Sonho que te quero, serás minha eternamente Sonho que te desejo, a ti e só a ti Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi
Maldito sonho, perfeita ilusão Não te ter nos meus braços para amar Não te sentir, os dois juntos a respirar É assim o meu sonho, a minha tentação
E se algum dia fosses tu a minha realidade Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer
Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão Adoro esse amor que não passa de mim Que não desaparece, que me destrói tanto assim Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção
E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado Este sonho, este encanto de mulher malvado É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
Sonho que te quero, serás minha eternamente Sonho que te desejo, a ti e só a ti Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi
Maldito sonho, perfeita ilusão Não te ter nos meus braços para amar Não te sentir, os dois juntos a respirar É assim o meu sonho, a minha tentação
E se algum dia fosses tu a minha realidade Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer
Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão Adoro esse amor que não passa de mim Que não desaparece, que me destrói tanto assim Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção
E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado Este sonho, este encanto de mulher malvado É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
533
Por do Sol
Existe no ambiente um murmurio de queixume De desejos de amor, de ais reprimidos Uma ternura espalhada como latidos Sinto o esmorecer como o teu perfume
As rosas murcham no jardim E o arome que exalam pelo espaço Tem contornos de prazer e de cansaço Nervosos, femininos, como só tu assim
Sinto espasmos, agonias de uma ave Irreparáveis, minimas, serenas Tenho entre as mãos ainda o toque das tuas mãos pequenas O meu olhar, no teu olhar suave
As tuas mãos simbolo de alegria OS teus olhos tão meigos de tristeza É este o escurecer agora da minha natureza Este vago por do sol no fim do dia
490
Noite Longa
Caminho sozinho, deambulando sem sentido Nesta noite fria de inverno gelado Caminho triste, desesperado mas a ti unido Nesta noite para sempre a ti ligado
Passo nas ruas, mas não vejo ninguém Olho as casas, vejo a luz brilhante Falta-me a luz a mim, agora neste instante Falta-me vida, falta-me existir para alguém
Mas o dia vai nascer, sinto a luz e o calor Sinto o ardor dentro de mim, como quem arde pela vida Vejo o sol, já sinto o fim desta tortura, desta dor Sinto-me nos teus braços de deusa adormecida
Quero agradecer por ter visto o sol, por ter-te visto a ti Adoro cada milímetro do te corpo, cada instante do teu pensamento Quero agradecer aos céus o feliz dia que te vi Adoro-te para sempre a qualquer momento
Nasceu o dia, nasceste tu para mim Passou a noite, veio o sol como tu vieste assim Bela e divina de luz branca incandescente Serás para sempre, para todo o eternamente
502
Carinho
Há quem diga que é feito de lã Pela forma como aquece Há quem diga que é suave como a seda De tão leve que é
Todos sabem que protege como o aço mais duro De todos os perigos deste mundo louco Que por muito que se tenha sabe sempre a pouco Que nem sempre o temos, só no amor mais puro
Não tem idade nem cor E os idiotas nem lhe dão valor Porque nunca o conheceram Numa vida inteira nunca o tiveram
Mas é tão fácil de ver todas as suas formas Como ondas que passam no ar Poucos sabem qual o seu verdadeiro fruto
Tem um toque de veludo e uma cor clara Para um néctar doce como o mel Ganho por um amadurecer de sol Mas que passou por chuva e tempestades
É um pêssego que está sempre pronto a ser colhido Mas que poucos sabem realmente plantar Que se saboreia sem hora para combinar Em qualquer dia por nós escolhido
403
O teu nome
Nos meus cadernos de escola Na minha secretária e nas arvores Até na areia e na neve se pudesse Escrevo o teu nome...
Em todas as folhas lidas Nas folhas todas em branco Pedra, sangue, papel e cinza Escrevo o teu nome...
Nas imagens que valem mais que ouro E nas armas dos guerreiros do amor Nas coroas de princesas Escrevo o teu nome...
Nos jardins e nas praias Nos ninhos de amor e nas noites No eco da minha infancia Escrevo o teu nome...
Nas maravilhas e saudades das noites No pão branco das manhas Nas estações entrelaçadas Escrevo o teu nome...
Nos meus farrapos de azul No charco de de sol que tive Na noite de lua viva perto do mar Escrevo o teu nome...
No batejar das manhãs No oceano sem navios E na montanha mais alta Escrevo o teu nome... Carla
Na espuma fina das nuvens No suor do meu rosto Na chuva fria desgraçada Escrevo o teu nome...
Nas estrelas mais cintilantes No paleta de todas as cores Na verdade absoluta do que é fisico Escrevo o teu nome...
Nos caminhos mostrados Nos prazeres descobertos Nas caricias que lembro Escrevo o teu nome...
Numa vela que se acende Numa vela que se apaga Nas minhas casas bem juntas Escrevo o teu nome...
No fruto do amor cortado em dois Do meu espelho e do meu quarto Na minha cama de aconchego vazia Escrevo o teu nome...
No meu cão guloso e terno Nas suas orelhas peludas Na sua pata desastrada Escrevo o teu nome...
No trampolim para os sonhos Nos objectos familiares Na onda do mar que vejo Escrevo o teu nome...
Na carne que tenho massacrada Na frente dos meus amigos Em cada mão que se estende Escrevo o teu nome...
Na vidraça das surpresas da vida Nos lábios todos fechados Muito acima do silencio eterno Escrevo o teu nome...
Nos refugios de amor usados Nos meus sonhos desperdiçados Nas paredes do meu tédio Escrevo o teu nome...
Na auséncia sem desejos Na nudez da solidão Nos degraus da morte Escrevo o teu nome...
NA saude enfraquecida Aos riscos corridos No esperar de saudade Escrevo o teu nome...
Por poder de um nome Recomeço a minha vida Nasci para conhecer-te, amar-te Dar-te um nome...
463
Tu
Se te digo que cinco anjos vieram ao mundo Tu serias o quinto Se te digo que só ficavam duas pessoas no mundo A segunda serias tu Se te digo que houve alguem que criou o céu e a terra para mim Também essa serias tu Para adorar-te Faria uma estátua de ouro imitando a tua beleza Se soubesse que és melhor que Deus Se sei que Deus não é mais belo que tu
506
O meu caminho
Vi e encontrei afinal o meu caminho Mas procuro louco e desvairado um lar e uma terra Como as aves que vão de ninho em ninho Como a espera do soldado sem saber se há paz ou guerra
A minha alma mais densa do que o vinho Beijo de fogo que o desejo encerra Tem o tom pálido de um lençol de linho E a resistencia heróica de uma serra
Adoro o Sol pois então, em rituais pagãos E dou graças ao dom da claridade Que trás luz e alegria a todo o universo
Trago as lembranças de um luar escondido nas minhas mãos E esta onda de felicidade que me invade E a paixão que me vai na alma feita num verso.
490
Se os céus soubessem
O quanto me fascinas O quanto esperei por ti Tudo o que significas para mim
Se os céus soubessem Que antes de ti era perdido como nem imaginas Que esperei uma vida inteira por alguém assim Que me encantei no primeiro instante que te vi
Se os céus soubessem o quanto és viciante Os poetas tem o ópio maldito As flores tem a luz saciante O mar tem a Lua Eu só queria a ti
Era alimento para a alma Felicidade concentrada Perfume de um riso Em forma de menina endiabrada
Se os céus soubessem O quanto te quero a a ti Os rios secavam As flores fechavam Os mares gelavam Os desertos ardiam
Tudo só para te ter para mim Mas os céus só sabem que o encanto não termina Que o feitiço não tem fim Já que o sangue que tenho nas veias, não tem valor sem ti
Os céus só sabem que o tempo é um luxo que não temos Que sonhamos acordados com instante que tivemos Que só queria mais tempo, horas, dias, talvez um só segundo Nos teus braços, minha calma, meu mundo.
490
Cúmplices da Lua
Perdidos no tempo, a esquecer as horas Abraçados ao sentimento, na felicidade singular De um só sentimento, de uma só vontade de amar Tornamo-nos assim cumplices da Lua, das noites sem demoras
Porque amar é lindo, os dois seres abraçados Partilhando carinho,nas noites de verão ao som do luar Oferecendo ternura, vendo a paixão mostrando como amar Mostrando os puros sentimentos,os dois seres enfeitiçados
Olha-se então pois nos olhos, que são o espelho da alma Através deles chega-se ao coração,esse unico dono e senhor da mente Transmite-se calor, o fogo da alma o carinho e paixão Nessas noites de luar mágico, como que anjos abençoados Dizem-se palavras de amor, marcam-se corações, dá-se a calma Unem-se as mentes,juntam-se os corações e isolam-se do mundo Chegam os sorrisos,vem a felicidade que se mostra facilmente Aumentam as batidas,aumenta o sangue nos corpos, acelera-se o coração Abraçam-se com força unidos, só eles no terra assim isolados Amam-se sem mais ninguem, neste sentimento sem fim, sem fundo
Não há pois lugar imune aos cumplices da lua, aos amantes do sentimento Que se adoram no luar, que se tocam com loucura e desejo Deixam as mãos percorrer os corpos, provocar as delicias em sinal de atracção Aumenta o calor das noites de verão ardente já escaldantes Invadem-se os corpos em procura daquele momento Usam-se as mãos, a lingua e o corpo, tudo vale por um beijo Respira-se o ar quente, sentem-se os prazeres e liberta-se o calor da sensação Unem-se nos prazeres carnais, nas luxurias ritmadas e ardentes dos amantes
Assim pois então eles passam as melhores noites da vida Nos braços de quem se ama, olhando nos olhos a felicidade agora encontrada Que só vai tornar mais dificil a hora final, o momento da despedida Pois regressam os cumplices ao seu mundo, mas as mentes continuam iluminadas Onde sabem eles que o amanha vai ser feliz, porque a alma já está vivida Porque o amanha não foi escrito quer-se para sempre a paz alçancada Porque o amanha não foi vivido, quer-se duas almas para sempre apaixonadas
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Inferno
Vivo no inferno, porque larguei o céu encantado Estou no inferno, porque não valorizei um anjo alado Vou estar no inferno, porque não soube amar Vou ficar aqui para sempre, porque ao amor, não soube valorizar
É frio e escuro, ao contrário do que dizem, é como a solidão Não nos aquece, pelo contrário, o frio gela-nos o coração Bate fraquinho, sem forças, sem sangue para correr Bate devagarinho, pensando em quem me deu que viver
A dor não tem solução, o frio não tem fim As lagrimás não param de cair, até ardem a cair assim Falta-me o ar, falta-me a força de viver Falta-me o amor, que deitei a perder
Mas eu mereço estar aqui, pelo que fiz ao anjo maravilhoso Cumprir a pena eternamente, neste inferno gelado Sofrer o que fiz sofrer, sozinho, no frio deitado Perder o meu anjo, o meu sol que sempre brilhou radioso
Não sabem os homens pois não, o que é tocar num anjo sem igual Eu soube e desperdicei, o anjo mais lindo, nesta época de natal Eu soube e tive, ao menos isso posso dizer Que no anjo lindo, o meu coração chegou a viver
Viveu mas morreu, porque o matei Viveu e morreu, porque eu não o amei Viveu e morreu, porque não o soube amar Viveu e morreu, porque eu não o soube valorizar