Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

Perfil
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A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
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Poemas

82

O desfalco

Vem mar, que me desconhecido por dentro és
afiguras-te pelo teu exterior o que eu te conheço.
Vem, bate tuas aguas em mim
bate e sente o desconhecido meu ser
que como para ti ele se apresenta
apresentas-te tu para mim
Vem e apalpa este interior meu
que só meu é
Vem mar, vem escutar
vem e bate sem parar
vem e faz meus eus vibrar.

Fernando Granja

832

Bom dia

O céu azul e algumas nuvens brancas a decorá-lo,
é a paisagem desta bela manhã.
Navegando vêem as nuvens do norte,
o sol não se deixa esperar, Zás! 
Ilumina-as!
A minha VONTADE monta a NUVEM vinda do norte.
Que gozo me dá de montar e não precisar de destinar...
Leva-me ela no seu SOBE e DESCE, como no carrossel para crianças.
Maravilha-me o espírito com seu VOO, SUAVEMENTE,
E faz crescer dentro de mim o ARFAR de CONTENTE.

Fernando Granja

 
780

Libertar-me

Libertar-me

Libertar-me de trambolhões mentais

Dar-me à vida, às boas ideias e sentimentos

Deixar-me ir como o rio servindo seu destino

Sem se queixar 

Sem se importar de quedas ou barragens

E desaguar no imenso manto liquido

Nadar, s'embrulhar

Respirar,  absorver o espaço

Entrar dentro do vento, sentir-lhe a dança

Estar à chuva e sentir a ilha que somos

Amar a brasa da vida.

Fernando Granja


877

Prisioneiros da matéria

Prisioneiros da matéria, 
morre-se o corpo escapa-se a alma
É o corpo que pertence à alma e não a alma ao corpo
Sem alma não há matéria
Digamos que a alma é Deus e que a matéria é fruto dele 
A matéria e o pensamento, coisas distintas mas que influenciam um ao outro
Digamos que a matéria é o espelho da alma.

Fernando Granja


826

Augusto

Augusto,
D'agua estas tu bem cercado
Entraste na ilha p'ra onde eu queria fugir
Sol e vento p'la proa é o moto que quero sentir
Mas as estrelas são os teus ais 
estar junto contigo na solidão
e passar-mos dum corpo p'ra o outro
viríamos que éramos iguais.

Fernando Granja
807

Não quero ser eterno

Não quero ser eterno,
São já tantos esses que  seguem por esse  caminho... 
Não quero ser eterno 
Abdico
FG. 

162

A música

A música preenche parte das saudades que tenho de mim  em momentos onde o abraço se faz esperar. 
FG
 

198

Eros

Eros leva a mão à bolsa ainda húmida… Tivera sonhado com Aphrodite.
Ao anoitecer do dia anterior, Aphrodite esvoaçava os céus rompendo o anoitecer com clarões o que fez sonhar Eros. 
Eros ainda retia a mão em sua bolsa e começara a imaginar Aphrodite deitada de bruços na relva orvalhada, e com a mão disponível ceifou um punhado de relva e levou-o a imaginar um Plumeau percorrendo do sopé o vale das gémeas colinas até encontrar a fonte da humanidade…
Eros glorificou ! 
O orvalho quente tocou o solo fortuito!
FG. 

51

Devagar

Devagar, 
Roçando nas margens pelo rio acima, até encalhar
FG.
47

Serei nada

Serei nada

Serei reduzido a alimento ou cinza e do que sou 

serei nada… 

Sobra-me o presente, 

a minha procura… 

Enquanto viver procuro ser… 

fg.
81

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