Contista, cronista, poetisa e ensaísta. Em 2021, foi membro da Revista Literatura Errante. Atualmente, é Colunista da Revista Sucuru e Editora da Sociedade Carolina.
Lista de Poemas
Pôr do sol
Dia.
Noite.
Caminho entre a luz e a sombra.
Excesso.
Ausência.
Procuro o entrelugar.
Direita.
Esquerda.
Habito a terceira margem.
Vivo na linha tênue do horizonte.
Nem isto, nem aquilo.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Pôr do sol. Ser MulherArte - Revista Feminina de Arte Contemporânea, 15 mar. 2021.
Noite.
Caminho entre a luz e a sombra.
Excesso.
Ausência.
Procuro o entrelugar.
Direita.
Esquerda.
Habito a terceira margem.
Vivo na linha tênue do horizonte.
Nem isto, nem aquilo.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Pôr do sol. Ser MulherArte - Revista Feminina de Arte Contemporânea, 15 mar. 2021.
620
A água
Carrego a vida em minhas moléculas.
Assumo os mais diversos estados,
Mas, em todos eles,
Tenho o poder de regenerar.
Sou mãe de todos os seres vivos,
Às vezes, me faço tranquila.
Doce remanso.
Às vezes, sou intempestiva.
Fúria dos mares.
Em todos as minhas formas,
Cuido e sustento a vida.
Tudo o que peço é reciprocidade.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema A água. In: Além da Casca, azeda e doce: 1ª Coletânea Tamarina Literária. Rio Grande do Norte, 2021.
Assumo os mais diversos estados,
Mas, em todos eles,
Tenho o poder de regenerar.
Sou mãe de todos os seres vivos,
Às vezes, me faço tranquila.
Doce remanso.
Às vezes, sou intempestiva.
Fúria dos mares.
Em todos as minhas formas,
Cuido e sustento a vida.
Tudo o que peço é reciprocidade.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema A água. In: Além da Casca, azeda e doce: 1ª Coletânea Tamarina Literária. Rio Grande do Norte, 2021.
333
O eco de Atenas
Eu, e minhas circunstâncias,
caminhamos, lado a lado,
rumo ao desconhecido,
tendo a poesia como guia.
Por ruas de cantaria,
pelo labirinto de becos
e escadarias, escuta-se
o eco do silêncio.
Do silêncio surge a poesia,
ela vem envolta nas cores
dos azulejos, no canto dos
bem-te-vis, nas ondas do mar.
Dos sobrados e igrejas,
ecoam lendas e mistérios,
a poesia destilada da saudade.
***
El eco de Atenas
Yo, y mis circunstancias
caminamos, lado a lado,
hacia lo desconocido,
con la poesía como guía.
A través de calles de cantaria,
del laberinto de callejones
y escaleras, se escucha
el eco del silencio.
Del silencio surge la poesía,
viene envuelta en los colores
de los azulejos, en el canto de
los benteveos, en las olas del mar.
De los antiguos sobrados
y las iglesias, las leyendas
y los misterios resuenan,
la poesía destilada del anhelo.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema El eco de Atenas. Revista Los Trapos, Argentina, 15 abr. 2022.
caminhamos, lado a lado,
rumo ao desconhecido,
tendo a poesia como guia.
Por ruas de cantaria,
pelo labirinto de becos
e escadarias, escuta-se
o eco do silêncio.
Do silêncio surge a poesia,
ela vem envolta nas cores
dos azulejos, no canto dos
bem-te-vis, nas ondas do mar.
Dos sobrados e igrejas,
ecoam lendas e mistérios,
a poesia destilada da saudade.
***
El eco de Atenas
Yo, y mis circunstancias
caminamos, lado a lado,
hacia lo desconocido,
con la poesía como guía.
A través de calles de cantaria,
del laberinto de callejones
y escaleras, se escucha
el eco del silencio.
Del silencio surge la poesía,
viene envuelta en los colores
de los azulejos, en el canto de
los benteveos, en las olas del mar.
De los antiguos sobrados
y las iglesias, las leyendas
y los misterios resuenan,
la poesía destilada del anhelo.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema El eco de Atenas. Revista Los Trapos, Argentina, 15 abr. 2022.
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Comentários (4)
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Gabriela Lages Veloso
Luana, minha amiga, obrigada!
Luana Kerly
Perfeitos!! ????
Gabriela Lages Veloso
Muito obrigada pela leitura, João Euzébio!
COMO AS PALAVRAS FLUEM EM UM JEITO MAGICO DE POEMA ÉLINDO UM ABRAÇO