Lista de Poemas
Boca seca, coração seco
Boca seca,
coração cheio.
Ainda posso sentir
a textura do seu cabelo,
enquanto me recuso a abrir os olhos
e ver que não está deitada ao meu lado,
e que seus lábios não me darão bom dia.
Boca cheia,
Coração seco.
O que espera de mim ainda é
o que não posso te dar.
O que mais sentiu falta
não foi do meu corpo,
nem do meu sexo.
Boca seca,
Coração seco.
As lagrimas que derramou ontem
não tinham o meu nome
(percebeu que as minhas tinham o seu?).
E embora a boca que beijasse
fosse minha,
o beijo que queria não era meu.
coração cheio.
Ainda posso sentir
a textura do seu cabelo,
enquanto me recuso a abrir os olhos
e ver que não está deitada ao meu lado,
e que seus lábios não me darão bom dia.
Boca cheia,
Coração seco.
O que espera de mim ainda é
o que não posso te dar.
O que mais sentiu falta
não foi do meu corpo,
nem do meu sexo.
Boca seca,
Coração seco.
As lagrimas que derramou ontem
não tinham o meu nome
(percebeu que as minhas tinham o seu?).
E embora a boca que beijasse
fosse minha,
o beijo que queria não era meu.
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Na ponta do lápis
Quero a agonia do poema incompleto,
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
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Brasa
Aceitar que a vida seja brasa.
Que o amor venha da alma,
Que se beije com calma
Que se transe como água.
Que a vida seja suave,
Que pela pedra se esgueire.
Que mude-se de ideia
Do que se disse antes,
Que mude-se o dizer
Pra manter aquela.
Que após uma poesia inverno
Dessa que viva alma
Não tem,
Uma poesia primavera
Desabroche como cerejeira,
E ecoe os versos na mente:
"Sim, inverno. Estamos vivos"
Que o amor venha da alma,
Que se beije com calma
Que se transe como água.
Que a vida seja suave,
Que pela pedra se esgueire.
Que mude-se de ideia
Do que se disse antes,
Que mude-se o dizer
Pra manter aquela.
Que após uma poesia inverno
Dessa que viva alma
Não tem,
Uma poesia primavera
Desabroche como cerejeira,
E ecoe os versos na mente:
"Sim, inverno. Estamos vivos"
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