Lista de Poemas
Liberdade
Liberdade...
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )
942
setembros
setembros
manto solar estende desenrola
seus raios
espreguiçando seus membros
em ruas da cidade
joga o claro escuro das janelas
das portas num esconde
esconde de amanhecer
como convite ao acordar
adormecer
enleiam-se braços
trocam-se corpos numa
simbiose formal de encontro
sem chama num ato de
despedida da cama
maria reticente bem acordada
de insónias visitada
aguarda não por amor
por nada
baila na cabeça madrugadas
de incertezas
criança, livros, escola
roupa
vai e vem estelar que
certezas
iluminam
suas alvoradas
pão carne batatas
feijão
casa gás
luz
que cava a insónia
para lá da televisão
que tudo se reduz
sentir a vida em contramão
saber o josé desempregado
anita sem abono
salário em redução
diário malfadado
josé não tenho não
amor foi guardado
em armários de aflição
resta rezar a fátima
que me segure o patrão
Emílio Casanova, in "ninguém compra"
manto solar estende desenrola
seus raios
espreguiçando seus membros
em ruas da cidade
joga o claro escuro das janelas
das portas num esconde
esconde de amanhecer
como convite ao acordar
adormecer
enleiam-se braços
trocam-se corpos numa
simbiose formal de encontro
sem chama num ato de
despedida da cama
maria reticente bem acordada
de insónias visitada
aguarda não por amor
por nada
baila na cabeça madrugadas
de incertezas
criança, livros, escola
roupa
vai e vem estelar que
certezas
iluminam
suas alvoradas
pão carne batatas
feijão
casa gás
luz
que cava a insónia
para lá da televisão
que tudo se reduz
sentir a vida em contramão
saber o josé desempregado
anita sem abono
salário em redução
diário malfadado
josé não tenho não
amor foi guardado
em armários de aflição
resta rezar a fátima
que me segure o patrão
Emílio Casanova, in "ninguém compra"
854
Sonho
Sonho...
Da paixão, dos afetos,
dos teus sorrisos,
construo um sonho.
Caminho no tempo de horizontes,
vividos, limados, escurecidos,
de enlouquecidos fantasmas
que subjugaram o consciente,
adormecendo sentimentos,
calcando emoções de percursos tortuosos,
foragidos da sedução da vida.
Sonho o caminho das tuas mãos,
a maciez do teu peito,
a rigidez dos teus mamilos
sobre o meu rosto.
Solto os diabos enraivecidos,
os fantasmas carcomidos,
ateio fogo à floresta
e voo na brancura alva
do teu ventre, passado,
futuro e presente.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
Da paixão, dos afetos,
dos teus sorrisos,
construo um sonho.
Caminho no tempo de horizontes,
vividos, limados, escurecidos,
de enlouquecidos fantasmas
que subjugaram o consciente,
adormecendo sentimentos,
calcando emoções de percursos tortuosos,
foragidos da sedução da vida.
Sonho o caminho das tuas mãos,
a maciez do teu peito,
a rigidez dos teus mamilos
sobre o meu rosto.
Solto os diabos enraivecidos,
os fantasmas carcomidos,
ateio fogo à floresta
e voo na brancura alva
do teu ventre, passado,
futuro e presente.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
941
Oásis
Oásis...
Nas curvas do teu corpo
Dunas de praia deserta
Busco eterno oásis secreto.
Entro em ondas de maré cheia
Espumas de mar salgado
Árvore de amor maduro
Fruto ancestral proibido
Perpétuo jardim de sonhos
Onde me enredas na tua teia.
Paraíso de orgias dádivas
Entregas nunca acabadas
Porque me levas em teus orgasmos
Me tornas escravo desse jardim
Me prendes ao eterno fim.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração".
Nas curvas do teu corpo
Dunas de praia deserta
Busco eterno oásis secreto.
Entro em ondas de maré cheia
Espumas de mar salgado
Árvore de amor maduro
Fruto ancestral proibido
Perpétuo jardim de sonhos
Onde me enredas na tua teia.
Paraíso de orgias dádivas
Entregas nunca acabadas
Porque me levas em teus orgasmos
Me tornas escravo desse jardim
Me prendes ao eterno fim.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração".
922
Foste
Foste
Partiste na altivez
Porte armado
Olhar certeiro
Anti fagueiro
Contra a paz domingueira
Deixei-te voar
Nesse teu ar seguro
De certeza das causas vencidas
Entreabri conventual portão
Dum amoroso casulo
Coração cansado de heroínas
Cobertas de vento
De espuma
Seguras de recantos
Ressabiados
Amores passados
Emílio Casanova, Coisas do Coração
Partiste na altivez
Porte armado
Olhar certeiro
Anti fagueiro
Contra a paz domingueira
Deixei-te voar
Nesse teu ar seguro
De certeza das causas vencidas
Entreabri conventual portão
Dum amoroso casulo
Coração cansado de heroínas
Cobertas de vento
De espuma
Seguras de recantos
Ressabiados
Amores passados
Emílio Casanova, Coisas do Coração
812
Limites
O céu não tem limites
Não tem esquinas
Nem retas
Só curvas
Dizem os poetas
(Emílio Casanova, "Coisas da Mente")
Não tem esquinas
Nem retas
Só curvas
Dizem os poetas
(Emílio Casanova, "Coisas da Mente")
774
A Festa do Silêncio
A Festa do silêncio
Sinto os sons que me rodeiam
Na alvura dos silêncios das nuvens
Na espuma líquida do mar
Procuro vales do silêncio
Onde o sol costuma mergulhar.
A música do pensamento
Vem em festa o silêncio festejar
No ar espreguiço meus braços
Agarro os sons do momento
Na esperança de os ver dançar.
Sobem folhas rodopiam folhas
Crianças silenciam jogos de agarrar
Flores calam fundo amores
Reina o silêncio na hora
Beijos silenciam dores.
Calai-vos, chegou o silêncio
Da bela aurora.
Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
Sinto os sons que me rodeiam
Na alvura dos silêncios das nuvens
Na espuma líquida do mar
Procuro vales do silêncio
Onde o sol costuma mergulhar.
A música do pensamento
Vem em festa o silêncio festejar
No ar espreguiço meus braços
Agarro os sons do momento
Na esperança de os ver dançar.
Sobem folhas rodopiam folhas
Crianças silenciam jogos de agarrar
Flores calam fundo amores
Reina o silêncio na hora
Beijos silenciam dores.
Calai-vos, chegou o silêncio
Da bela aurora.
Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
813
Amar
Amar
Morre-se lentamente por não amar
Vive-se eternamente na esperança duma paixão
Ardentemente se espera pela primavera
Procura-se entusiasmadamente um amor de verão
E porque não porque não
Um amor de inverno sem canseira
Onde os corpos se unem numa construção
Inigualável doce entrega de maneira
Que o amor renasça na primavera
Frutifique no verão
Transforme a vida acenda a paixão
Emílio Casanova Coisas do Coração
Morre-se lentamente por não amar
Vive-se eternamente na esperança duma paixão
Ardentemente se espera pela primavera
Procura-se entusiasmadamente um amor de verão
E porque não porque não
Um amor de inverno sem canseira
Onde os corpos se unem numa construção
Inigualável doce entrega de maneira
Que o amor renasça na primavera
Frutifique no verão
Transforme a vida acenda a paixão
Emílio Casanova Coisas do Coração
791
Curvas
Meu amor,
no amor
não há retas
nem curvas,
as curvas
ficam retas
as retas ficam curvas.
Emílio Casanova,"Coisas do Coração"
1 017
Avião de lata 1950
Brinquedo de lata digno de pequeno príncipe
avião colorido de meninice
asas largas cinzentas de prata
riscas largas amarelas e verde
da cor da mata.
Sentado nele piloto garboso
capacete castanho óculos redondos
bigode fino sorriso vaidoso
piloto garboso.
Ele volta e rodopia
com seu trem de rodas grossas
na cauda esbelta a cruz vermelha pintada
na ponta das asas bolas encruzadas.
Trumtremtrumtrimtrum
roda a chave da manivela da corda
zumrzumzumrzumrrrzum
descola meu sonhado monomotor
rodando as hélices mágicas.
Ensaia saltos sobre voltas
que voltas...meu pai
como desesperei para o ter
quantas saudades tenho para o ver...
Emílio Casanova
814
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