docarmo

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Sonho que te Tenho

Sonho que te quero, serás minha eternamente
Sonho que te desejo, a ti e só a ti
Sonho que te tenho, mas apenas na minha mente
Sonho que te amo, desde agora, desde sempre que te vi


Maldito sonho, perfeita ilusão
Não te ter nos meus braços para amar
Não te sentir, os dois juntos a respirar
É assim o meu sonho, a minha tentação


E se algum dia fosses tu a minha realidade
Seria eu o teu servo, teu escravo de ti minha majestade
Escravo deste sonho, desta ilusão que rasga de dor o meu ser
Escravo deste sentimento, desta paixão que me segue até morrer


Pois deste sonho não acordo, amo esta ilusão
Adoro esse amor que não passa de mim
Que não desaparece, que me destrói tanto assim
Adoro este sonho preso em mim, nunca na tua atenção


E se por ti vivo, por ti morro, por ti existo nunca me perderei
Continuo assim este caminho sem fim, neste oásis encantado
Este sonho, este encanto de mulher malvado
É assim a todo o instante eternamente, amar apenas como eu sei
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Poemas

20

Se os céus soubessem

O quanto me fascinas
O quanto esperei por ti
Tudo o que significas para mim

Se os céus soubessem
Que antes de ti era perdido como nem imaginas
Que esperei uma vida inteira por alguém assim
Que me encantei no primeiro instante que te vi

Se os céus soubessem o quanto és viciante
Os poetas tem o ópio maldito
As flores tem a luz saciante
O mar tem a Lua
Eu só queria a ti

Era alimento para a alma
Felicidade concentrada
Perfume de um riso
Em forma de menina endiabrada

Se os céus soubessem
O quanto te quero a a ti
Os rios secavam
As flores fechavam
Os mares gelavam
Os desertos ardiam

Tudo só para te ter para mim
Mas os céus só sabem que o encanto não termina
Que o feitiço não tem fim
Já que o sangue que tenho nas veias, não tem valor sem ti

Os céus só sabem que o tempo é um luxo que não temos
Que sonhamos acordados com instante que tivemos
Que só queria mais tempo, horas, dias, talvez um só segundo
Nos teus braços, minha calma, meu mundo.
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Inferno

Vivo no inferno, porque larguei o céu encantado
Estou no inferno, porque não valorizei um anjo alado
Vou estar no inferno, porque não soube amar
Vou ficar aqui para sempre, porque ao amor, não soube valorizar

É frio e escuro, ao contrário do que dizem, é como a solidão
Não nos aquece, pelo contrário, o frio gela-nos o coração
Bate fraquinho, sem forças, sem sangue para correr
Bate devagarinho, pensando em quem me deu que viver

A dor não tem solução, o frio não tem fim
As lagrimás não param de cair, até ardem a cair assim
Falta-me o ar, falta-me a força de viver
Falta-me o amor, que deitei a perder

Mas eu mereço estar aqui, pelo que fiz ao anjo maravilhoso
Cumprir a pena eternamente, neste inferno gelado
Sofrer o que fiz sofrer, sozinho, no frio deitado
Perder o meu anjo, o meu sol que sempre brilhou radioso

Não sabem os homens pois não, o que é tocar num anjo sem igual
Eu soube e desperdicei, o anjo mais lindo, nesta época de natal
Eu soube e tive, ao menos isso posso dizer
Que no anjo lindo, o meu coração chegou a viver

Viveu mas morreu, porque o matei
Viveu e morreu, porque eu não o amei
Viveu e morreu, porque não o soube amar
Viveu e morreu, porque eu não o soube valorizar
471

O teu nome

Nos meus cadernos de escola
Na minha secretária e nas arvores
Até na areia e na neve se pudesse
Escrevo o teu nome...


Em todas as folhas lidas
Nas folhas todas em branco
Pedra, sangue, papel e cinza
Escrevo o teu nome...


Nas imagens que valem mais que ouro
E nas armas dos guerreiros do amor
Nas coroas de princesas
Escrevo o teu nome...


Nos jardins e nas praias
Nos ninhos de amor e nas noites
No eco da minha infancia
Escrevo o teu nome...

Nas maravilhas e saudades das noites
No pão branco das manhas
Nas estações entrelaçadas
Escrevo o teu nome...


Nos meus farrapos de azul
No charco de de sol que tive
Na noite de lua viva perto do mar
Escrevo o teu nome...


No batejar das manhãs
No oceano sem navios
E na montanha mais alta
Escrevo o teu nome... Carla


Na espuma fina das nuvens
No suor do meu rosto
Na chuva fria desgraçada
Escrevo o teu nome...


Nas estrelas mais cintilantes
No paleta de todas as cores
Na verdade absoluta do que é fisico
Escrevo o teu nome...


Nos caminhos mostrados
Nos prazeres descobertos
Nas caricias que lembro
Escrevo o teu nome...


Numa vela que se acende
Numa vela que se apaga
Nas minhas casas bem juntas
Escrevo o teu nome...


No fruto do amor cortado em dois
Do meu espelho e do meu quarto
Na minha cama de aconchego vazia
Escrevo o teu nome...


No meu cão guloso e terno
Nas suas orelhas peludas
Na sua pata desastrada
Escrevo o teu nome...


No trampolim para os sonhos
Nos objectos familiares
Na onda do mar que vejo
Escrevo o teu nome...


Na carne que tenho massacrada
Na frente dos meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo o teu nome...


Na vidraça das surpresas da vida
Nos lábios todos fechados
Muito acima do silencio eterno
Escrevo o teu nome...


Nos refugios de amor usados
Nos meus sonhos desperdiçados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo o teu nome...


Na auséncia sem desejos
Na nudez da solidão
Nos degraus da morte
Escrevo o teu nome...

NA saude enfraquecida
Aos riscos corridos
No esperar de saudade
Escrevo o teu nome...


Por poder de um nome
Recomeço a minha vida
Nasci para conhecer-te, amar-te
Dar-te um nome...
463

Vida

Subtil loucura, deliciosa tentação
Olhos no céu, numa noite estrelada de verão
Brisa quente, cheiro a maresia
Calor no rosto, sente-se ao escrever poesia
Do inverno gelado, ao verão ardente
Passam as paixões, marca-se a mente


Sonha-se a ilusão, ilude-se o sonho
Pede-se o impossivel, agarra-se a razão
Acorda-se enfim, ve-se a realidade
Não se pede o impossivel, basta a felicidade
Olha-se em volta, sem temer o que é medonho
Levantamo-nos para a vida, evitamos a tentação


Valerá a pena, passar assim por este mundo
Querer e não ter, andar e não voar
Amar, mas não querer dar
Entra-se no abismo, como no mar profundo
Avança-se no escuro, sem saber o que nos espera
Olha-se com amor, nota-se que o sentimento nos fulmina
Leva-nos ao delirio, ataca-nos como uma fera
Mata-nos, devora-nos, mas é como uma luz que nos ilumina


Andam os segundos, vão-se as emoções
Passam os minutos, vão os sentimentos
Correm as horas, vão-se os juizos
Voam os dias, meses e anos, resta-nos os momentos
Aqueles especiais, para sempre nos corações
Pensamos depois, na vida e nos seus prezuizos


Nascemos crianças, morremos velhos enrugados
Vivemos a vida, pensamos na prosperidade
Somos jovens, somos instáveis
Somos adultos, mas ainda não somos responsáveis
Fingimos a precupação, procura-mos a felicidade
No fim estamos sós, no escuro sepultados


Somos um grão de areia na praia da vida
Ou talvez uma rosa, num jardim florido
Uma gota no oceano, uma lagrima perdida
Um sonho vivido, mas nunca agradecido
484

Para sempre

Vi-te pela primeira vez no més da primavera
Foi como que um raio de sol que me iluminou a saida
Como que um acordar de um inverno gelado
Algo tão puro, tão lindo, tão doce, cheia de vida
Não sabia o que dizer, estava enfeitiçado
Parado e perdido eu não sabia quem era



Os teus olhos enfeitiçaram-me, sai do meu ser
Que encanto, que ternura, beleza esta enfeitiçante
Roubaste-me a alma, possuiste o meu pensamento
Levaste-me aos céus, fui deus num momento, quando te vi como mulher
Parei, gelei, pensei, será este o rosto da minha amante
Tanta emoção, espanto e encanto nesse unico momento



Veio a felicidade, subi aos ceus, fui um dos deuses, um abençoado
Levaste-me a loucura, deste-me ternura, era eu teu escravo aprisionado
Suspirava, ansiava por cada momento contigo, só assim era feliz
Perdia-me nos teus olhos, afogava-me nos teus lábios, vivia para te amar
Brincava com os teus cabelos, explorava o teu corpo, esse objecto de encanto
Não és mulher, és uma princesa, não és comum, és unica, foi assim que deus quis
Teu sorriso meu alimento, tua alma minha felicidade, estaria acordado ou estaria a sonhar
Nunca tal tinha acontecido, já fui vivo e feliz mas nunca assim tanto



Por mulheres como tu na antiga historia os homens lutaram guerras e ergueram monumentos
Atravessaram desertos, rios, mares e montanhas, conquistaram paises e não foram vencidos
Vale a pena pois vale, por ti, só por ti, atravesar meio mundo, caminhar sobre as chamas ardentes
Chamas de uma paixão ardente, deste fogo que arde sem se ver, de um calor que nos manteve unidos
De uma distancia que nos separou, de uma luz que se apagou, de dois corações que já foram quentes
De dois corpos que noutra hora existiam juntos, de um só amor que era dois sentimentos



O nosso fogo um dia apagou-se, como que num vento gelado, inverno maldito que me tirou o meu amor
Fiquei sozinho num canto, perguntando-me porqué, pensando nas hipoteses, procurando a solução
Noutro mundo, noutro universo ainda és minha, ocupas a minha mente, nos meus sonhos nos meus pensamentos
Basta fechar os olhos e voltas para mim, sonho ou delirio não sei, será que ainda bate o meu coração
Sonho o impossivel, procuro o que não existe, quero um dia voltar a fazer parte dos teus sentimentos
Todo o homem procura o impossivel, eu procuro a felicidade, se isso é possivel não existe dor



Olho para o futuro como que de uma praia deserta, num por do sol de fim de verão
Não vejo forma de quebrar a distancia nem de apagar os sentimentos
Não tenho como não querer de volta o teu amor, os teus carinhos, os nossos bons momentos
Pois então procuro-te a ti como um anjo procura o céu, como quem pede a tua atenção
Se um dia o mundo permitir, quem sabe serás minha, voltarei a subir aos ceus ao reino da felicidade
Moverei montanhas, atravessarei oceanos, enfrentarei demonios para te ter junto de mim
Não importa o tempo nem o lugar, nada na minha mente é impossivel, quero a tua mão, a tua simplicidade
Desejo-te, procuro-te a cada dia que passa, quero um dia voltar a amar-te assim.
487

Tu

Se te digo que cinco anjos vieram ao mundo
Tu serias o quinto
Se te digo que só ficavam duas pessoas no mundo
A segunda serias tu
Se te digo que houve alguem que criou o céu e a terra para mim
Também essa serias tu
Para adorar-te
Faria uma estátua de ouro imitando a tua beleza
Se soubesse que és melhor que Deus
Se sei que Deus não é mais belo que tu
506

Impossível Adoração

Certo foi o dia em que te vi
no meu destino te encontrei
nos teus olhos os meus vi e pensei
"Uma deusa, uma princesa" foi assim que te senti
Entrei nos céus, nesse reino de felicidade
como uma criança que brinca ainda em tenra idade
e deste meu ser fugi, não acreditava no que estava a ver
que figura bela seria aquela queria eu saber


Que linda, mulher de culto é ela
que te subido tinha visto assim
que ser tão nobre, tão suave, tão bela
tão doce, tão terna que estava ali ao pé de mim


Ai! que desatino este meu coração
Ai! que destino será desta minha paixão?
Ai! que dor que sinto ao te ver
Ai! que ardo por não te ter


Só tu oh... bela oh... perfeita das mulheres
só tu minha deusa minha amante
minha vida sem tu saberes
minha alma, meu ser, meu universo a todo e qualquer instante


Só penso em não te ter, não te ver
não te poder tocar eternamente
em não me puder embalar nos teus braços
em não sair de ti e da tua mente
em não ter aquilo que todo o homem quer
em não beijar esse rosto de perfeitos traços


Continuo assim triste no meu fado
neste meu infeliz e maldito destino
nesta vida de sonho encantado
ou neste pesadelo de irreversível desatino


Talvez um dia sejas minha para amar
Talvez um beijo nos teus lábios vá dar
se é sonho ou ilusão não quero saber
apenas que é com amor que alimento o meu ser
457

Ansiedade

Vivo na ansiedade

Na terna doce loucura de voltar a ter-te perto de mim

Na profunda e ilusória tentação de seres minha um dia

Viver assim acordado sonhando com um instante que vivi

Com o sabor dos teus lábios junto aos meus, nesse encaixe perfeito assim

Vivo na loucura, na terra do sonho que ao acordar cai como um castelo de areia nas ondas do mar

Vivo mais a noite a sonhar do que o dia a existir

Vivo mais o segundo eterno da ultima vez que te sorri

Talvez a esperança de um dia te voltar a abraçar

Talvez seja esse o sonho que o destino um dia te viu partir

Não sei como fugir ao sonho, não sei como vive-lo, não sei como seria
490

Memorias

Memorias dos tempos vividos
Memorias dos beijos sentidos
Memorias dos dias de felicidade
Memorias, que recordarei com saudade


Da mágica noite de luar
A manha de chuva, de inverno
Da praia encantada depois do jantar
Do amor que era eterno


Da felicidade de criança maravilhada
Ao prazer dos amantes incansáveis
Passando pelos carinhos trocados
São momentos jamais alcancáveis
São dias de história encantada
Foram meses, dias e horas encantados


Recordo então com tristeza
Aquele amor que era vivo, era certeza
Que não soube aproveitar
Que perdi, e nunca mais vai voltar
Que me aquecia a alma
Me transmitia, paz, saude, e calma


Errei pois então, que tolo que sou
Errei pois então que infeliz estou
Amei, amo e amarei com todas as forças do meu ser
Desejei, desejo, e desejarei, todos aqueles momentos de prazer


Mas o inverno é assim, de tempo gelado
É frio, sozinho e assustador
Mas nada vai apagar-te a dor
Nem colocar-te o sorriso, por mim plantado
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Por todos

Em nome dos que choram
Dos que sofrem, e fizeram sofrer
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem
Com a esperança nos olhos e arames em volta
Em nome dos que sonham com as palavras
De amor e paz que foram ditas
Em nome dos que rezam em silencio
E falam em silencio
E estendem em silencio as duas mãos aflitas
Em nome dos que pedem em sonhos e segredo
A esmola que os humilha e destroi
E devoram as lagrimas e o medo
Quando a solidão lhes dói
Em nome dos que dormem agora ao relento
Numa cama de chuva com lençois de vento
O sono de miséria, terrivel e profundo
Em nome do amor que esqueceste
Anjo dos céus, que de lá desceste
Volta outra vez ao meu mundo.
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