hebert_santos

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Passado

Roubamos os pincéis do destinos para pintar um futuro só nosso
E deixamos que o sol transformasse nossa arte em destroços.
Trancafiamos o sentimento que criamos num fosso,
Por não ter responsabilidade para cuidar de nossos próprios poços.

E viramos um sussuro, que nas madrugadas frias, nos arrepia a espinha.
Nós encontramos a paixão, lhe demos carinho e a deixamos sozinha,
E ela fugiu como se não fosse esse o destino mais plausível.
Nós a deixamos à propria sorte, ao próprio destino, ato horrível.

Mesmo assim, fingimos alguns sorrisos para dizer que tudo estava bem.
Nos abraçavamos e era como se a solidão estivesse se vendo no espelho.
Nossos olhos choviam saudades dos sentimentos que plantamos aquém.
Demos tempos demais ao nosso amor e este morreu de velho.

E as câmeras quebraram com as mentiras que tanto ensaiamos.
Os papeis ainda estão jogados no chão da minha alma, com os planos que traçamos,
Mas, eu ainda te amo ! Desculpa se o fogo que nos aquecia nos queimou.
Não posso acreditar que tudo aquilo que demos cores simplesmente cinzou!

Desespero nada mais é que um nome bonito ao sentimento de se perder.
Desespero são as lágrimas que regam as saudades que tenho.
Minhas lembranças ainda estão vivas, eu não quero te esquecer.
Nós desenhamos juntos o amor, amor, onde foi para o desenho?

Hebert Santos
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Poemas

4

Talvez

Desconheça a si próprio, se perca, mergulhe!
Serão águas geladas que te esperam ao anoitecer?
Entre as sereias e os seres, sim, se orgulhe!
Pois entre si, apenas o infinito poderá acontecer.

E que infinito maior que a própria perda?
Lá fora, contam cantigas sobre quem você foi,
E quem você é? Quais são seus fios? Suas cerdas?
Quais as mentiras historiosas por trás de seu oi?

Talvez seja mais na fala de outros, talvez menos.
Quais são os motivos para controlar o incontrolável?
Sorria. Talvez isso torne tudo mais ameno.
Ao menos, fará com que esse ódio seja mais suportável.

Quem é o cadaver que tu esconde no espelho?
Talvez, esteja cansado da aparência da sua imagem.
Não, não se permita aceitar um só conselho.
Acredite, acreditar em olhos, talvez, seja miragem.

Hebert Santos
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Poesia de Bordel


São meia-noite de uma meia noite no centro de alguma cidade.
Aqui, na mesa da minha consciência, ando com os sonhos em tragos,
Estragos comuns que me levam a dança leve da madrugada, talvez por necessidade
E sempre que estou aqui, minha garganta sai aos rasgos.

Talvez sejam os perfumes que se misturam ou a vodka que tem gosto de pudor.
Quem sabe em que seranata acabará esse nosso furor, amor?
Mas continue sua dança enquanto meus sentidos se esquecem de esquecer,
Hoje teus sorrisos terão o prazer de me conhecer!

Nos apresentamos com olhares dançantes e goles em copos de vidros,
Meus sentimentos saem em gestos complicados, de improviso.
E tu, como com todos, retribui com seus amores previamente ensaiados,
Aquelas coisas que as más-línguas dizem deixar todos apaixonados.

E trocamos algumas palavras para que os beijos façam algum sentido.
Pensando bem, todo esse clima não é poético?
Me entrego as tuas carícias, tentando esquecer o que deve ser esquecido
E tento me convencer que isso é amor, não algo totalmente estético.

E o frio da rua não combina com o calor dos nossos corpos.
O contraste da rua vazia e nós dois aqui, tão cheio de nós.
Enquanto contamos nossos pecados, não ligamos para os olhos tortos.
Hoje seremos hoje, seremos momento, sem preocupar com após!

Entorpecido nas linhas que seu corpo insiste em ter.
Escrevendo em você sensações que são impossíveis de escrever.
A noite é toda nossa, pelo menos enquanto durar essa mentira.
Trancamos a porta dos nossos corações, não vai ter quem interfira.

Nos despedimos então entre maços de dinheiro e maços de cigarro,
Você se vai com os olhos de felina que destaca seus belos traços.
Ensaio uma responsabilidade que se vai num ato, num pigarro,
O mundo fica tão estranho longe dos seus braços.

São meia-noite de uma noite que sempre vejo terminar.
Volto para o frio da minha residência, sem querer acordar.
Sou desses poetas vadios que só querem alguma estrofe para o coração
E é sempre no embaraço do seus beijos que acho minha inspiração.

Hebert Santos
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Passado

Roubamos os pincéis do destinos para pintar um futuro só nosso
E deixamos que o sol transformasse nossa arte em destroços.
Trancafiamos o sentimento que criamos num fosso,
Por não ter responsabilidade para cuidar de nossos próprios poços.

E viramos um sussuro, que nas madrugadas frias, nos arrepia a espinha.
Nós encontramos a paixão, lhe demos carinho e a deixamos sozinha,
E ela fugiu como se não fosse esse o destino mais plausível.
Nós a deixamos à propria sorte, ao próprio destino, ato horrível.

Mesmo assim, fingimos alguns sorrisos para dizer que tudo estava bem.
Nos abraçavamos e era como se a solidão estivesse se vendo no espelho.
Nossos olhos choviam saudades dos sentimentos que plantamos aquém.
Demos tempos demais ao nosso amor e este morreu de velho.

E as câmeras quebraram com as mentiras que tanto ensaiamos.
Os papeis ainda estão jogados no chão da minha alma, com os planos que traçamos,
Mas, eu ainda te amo ! Desculpa se o fogo que nos aquecia nos queimou.
Não posso acreditar que tudo aquilo que demos cores simplesmente cinzou!

Desespero nada mais é que um nome bonito ao sentimento de se perder.
Desespero são as lágrimas que regam as saudades que tenho.
Minhas lembranças ainda estão vivas, eu não quero te esquecer.
Nós desenhamos juntos o amor, amor, onde foi para o desenho?

Hebert Santos
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Gato e rato

Perdidamente seguro em um mundo seguramente perdido,
Tenho deixado minha mente em mentiras, algo aqui não tem diluído.
Dando os últimos goles aos últimos porres, amante da cafeína,
Acordando com os olhos mortos, tecendo uma velha disciplina.

Onde se encontra aquilo que de encontro vem desencontrar?
Será a vontade da vida a loucura, ou ainda devemos buscar?
Terreno sentido, onde sentir te deixa iludido, somente te distraí.
Onde a pergunta sempre foi certa, nunca onde se foi, apenas onde se vai.

Uns goles de ego, eu me altero, sorriso sincero é um copo de ganância.
Distanciamento, isolamento, o prazer mais ingênuo é a ignorância.
A procura de algo que misturado ao nada pareça como esperança
Ou que deteriore de vez o que resta de atraso e mate o que avança.

É como um jogo de gato e rato, uma velha história, uma velha lenda.
Procurando meios, mesmo que não sinceros, onde ela se extenda
E se entenda e se perca e tenha algum interesse, daqueles que parecem sinceros
E que não faça sentido e que se encaixe ao vazio, é isso que espero.

Hebert Santos
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Comentários (1)

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augusto_castejon

Cada poema melhor que o outro! Parabéns man, tu tem um futuro brilhante pela frente!! Não deixe de postar seus poemas aqui!