A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor
F. Granja
Libertar-me
Libertar-me de trambolhões mentais
Dar-me à vida, às boas ideias e sentimentos
Deixar-me ir como o rio servindo seu destino
Sem se queixar
Sem se importar de quedas ou barragens
E desaguar no imenso manto liquido
Nadar, s'embrulhar
Respirar, absorver o espaço
Entrar dentro do vento, sentir-lhe a dança
Estar à chuva e sentir a ilha que somos
Amar a brasa da vida.
Fernando Granja
Não quero ser eterno,
São já tantos esses que seguem por esse caminho...
Não quero ser eterno
Abdico
FG.
A música preenche parte das saudades que tenho de mim em momentos onde o abraço se faz esperar.
FG
Eros leva a mão à bolsa ainda húmida… Tivera sonhado com Aphrodite.
Ao anoitecer do dia anterior, Aphrodite esvoaçava os céus rompendo o anoitecer com clarões o que fez sonhar Eros.
Eros ainda retia a mão em sua bolsa e começara a imaginar Aphrodite deitada de bruços na relva orvalhada, e com a mão disponível ceifou um punhado de relva e levou-o a imaginar um Plumeau percorrendo do sopé o vale das gémeas colinas até encontrar a fonte da humanidade…
Eros glorificou !
O orvalho quente tocou o solo fortuito!
FG.
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