava falar...
E ela com seu jeito tímido o encantando,
Fazia ele a cada dia mais se apaixonar...
Em um banco de praça conversavam,
Com muito vergonha os dois se olhavam,
E tremendo o menino contava
Tudo aquilo que para a menina queria falar...
Ufa, terminou, o menino pra ela contou,
E ela, tímida como sempre, apenas se calou,
E com o cabelo ela tampava um lindo olhar...
E o menino não queria que ela fosse embora,
A menina fazia muita falta pra ele agora,
O menino enfim, havia aprendido a amar...
(d'Medeiros)
760
Sorriso
E expressa tudo aquilo que não se fala,
E contagia como um virus do bem,
E pra nascer, ele mesmo se cala,
Mas pra viver fica em um vai e vem...
E as vezes é solitário,
E as vezes nem tanto,
E em companhia sái até involuntário,
Mas sozinho fica com saudade, e em pranto...
E não enxerga quem o fez,
Mas é feliz ainda assim...
E quer amar mais uma vez,
Mas quer você perto de mim...
E não enxerga, escuta nem cheira,
Mas fala, toca, e beija...
E quer se casar com quem o fez,
Mas isso só pode ser maluquês...
(d'Medeiros)
(d'Medeiros)
616
Ah se...
Ah se eu pudesse não ter que tomar uma decisão agora...
Ah se eu pudesse escolher alguem que escolha por mim...
Ah se eu pudesse reduzir aos poucos minha presença...
Ah se eu pudesse fazer isso sem machucar ninguém...
Ah se eu pudesse não precisar dizer mais nada...
Ah se eu pudesse ir pra bem longe 1 segundo...
Ah se eu pudesse não estar aqui agora...
Ah se eu pudesse pensar e falar menos...
Ah se eu pudesse ficar quieto...
Ah se eu pudesse cantarolar...
Ah se eu pudesse falar...
Ah se eu pudesse...
Ah se eu amo...
Ah se...
Ah...
...
.
(d'Medeiros)
.
(d'Medeiros)
682
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