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Sonho que te Tenho

Sonho que te quero, serás minha eternamente
Sonho que te desejo, a ti e só a ti
Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente
Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi


Maldito sonho, perfeita ilusão
Não te ter nos meus braços para amar
Não te sentir, os dois juntos a respirar
É assim o meu sonho, a minha tentação


E se algum dia fosses tu a minha realidade
Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade
Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser
Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer


Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão
Adoro esse amor que não passa de mim
Que não desaparece, que me destrói tanto assim
Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção


E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei
Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado
Este sonho, este encanto de mulher malvado
É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
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Poemas

20

Sonho que te Tenho

Sonho que te quero, serás minha eternamente
Sonho que te desejo, a ti e só a ti
Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente
Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi


Maldito sonho, perfeita ilusão
Não te ter nos meus braços para amar
Não te sentir, os dois juntos a respirar
É assim o meu sonho, a minha tentação


E se algum dia fosses tu a minha realidade
Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade
Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser
Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer


Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão
Adoro esse amor que não passa de mim
Que não desaparece, que me destrói tanto assim
Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção


E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei
Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado
Este sonho, este encanto de mulher malvado
É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
529

Por do Sol

Existe no ambiente um murmurio de queixume
De desejos de amor, de ais reprimidos
Uma ternura espalhada como latidos
Sinto o esmorecer como o teu perfume


As rosas murcham no jardim
E o arome que exalam pelo espaço
Tem contornos de prazer e de cansaço
Nervosos, femininos, como só tu assim


Sinto espasmos, agonias de uma ave
Irreparáveis, minimas, serenas
Tenho entre as mãos ainda o toque das tuas mãos pequenas
O meu olhar, no teu olhar suave


As tuas mãos simbolo de alegria
OS teus olhos tão meigos de tristeza
É este o escurecer agora da minha natureza
Este vago por do sol no fim do dia
485

Noite Longa

Caminho sozinho, deambulando sem sentido
Nesta noite fria de inverno gelado
Caminho triste, desesperado mas a ti unido
Nesta noite para sempre a ti ligado


Passo nas ruas, mas não vejo ninguém
Olho as casas, vejo a luz brilhante
Falta-me a luz a mim, agora neste instante
Falta-me vida, falta-me existir para alguém


Mas o dia vai nascer, sinto a luz e o calor
Sinto o ardor dentro de mim, como quem arde pela vida
Vejo o sol, já sinto o fim desta tortura, desta dor
Sinto-me nos teus braços de deusa adormecida


Quero agradecer por ter visto o sol, por ter-te visto a ti
Adoro cada milímetro do te corpo, cada instante do teu pensamento
Quero agradecer aos céus o feliz dia que te vi
Adoro-te para sempre a qualquer momento


Nasceu o dia, nasceste tu para mim
Passou a noite, veio o sol como tu vieste assim
Bela e divina de luz branca incandescente
Serás para sempre, para todo o eternamente
496

Carinho

Há quem diga que é feito de lã
Pela forma como aquece
Há quem diga que é suave como a seda
De tão leve que é


Todos sabem que protege como o aço mais duro
De todos os perigos deste mundo louco
Que por muito que se tenha sabe sempre a pouco
Que nem sempre o temos, só no amor mais puro


Não tem idade nem cor
E os idiotas nem lhe dão valor
Porque nunca o conheceram
Numa vida inteira nunca o tiveram


Mas é tão fácil de ver todas as suas formas
Como ondas que passam no ar
Poucos sabem qual o seu verdadeiro fruto


Tem um toque de veludo e uma cor clara
Para um néctar doce como o mel
Ganho por um amadurecer de sol
Mas que passou por chuva e tempestades


É um pêssego que está sempre pronto a ser colhido
Mas que poucos sabem realmente plantar
Que se saboreia sem hora para combinar
Em qualquer dia por nós escolhido
399

O teu nome

Nos meus cadernos de escola
Na minha secretária e nas arvores
Até na areia e na neve se pudesse
Escrevo o teu nome...


Em todas as folhas lidas
Nas folhas todas em branco
Pedra, sangue, papel e cinza
Escrevo o teu nome...


Nas imagens que valem mais que ouro
E nas armas dos guerreiros do amor
Nas coroas de princesas
Escrevo o teu nome...


Nos jardins e nas praias
Nos ninhos de amor e nas noites
No eco da minha infancia
Escrevo o teu nome...

Nas maravilhas e saudades das noites
No pão branco das manhas
Nas estações entrelaçadas
Escrevo o teu nome...


Nos meus farrapos de azul
No charco de de sol que tive
Na noite de lua viva perto do mar
Escrevo o teu nome...


No batejar das manhãs
No oceano sem navios
E na montanha mais alta
Escrevo o teu nome... Carla


Na espuma fina das nuvens
No suor do meu rosto
Na chuva fria desgraçada
Escrevo o teu nome...


Nas estrelas mais cintilantes
No paleta de todas as cores
Na verdade absoluta do que é fisico
Escrevo o teu nome...


Nos caminhos mostrados
Nos prazeres descobertos
Nas caricias que lembro
Escrevo o teu nome...


Numa vela que se acende
Numa vela que se apaga
Nas minhas casas bem juntas
Escrevo o teu nome...


No fruto do amor cortado em dois
Do meu espelho e do meu quarto
Na minha cama de aconchego vazia
Escrevo o teu nome...


No meu cão guloso e terno
Nas suas orelhas peludas
Na sua pata desastrada
Escrevo o teu nome...


No trampolim para os sonhos
Nos objectos familiares
Na onda do mar que vejo
Escrevo o teu nome...


Na carne que tenho massacrada
Na frente dos meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo o teu nome...


Na vidraça das surpresas da vida
Nos lábios todos fechados
Muito acima do silencio eterno
Escrevo o teu nome...


Nos refugios de amor usados
Nos meus sonhos desperdiçados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo o teu nome...


Na auséncia sem desejos
Na nudez da solidão
Nos degraus da morte
Escrevo o teu nome...

NA saude enfraquecida
Aos riscos corridos
No esperar de saudade
Escrevo o teu nome...


Por poder de um nome
Recomeço a minha vida
Nasci para conhecer-te, amar-te
Dar-te um nome...
456

Vida

Subtil loucura, deliciosa tentação
Olhos no céu, numa noite estrelada de verão
Brisa quente, cheiro a maresia
Calor no rosto, sente-se ao escrever poesia
Do inverno gelado, ao verão ardente
Passam as paixões, marca-se a mente


Sonha-se a ilusão, ilude-se o sonho
Pede-se o impossivel, agarra-se a razão
Acorda-se enfim, ve-se a realidade
Não se pede o impossivel, basta a felicidade
Olha-se em volta, sem temer o que é medonho
Levantamo-nos para a vida, evitamos a tentação


Valerá a pena, passar assim por este mundo
Querer e não ter, andar e não voar
Amar, mas não querer dar
Entra-se no abismo, como no mar profundo
Avança-se no escuro, sem saber o que nos espera
Olha-se com amor, nota-se que o sentimento nos fulmina
Leva-nos ao delirio, ataca-nos como uma fera
Mata-nos, devora-nos, mas é como uma luz que nos ilumina


Andam os segundos, vão-se as emoções
Passam os minutos, vão os sentimentos
Correm as horas, vão-se os juizos
Voam os dias, meses e anos, resta-nos os momentos
Aqueles especiais, para sempre nos corações
Pensamos depois, na vida e nos seus prezuizos


Nascemos crianças, morremos velhos enrugados
Vivemos a vida, pensamos na prosperidade
Somos jovens, somos instáveis
Somos adultos, mas ainda não somos responsáveis
Fingimos a precupação, procura-mos a felicidade
No fim estamos sós, no escuro sepultados


Somos um grão de areia na praia da vida
Ou talvez uma rosa, num jardim florido
Uma gota no oceano, uma lagrima perdida
Um sonho vivido, mas nunca agradecido
479

Amar sem enganar

Aprendam a amar sem enganar
Aprendam a dar, sem nada esperar
Aprendam a aceitar, o que de maravilhoso alguem nos faz
Aprendam a aceitar, o amor que a felicidade nos trás


Amem, sem mentir
Amem sem ludibriar
Amem de alma e coração
Amem a fundo, mereçam a sua atenção
Amem sempre a sentir
Amem, para amor criar


Não mintam como loucos
Não enganem nem muito, nem aos poucos
Não desperdicem oportunidades
De a cada momento, dizer, apenas e só as verdades


Se tal não acontecer
O amor da vossa vida arriscam-se a perder
Dizem que amor, só há um na vida
Pois o meu, já me tornou lembrança esquecida


No lugar do vazio, do lugar sombrio e solitário
Ficam as memorias de apaixonados
Para ela ficam os momentos, que guarda agora em armário
Para mim, fica o sonho, daqueles bem encantados


Por isso lhes digo, meus caros
Amem sem enganar, aproveitem os momentos raros
Porque na vida, só surge um verdadeiro amor
Se o perderem, apenas irão conhecer a dor
419

Por todos

Em nome dos que choram
Dos que sofrem, e fizeram sofrer
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem
Com a esperança nos olhos e arames em volta
Em nome dos que sonham com as palavras
De amor e paz que foram ditas
Em nome dos que rezam em silencio
E falam em silencio
E estendem em silencio as duas mãos aflitas
Em nome dos que pedem em sonhos e segredo
A esmola que os humilha e destroi
E devoram as lagrimas e o medo
Quando a solidão lhes dói
Em nome dos que dormem agora ao relento
Numa cama de chuva com lençois de vento
O sono de miséria, terrivel e profundo
Em nome do amor que esqueceste
Anjo dos céus, que de lá desceste
Volta outra vez ao meu mundo.
516

O meu caminho

Vi e encontrei afinal o meu caminho
Mas procuro louco e desvairado um lar e uma terra
Como as aves que vão de ninho em ninho
Como a espera do soldado sem saber se há paz ou guerra


A minha alma mais densa do que o vinho
Beijo de fogo que o desejo encerra
Tem o tom pálido de um lençol de linho
E a resistencia heróica de uma serra


Adoro o Sol pois então, em rituais pagãos
E dou graças ao dom da claridade
Que trás luz e alegria a todo o universo


Trago as lembranças de um luar escondido nas minhas mãos
E esta onda de felicidade que me invade
E a paixão que me vai na alma feita num verso.
486

Mulher

Não é mulher nem criança, nem jovem adolescente
Não é séria nem fria, pratica a bondade
Aquece os corações, transmite confiança
Guia-me nas tempestades, como que um farol guia um temporal
Trás paz e tranquilidade, nunca ninguem fica indiferente
Trás sorriso e alegria, transmite toda a boa vontade
Como que uma mãe de todos nós, como que a inocencia de uma criança
É então esta mulher, esta paz, este apoio sem igual


Tera havido então deste o inicio dos tempos mulher assim?
Caso unico neste mundo, sorriso que me deixa fora de mim
De tamanho reduzido mas de valor elevado
Tal como a mais preciosa joia pelo ser humano procurada
Com ternura elevada, bom senso planeado
Com beleza calculada, como que por magia criada
Não há nem ouve, ser assim na terra
Não há nem haverá, brilho igual ninguem já espera


Se a peso de metal precioso fosse avaliada esta criatura
Os homens lutariam de cobiça, iriam atravessar mares e mundos
Para apenas conquistar a simpatia, despertar os sentimentos profundos
Para um dia olharem nos olhos da perfeição, desejar a ternura


Porem não se pode nem ninguem quer, colocar valor neste ser
Seria impossivel colocar numa estrela um valor
Nem os deus nem os anjos deixariam os meros mortais chegar ao paraiso
Aos homens deste mundo resta apenas acreditar, na bondade, na ausencia de dor
Que este ser é capaz, de guiar, de amar, de tudo iluminar com apenas um sorriso
Conta com a benção dos céus, como das nuvens sempre nos está a ver


Pois então concluo assim que não tem valor colocado, nem esmeralda nem diamante
Mais então do que a prata, ou de outros meros metais,para mim mais do que o ouro
Mais do que o sol a nascer, nas tardes de verão, mais do que a brisa constante
Será então assim possivel os mortais subirem aos céus, desejar o mais nobre tesouro


Talvez não, talvez nós mortais meramente condenados, a ver e admirar
TUdo o que de bom, de nobre, de fantastico e maravilhoso este ser tem para nos dar
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