Sonho que te quero, serás minha eternamente Sonho que te desejo, a ti e só a ti Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi
Maldito sonho, perfeita ilusão Não te ter nos meus braços para amar Não te sentir, os dois juntos a respirar É assim o meu sonho, a minha tentação
E se algum dia fosses tu a minha realidade Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer
Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão Adoro esse amor que não passa de mim Que não desaparece, que me destrói tanto assim Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção
E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado Este sonho, este encanto de mulher malvado É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
Certo foi o dia em que te vi no meu destino te encontrei nos teus olhos os meus vi e pensei "Uma deusa, uma princesa" foi assim que te senti Entrei nos céus, nesse reino de felicidade como uma criança que brinca ainda em tenra idade e deste meu ser fugi, não acreditava no que estava a ver que figura bela seria aquela queria eu saber
Que linda, mulher de culto é ela que te subido tinha visto assim que ser tão nobre, tão suave, tão bela tão doce, tão terna que estava ali ao pé de mim
Ai! que desatino este meu coração Ai! que destino será desta minha paixão? Ai! que dor que sinto ao te ver Ai! que ardo por não te ter
Só tu oh... bela oh... perfeita das mulheres só tu minha deusa minha amante minha vida sem tu saberes minha alma, meu ser, meu universo a todo e qualquer instante
Só penso em não te ter, não te ver não te poder tocar eternamente em não me puder embalar nos teus braços em não sair de ti e da tua mente em não ter aquilo que todo o homem quer em não beijar esse rosto de perfeitos traços
Continuo assim triste no meu fado neste meu infeliz e maldito destino nesta vida de sonho encantado ou neste pesadelo de irreversível desatino
Talvez um dia sejas minha para amar Talvez um beijo nos teus lábios vá dar se é sonho ou ilusão não quero saber apenas que é com amor que alimento o meu ser
455
Cúmplices da Lua
Perdidos no tempo, a esquecer as horas Abraçados ao sentimento, na felicidade singular De um só sentimento, de uma só vontade de amar Tornamo-nos assim cumplices da Lua, das noites sem demoras
Porque amar é lindo, os dois seres abraçados Partilhando carinho,nas noites de verão ao som do luar Oferecendo ternura, vendo a paixão mostrando como amar Mostrando os puros sentimentos,os dois seres enfeitiçados
Olha-se então pois nos olhos, que são o espelho da alma Através deles chega-se ao coração,esse unico dono e senhor da mente Transmite-se calor, o fogo da alma o carinho e paixão Nessas noites de luar mágico, como que anjos abençoados Dizem-se palavras de amor, marcam-se corações, dá-se a calma Unem-se as mentes,juntam-se os corações e isolam-se do mundo Chegam os sorrisos,vem a felicidade que se mostra facilmente Aumentam as batidas,aumenta o sangue nos corpos, acelera-se o coração Abraçam-se com força unidos, só eles no terra assim isolados Amam-se sem mais ninguem, neste sentimento sem fim, sem fundo
Não há pois lugar imune aos cumplices da lua, aos amantes do sentimento Que se adoram no luar, que se tocam com loucura e desejo Deixam as mãos percorrer os corpos, provocar as delicias em sinal de atracção Aumenta o calor das noites de verão ardente já escaldantes Invadem-se os corpos em procura daquele momento Usam-se as mãos, a lingua e o corpo, tudo vale por um beijo Respira-se o ar quente, sentem-se os prazeres e liberta-se o calor da sensação Unem-se nos prazeres carnais, nas luxurias ritmadas e ardentes dos amantes
Assim pois então eles passam as melhores noites da vida Nos braços de quem se ama, olhando nos olhos a felicidade agora encontrada Que só vai tornar mais dificil a hora final, o momento da despedida Pois regressam os cumplices ao seu mundo, mas as mentes continuam iluminadas Onde sabem eles que o amanha vai ser feliz, porque a alma já está vivida Porque o amanha não foi escrito quer-se para sempre a paz alçancada Porque o amanha não foi vivido, quer-se duas almas para sempre apaixonadas
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O teu nome
Nos meus cadernos de escola Na minha secretária e nas arvores Até na areia e na neve se pudesse Escrevo o teu nome...
Em todas as folhas lidas Nas folhas todas em branco Pedra, sangue, papel e cinza Escrevo o teu nome...
Nas imagens que valem mais que ouro E nas armas dos guerreiros do amor Nas coroas de princesas Escrevo o teu nome...
Nos jardins e nas praias Nos ninhos de amor e nas noites No eco da minha infancia Escrevo o teu nome...
Nas maravilhas e saudades das noites No pão branco das manhas Nas estações entrelaçadas Escrevo o teu nome...
Nos meus farrapos de azul No charco de de sol que tive Na noite de lua viva perto do mar Escrevo o teu nome...
No batejar das manhãs No oceano sem navios E na montanha mais alta Escrevo o teu nome... Carla
Na espuma fina das nuvens No suor do meu rosto Na chuva fria desgraçada Escrevo o teu nome...
Nas estrelas mais cintilantes No paleta de todas as cores Na verdade absoluta do que é fisico Escrevo o teu nome...
Nos caminhos mostrados Nos prazeres descobertos Nas caricias que lembro Escrevo o teu nome...
Numa vela que se acende Numa vela que se apaga Nas minhas casas bem juntas Escrevo o teu nome...
No fruto do amor cortado em dois Do meu espelho e do meu quarto Na minha cama de aconchego vazia Escrevo o teu nome...
No meu cão guloso e terno Nas suas orelhas peludas Na sua pata desastrada Escrevo o teu nome...
No trampolim para os sonhos Nos objectos familiares Na onda do mar que vejo Escrevo o teu nome...
Na carne que tenho massacrada Na frente dos meus amigos Em cada mão que se estende Escrevo o teu nome...
Na vidraça das surpresas da vida Nos lábios todos fechados Muito acima do silencio eterno Escrevo o teu nome...
Nos refugios de amor usados Nos meus sonhos desperdiçados Nas paredes do meu tédio Escrevo o teu nome...
Na auséncia sem desejos Na nudez da solidão Nos degraus da morte Escrevo o teu nome...
NA saude enfraquecida Aos riscos corridos No esperar de saudade Escrevo o teu nome...
Por poder de um nome Recomeço a minha vida Nasci para conhecer-te, amar-te Dar-te um nome...
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Nos Teus Olhos
Olho-te de longe, pareces distante nos teus pensamentos Vejo-te assim séria, perdida, concentrada em ti Vejo nos teus olhos, a tua alma, os teus sentimentos Olho-te de perto, nesses olhos brilhantes que vi
Fico sem reacção, como que cego por essa luz brilhante Luz dos teus olhos, da tua alma, que me cega assim Para o tempo, para o universo aqui neste instante Para te ter, nos meus braços junto a mim
Se o tempo dura-se eternamente, apenas um segundo queria Para te olhar nos teus olhos, ver essa força de viver Esse brilho, que me aquece o coração, alimenta o meu ser Se pude-se nos teus olhos ficar, eternamente, nada mais queria
Não sei se é magia, ou sedução, não entendo este poder Que dos teus olhos sai, para me tirar de mim, me enlouquecer Só sei que te sinto, em mim, na minha alma, na minha mente Só sei que se pude-se serias minha, juntos eternamente
E assim olho-te nos olhos, para me alimentar Que esta alma dorida, aprendeu a amar Que deste ser sai paixão por ti é verdade Que desta paixão, só quanto te ter vou ter liberdade Se esse dia chegar, rebento de emoção Se um dia puder ter um lugar no teu coração
457
Ansiedade
Vivo na ansiedade
Na terna doce loucura de voltar a ter-te perto de mim
Na profunda e ilusória tentação de seres minha um dia
Viver assim acordado sonhando com um instante que vivi
Com o sabor dos teus lábios junto aos meus, nesse encaixe perfeito assim
Vivo na loucura, na terra do sonho que ao acordar cai como um castelo de areia nas ondas do mar
Vivo mais a noite a sonhar do que o dia a existir
Vivo mais o segundo eterno da ultima vez que te sorri
Talvez a esperança de um dia te voltar a abraçar
Talvez seja esse o sonho que o destino um dia te viu partir
Não sei como fugir ao sonho, não sei como vive-lo, não sei como seria
489
Se os céus soubessem
O quanto me fascinas O quanto esperei por ti Tudo o que significas para mim
Se os céus soubessem Que antes de ti era perdido como nem imaginas Que esperei uma vida inteira por alguém assim Que me encantei no primeiro instante que te vi
Se os céus soubessem o quanto és viciante Os poetas tem o ópio maldito As flores tem a luz saciante O mar tem a Lua Eu só queria a ti
Era alimento para a alma Felicidade concentrada Perfume de um riso Em forma de menina endiabrada
Se os céus soubessem O quanto te quero a a ti Os rios secavam As flores fechavam Os mares gelavam Os desertos ardiam
Tudo só para te ter para mim Mas os céus só sabem que o encanto não termina Que o feitiço não tem fim Já que o sangue que tenho nas veias, não tem valor sem ti
Os céus só sabem que o tempo é um luxo que não temos Que sonhamos acordados com instante que tivemos Que só queria mais tempo, horas, dias, talvez um só segundo Nos teus braços, minha calma, meu mundo.
488
Para sempre
Vi-te pela primeira vez no més da primavera Foi como que um raio de sol que me iluminou a saida Como que um acordar de um inverno gelado Algo tão puro, tão lindo, tão doce, cheia de vida Não sabia o que dizer, estava enfeitiçado Parado e perdido eu não sabia quem era
Os teus olhos enfeitiçaram-me, sai do meu ser Que encanto, que ternura, beleza esta enfeitiçante Roubaste-me a alma, possuiste o meu pensamento Levaste-me aos céus, fui deus num momento, quando te vi como mulher Parei, gelei, pensei, será este o rosto da minha amante Tanta emoção, espanto e encanto nesse unico momento
Veio a felicidade, subi aos ceus, fui um dos deuses, um abençoado Levaste-me a loucura, deste-me ternura, era eu teu escravo aprisionado Suspirava, ansiava por cada momento contigo, só assim era feliz Perdia-me nos teus olhos, afogava-me nos teus lábios, vivia para te amar Brincava com os teus cabelos, explorava o teu corpo, esse objecto de encanto Não és mulher, és uma princesa, não és comum, és unica, foi assim que deus quis Teu sorriso meu alimento, tua alma minha felicidade, estaria acordado ou estaria a sonhar Nunca tal tinha acontecido, já fui vivo e feliz mas nunca assim tanto
Por mulheres como tu na antiga historia os homens lutaram guerras e ergueram monumentos Atravessaram desertos, rios, mares e montanhas, conquistaram paises e não foram vencidos Vale a pena pois vale, por ti, só por ti, atravesar meio mundo, caminhar sobre as chamas ardentes Chamas de uma paixão ardente, deste fogo que arde sem se ver, de um calor que nos manteve unidos De uma distancia que nos separou, de uma luz que se apagou, de dois corações que já foram quentes De dois corpos que noutra hora existiam juntos, de um só amor que era dois sentimentos
O nosso fogo um dia apagou-se, como que num vento gelado, inverno maldito que me tirou o meu amor Fiquei sozinho num canto, perguntando-me porqué, pensando nas hipoteses, procurando a solução Noutro mundo, noutro universo ainda és minha, ocupas a minha mente, nos meus sonhos nos meus pensamentos Basta fechar os olhos e voltas para mim, sonho ou delirio não sei, será que ainda bate o meu coração Sonho o impossivel, procuro o que não existe, quero um dia voltar a fazer parte dos teus sentimentos Todo o homem procura o impossivel, eu procuro a felicidade, se isso é possivel não existe dor
Olho para o futuro como que de uma praia deserta, num por do sol de fim de verão Não vejo forma de quebrar a distancia nem de apagar os sentimentos Não tenho como não querer de volta o teu amor, os teus carinhos, os nossos bons momentos Pois então procuro-te a ti como um anjo procura o céu, como quem pede a tua atenção Se um dia o mundo permitir, quem sabe serás minha, voltarei a subir aos ceus ao reino da felicidade Moverei montanhas, atravessarei oceanos, enfrentarei demonios para te ter junto de mim Não importa o tempo nem o lugar, nada na minha mente é impossivel, quero a tua mão, a tua simplicidade Desejo-te, procuro-te a cada dia que passa, quero um dia voltar a amar-te assim.
484
Amar sem enganar
Aprendam a amar sem enganar Aprendam a dar, sem nada esperar Aprendam a aceitar, o que de maravilhoso alguem nos faz Aprendam a aceitar, o amor que a felicidade nos trás
Amem, sem mentir Amem sem ludibriar Amem de alma e coração Amem a fundo, mereçam a sua atenção Amem sempre a sentir Amem, para amor criar
Não mintam como loucos Não enganem nem muito, nem aos poucos Não desperdicem oportunidades De a cada momento, dizer, apenas e só as verdades
Se tal não acontecer O amor da vossa vida arriscam-se a perder Dizem que amor, só há um na vida Pois o meu, já me tornou lembrança esquecida
No lugar do vazio, do lugar sombrio e solitário Ficam as memorias de apaixonados Para ela ficam os momentos, que guarda agora em armário Para mim, fica o sonho, daqueles bem encantados
Por isso lhes digo, meus caros Amem sem enganar, aproveitem os momentos raros Porque na vida, só surge um verdadeiro amor Se o perderem, apenas irão conhecer a dor
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Memorias
Memorias dos tempos vividos Memorias dos beijos sentidos Memorias dos dias de felicidade Memorias, que recordarei com saudade
Da mágica noite de luar A manha de chuva, de inverno Da praia encantada depois do jantar Do amor que era eterno
Da felicidade de criança maravilhada Ao prazer dos amantes incansáveis Passando pelos carinhos trocados São momentos jamais alcancáveis São dias de história encantada Foram meses, dias e horas encantados
Recordo então com tristeza Aquele amor que era vivo, era certeza Que não soube aproveitar Que perdi, e nunca mais vai voltar Que me aquecia a alma Me transmitia, paz, saude, e calma
Errei pois então, que tolo que sou Errei pois então que infeliz estou Amei, amo e amarei com todas as forças do meu ser Desejei, desejo, e desejarei, todos aqueles momentos de prazer
Mas o inverno é assim, de tempo gelado É frio, sozinho e assustador Mas nada vai apagar-te a dor Nem colocar-te o sorriso, por mim plantado
475
Virá o fim
Virá a morte e terá os meus olhos Esta morteque me acompanha De manha á noite, insone Surda, como um velho remorso Ou um vicio absurdo
Os teus olhos serão uma palavra vã Um grito mudo, um silencio
Assim os vejo todas sa manhas Quando sobre ti te inclinas ao espelho
Pois cara esperança saberemos também nós Que és a minha vida, e és o meu vazio.
Para todos a morte tem um olhar Virá a morte e terá os meus olhos Será como deixar um vicio Como ver no espelho O regresso de um rosto morto Como ouvir lábios de pedra cerrados Descerei ao inferno mudo.