Sonho que te quero, serás minha eternamente Sonho que te desejo, a ti e só a ti Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi
Maldito sonho, perfeita ilusão Não te ter nos meus braços para amar Não te sentir, os dois juntos a respirar É assim o meu sonho, a minha tentação
E se algum dia fosses tu a minha realidade Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer
Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão Adoro esse amor que não passa de mim Que não desaparece, que me destrói tanto assim Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção
E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado Este sonho, este encanto de mulher malvado É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
Sonho que te quero, serás minha eternamente Sonho que te desejo, a ti e só a ti Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi
Maldito sonho, perfeita ilusão Não te ter nos meus braços para amar Não te sentir, os dois juntos a respirar É assim o meu sonho, a minha tentação
E se algum dia fosses tu a minha realidade Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer
Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão Adoro esse amor que não passa de mim Que não desaparece, que me destrói tanto assim Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção
E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado Este sonho, este encanto de mulher malvado É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
531
Por do Sol
Existe no ambiente um murmurio de queixume De desejos de amor, de ais reprimidos Uma ternura espalhada como latidos Sinto o esmorecer como o teu perfume
As rosas murcham no jardim E o arome que exalam pelo espaço Tem contornos de prazer e de cansaço Nervosos, femininos, como só tu assim
Sinto espasmos, agonias de uma ave Irreparáveis, minimas, serenas Tenho entre as mãos ainda o toque das tuas mãos pequenas O meu olhar, no teu olhar suave
As tuas mãos simbolo de alegria OS teus olhos tão meigos de tristeza É este o escurecer agora da minha natureza Este vago por do sol no fim do dia
489
Noite Longa
Caminho sozinho, deambulando sem sentido Nesta noite fria de inverno gelado Caminho triste, desesperado mas a ti unido Nesta noite para sempre a ti ligado
Passo nas ruas, mas não vejo ninguém Olho as casas, vejo a luz brilhante Falta-me a luz a mim, agora neste instante Falta-me vida, falta-me existir para alguém
Mas o dia vai nascer, sinto a luz e o calor Sinto o ardor dentro de mim, como quem arde pela vida Vejo o sol, já sinto o fim desta tortura, desta dor Sinto-me nos teus braços de deusa adormecida
Quero agradecer por ter visto o sol, por ter-te visto a ti Adoro cada milímetro do te corpo, cada instante do teu pensamento Quero agradecer aos céus o feliz dia que te vi Adoro-te para sempre a qualquer momento
Nasceu o dia, nasceste tu para mim Passou a noite, veio o sol como tu vieste assim Bela e divina de luz branca incandescente Serás para sempre, para todo o eternamente
500
Carinho
Há quem diga que é feito de lã Pela forma como aquece Há quem diga que é suave como a seda De tão leve que é
Todos sabem que protege como o aço mais duro De todos os perigos deste mundo louco Que por muito que se tenha sabe sempre a pouco Que nem sempre o temos, só no amor mais puro
Não tem idade nem cor E os idiotas nem lhe dão valor Porque nunca o conheceram Numa vida inteira nunca o tiveram
Mas é tão fácil de ver todas as suas formas Como ondas que passam no ar Poucos sabem qual o seu verdadeiro fruto
Tem um toque de veludo e uma cor clara Para um néctar doce como o mel Ganho por um amadurecer de sol Mas que passou por chuva e tempestades
É um pêssego que está sempre pronto a ser colhido Mas que poucos sabem realmente plantar Que se saboreia sem hora para combinar Em qualquer dia por nós escolhido
400
Tu
Se te digo que cinco anjos vieram ao mundo Tu serias o quinto Se te digo que só ficavam duas pessoas no mundo A segunda serias tu Se te digo que houve alguem que criou o céu e a terra para mim Também essa serias tu Para adorar-te Faria uma estátua de ouro imitando a tua beleza Se soubesse que és melhor que Deus Se sei que Deus não é mais belo que tu
504
Inferno
Vivo no inferno, porque larguei o céu encantado Estou no inferno, porque não valorizei um anjo alado Vou estar no inferno, porque não soube amar Vou ficar aqui para sempre, porque ao amor, não soube valorizar
É frio e escuro, ao contrário do que dizem, é como a solidão Não nos aquece, pelo contrário, o frio gela-nos o coração Bate fraquinho, sem forças, sem sangue para correr Bate devagarinho, pensando em quem me deu que viver
A dor não tem solução, o frio não tem fim As lagrimás não param de cair, até ardem a cair assim Falta-me o ar, falta-me a força de viver Falta-me o amor, que deitei a perder
Mas eu mereço estar aqui, pelo que fiz ao anjo maravilhoso Cumprir a pena eternamente, neste inferno gelado Sofrer o que fiz sofrer, sozinho, no frio deitado Perder o meu anjo, o meu sol que sempre brilhou radioso
Não sabem os homens pois não, o que é tocar num anjo sem igual Eu soube e desperdicei, o anjo mais lindo, nesta época de natal Eu soube e tive, ao menos isso posso dizer Que no anjo lindo, o meu coração chegou a viver
Viveu mas morreu, porque o matei Viveu e morreu, porque eu não o amei Viveu e morreu, porque não o soube amar Viveu e morreu, porque eu não o soube valorizar
469
Por todos
Em nome dos que choram Dos que sofrem, e fizeram sofrer Dos que acendem na noite o facho da revolta E que de noite morrem Com a esperança nos olhos e arames em volta Em nome dos que sonham com as palavras De amor e paz que foram ditas Em nome dos que rezam em silencio E falam em silencio E estendem em silencio as duas mãos aflitas Em nome dos que pedem em sonhos e segredo A esmola que os humilha e destroi E devoram as lagrimas e o medo Quando a solidão lhes dói Em nome dos que dormem agora ao relento Numa cama de chuva com lençois de vento O sono de miséria, terrivel e profundo Em nome do amor que esqueceste Anjo dos céus, que de lá desceste Volta outra vez ao meu mundo.
520
O meu caminho
Vi e encontrei afinal o meu caminho Mas procuro louco e desvairado um lar e uma terra Como as aves que vão de ninho em ninho Como a espera do soldado sem saber se há paz ou guerra
A minha alma mais densa do que o vinho Beijo de fogo que o desejo encerra Tem o tom pálido de um lençol de linho E a resistencia heróica de uma serra
Adoro o Sol pois então, em rituais pagãos E dou graças ao dom da claridade Que trás luz e alegria a todo o universo
Trago as lembranças de um luar escondido nas minhas mãos E esta onda de felicidade que me invade E a paixão que me vai na alma feita num verso.
489
Mulher
Não é mulher nem criança, nem jovem adolescente Não é séria nem fria, pratica a bondade Aquece os corações, transmite confiança Guia-me nas tempestades, como que um farol guia um temporal Trás paz e tranquilidade, nunca ninguem fica indiferente Trás sorriso e alegria, transmite toda a boa vontade Como que uma mãe de todos nós, como que a inocencia de uma criança É então esta mulher, esta paz, este apoio sem igual
Tera havido então deste o inicio dos tempos mulher assim? Caso unico neste mundo, sorriso que me deixa fora de mim De tamanho reduzido mas de valor elevado Tal como a mais preciosa joia pelo ser humano procurada Com ternura elevada, bom senso planeado Com beleza calculada, como que por magia criada Não há nem ouve, ser assim na terra Não há nem haverá, brilho igual ninguem já espera
Se a peso de metal precioso fosse avaliada esta criatura Os homens lutariam de cobiça, iriam atravessar mares e mundos Para apenas conquistar a simpatia, despertar os sentimentos profundos Para um dia olharem nos olhos da perfeição, desejar a ternura
Porem não se pode nem ninguem quer, colocar valor neste ser Seria impossivel colocar numa estrela um valor Nem os deus nem os anjos deixariam os meros mortais chegar ao paraiso Aos homens deste mundo resta apenas acreditar, na bondade, na ausencia de dor Que este ser é capaz, de guiar, de amar, de tudo iluminar com apenas um sorriso Conta com a benção dos céus, como das nuvens sempre nos está a ver
Pois então concluo assim que não tem valor colocado, nem esmeralda nem diamante Mais então do que a prata, ou de outros meros metais,para mim mais do que o ouro Mais do que o sol a nascer, nas tardes de verão, mais do que a brisa constante Será então assim possivel os mortais subirem aos céus, desejar o mais nobre tesouro
Talvez não, talvez nós mortais meramente condenados, a ver e admirar TUdo o que de bom, de nobre, de fantastico e maravilhoso este ser tem para nos dar
518
Vida
Subtil loucura, deliciosa tentação Olhos no céu, numa noite estrelada de verão Brisa quente, cheiro a maresia Calor no rosto, sente-se ao escrever poesia Do inverno gelado, ao verão ardente Passam as paixões, marca-se a mente
Sonha-se a ilusão, ilude-se o sonho Pede-se o impossivel, agarra-se a razão Acorda-se enfim, ve-se a realidade Não se pede o impossivel, basta a felicidade Olha-se em volta, sem temer o que é medonho Levantamo-nos para a vida, evitamos a tentação
Valerá a pena, passar assim por este mundo Querer e não ter, andar e não voar Amar, mas não querer dar Entra-se no abismo, como no mar profundo Avança-se no escuro, sem saber o que nos espera Olha-se com amor, nota-se que o sentimento nos fulmina Leva-nos ao delirio, ataca-nos como uma fera Mata-nos, devora-nos, mas é como uma luz que nos ilumina
Andam os segundos, vão-se as emoções Passam os minutos, vão os sentimentos Correm as horas, vão-se os juizos Voam os dias, meses e anos, resta-nos os momentos Aqueles especiais, para sempre nos corações Pensamos depois, na vida e nos seus prezuizos
Nascemos crianças, morremos velhos enrugados Vivemos a vida, pensamos na prosperidade Somos jovens, somos instáveis Somos adultos, mas ainda não somos responsáveis Fingimos a precupação, procura-mos a felicidade No fim estamos sós, no escuro sepultados
Somos um grão de areia na praia da vida Ou talvez uma rosa, num jardim florido Uma gota no oceano, uma lagrima perdida Um sonho vivido, mas nunca agradecido