Lista de Poemas
Passado
Roubamos os pincéis do destinos para pintar um futuro só nosso
E deixamos que o sol transformasse nossa arte em destroços.
Trancafiamos o sentimento que criamos num fosso,
Por não ter responsabilidade para cuidar de nossos próprios poços.
E viramos um sussuro, que nas madrugadas frias, nos arrepia a espinha.
Nós encontramos a paixão, lhe demos carinho e a deixamos sozinha,
E ela fugiu como se não fosse esse o destino mais plausível.
Nós a deixamos à propria sorte, ao próprio destino, ato horrível.
Mesmo assim, fingimos alguns sorrisos para dizer que tudo estava bem.
Nos abraçavamos e era como se a solidão estivesse se vendo no espelho.
Nossos olhos choviam saudades dos sentimentos que plantamos aquém.
Demos tempos demais ao nosso amor e este morreu de velho.
E as câmeras quebraram com as mentiras que tanto ensaiamos.
Os papeis ainda estão jogados no chão da minha alma, com os planos que traçamos,
Mas, eu ainda te amo ! Desculpa se o fogo que nos aquecia nos queimou.
Não posso acreditar que tudo aquilo que demos cores simplesmente cinzou!
Desespero nada mais é que um nome bonito ao sentimento de se perder.
Desespero são as lágrimas que regam as saudades que tenho.
Minhas lembranças ainda estão vivas, eu não quero te esquecer.
Nós desenhamos juntos o amor, amor, onde foi para o desenho?
Hebert Santos
E deixamos que o sol transformasse nossa arte em destroços.
Trancafiamos o sentimento que criamos num fosso,
Por não ter responsabilidade para cuidar de nossos próprios poços.
E viramos um sussuro, que nas madrugadas frias, nos arrepia a espinha.
Nós encontramos a paixão, lhe demos carinho e a deixamos sozinha,
E ela fugiu como se não fosse esse o destino mais plausível.
Nós a deixamos à propria sorte, ao próprio destino, ato horrível.
Mesmo assim, fingimos alguns sorrisos para dizer que tudo estava bem.
Nos abraçavamos e era como se a solidão estivesse se vendo no espelho.
Nossos olhos choviam saudades dos sentimentos que plantamos aquém.
Demos tempos demais ao nosso amor e este morreu de velho.
E as câmeras quebraram com as mentiras que tanto ensaiamos.
Os papeis ainda estão jogados no chão da minha alma, com os planos que traçamos,
Mas, eu ainda te amo ! Desculpa se o fogo que nos aquecia nos queimou.
Não posso acreditar que tudo aquilo que demos cores simplesmente cinzou!
Desespero nada mais é que um nome bonito ao sentimento de se perder.
Desespero são as lágrimas que regam as saudades que tenho.
Minhas lembranças ainda estão vivas, eu não quero te esquecer.
Nós desenhamos juntos o amor, amor, onde foi para o desenho?
Hebert Santos
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To you
To you
Não há nada lá fora. Você pode ver? Lá fora, não há nada.
Mentimos quando dissemos que talvez isso tudo tivesse objetivo.
Máscaras não são meros disfarces, são motivos, objeções.
Vivemos como um ato de resistência.
Papéis ou glórias íntegras, histórias são páginas amareladas,
Em decorrência disso, nada além de toda a história comum.
Misture bem as palavras e verá que sentido é apenas uma sensação,
Um conto de fadas à tragos de um antigo coração.
A emoção damos de tempero ao desespero de não existir refeição,
A sensação damos de estímulo ao que espero como resposta,
E mantemos nossas apostas, como se existisse interpretação.
Somos meros poemas em conclusão, sem rimas bem definidas,
Sem a vocação de preocupar-se com metrificação.
Métricas perdidas em sua própria mensagem, que perdeu-se em sua definição.
Somos meros poemas em construção.
Nada disso remete além da conclusão óbvia dos olhares cegos.
Enxergamos mais cores que gostamos de admitir.
Sorrimos mais vezes que gostamos de pensar
E tentamos mais vezes do que gostamos de desistir.
Insistimos pois não há tantos motivos para não insistir.
Resistimos pois sabemos bem que talvez tenha algo além de resistir.
Mas não há nada lá fora. Não há nada, você pode conferir.
Passamos esses dias como meras metáforas, fora de qualquer existência.
Insistência, consciência, benevolência daquele que se mantém fraco
Pois admite não haver maior tédio que a sensação da força.
O mundo não permite que declamemos nossas linhas, então desenhamos traços
Mal traçados apenas para passar por sua censura.
Somos anjos caídos que não almejam voltar aos céus e a seus respectivos lugares.
Somos lendas que conheceram suas motivações, suas imagens.
E vivemos de acordo com o papel apenas pelo dom de sorrir.
Afinal, há graça maior na não existência além do existir?
As páginas são as mesmas, alguns livros são mais interessantes.
O tédio dá-se por conta do leitor juntamente à narrativa,
Amamos a forma ativa, vivemos na reativa,
Procurando aprofundar depressões em vales de instantes.
O efeito é constante, a verdade desgastante.
Mentimos pois conhecemos a face da verdade e esta, é terrivelmente entediante.
Criamos uma fantasia de mundo que insiste em se fantasiar.
Odiamos apenas pelo medo de amar.
Tentamos apenas pelo medo de acertar. O erro nos parece mais presente.
Mudamos as letras, os símbolos ainda residem em sua mente.
Então minta, plante sua semente.
Nada disso realmente tem valor estético, à vida demos som póetico,
Mas nem sabemos bem como rimar.
Para além disso tudo não há nada, sim, eu posso te mostrar.
Abra teus olhos e procure enxergar. Quais problemas são realmente problemáticos assim?
Quais desses teus trechos não acabarão ao conhecer o fim?
Quanto desses versos não são feridas ainda não cicatrizadas,
De tentativas nascidas na vontade de serem erradas.
Nós sabemos as possibilidades, são as vontades que dão seu tom colorido.
Pintamos bem aquilo que chamamos de dias, de quadros.
Esquadrinhamos o futuro em um tom mágico,
Para ver o truque nos ganhar mais uma vez.
Sem mais medo, sem segredo, sem valorizações ou ações sem medidas,
Nós somos a sociedade que superou a expectativa, por isso a recriamos
Ou a reacionamos. Nós choramos e sorrimos pelos mesmos motivos.
Nos amamos e odiamos pela mesma causa.
Baseamos o mundo em relação entre mentiras medidas e sensações incabíveis
E chamamos de conhecimento. Conhecemos o fato de que conhecemos,
Desconhecemos a porta de fuga, só nos resta dançar.
O salão está cheio, a música temos medo de trocar.
A bebida não nos embebeda, o cigarro não vem a nos acalmar,
A festa parece estar sempre no fim, mas nunca a vemos acabar.
Respire enquanto ainda há algum ar, se é que isso também não imaginamos,
Respire enquanto tudo ainda faz parte do que planejamos.
O mundo em seu eterno retorno, tão bonito em seus adornos.
Somos estrelas presas ao céu que mesmo criamos,
Deuses de nossos próprios prantos.
Nós inventamos o mundo, nós também o reinventamos, como o original.
Mudamos os protagonistas, mais ainda dançamos a mesma música,
Só trocaram o tom.
Não há nada lá fora, só basta você perceber.
Hebert Santos
Não há nada lá fora. Você pode ver? Lá fora, não há nada.
Mentimos quando dissemos que talvez isso tudo tivesse objetivo.
Máscaras não são meros disfarces, são motivos, objeções.
Vivemos como um ato de resistência.
Papéis ou glórias íntegras, histórias são páginas amareladas,
Em decorrência disso, nada além de toda a história comum.
Misture bem as palavras e verá que sentido é apenas uma sensação,
Um conto de fadas à tragos de um antigo coração.
A emoção damos de tempero ao desespero de não existir refeição,
A sensação damos de estímulo ao que espero como resposta,
E mantemos nossas apostas, como se existisse interpretação.
Somos meros poemas em conclusão, sem rimas bem definidas,
Sem a vocação de preocupar-se com metrificação.
Métricas perdidas em sua própria mensagem, que perdeu-se em sua definição.
Somos meros poemas em construção.
Nada disso remete além da conclusão óbvia dos olhares cegos.
Enxergamos mais cores que gostamos de admitir.
Sorrimos mais vezes que gostamos de pensar
E tentamos mais vezes do que gostamos de desistir.
Insistimos pois não há tantos motivos para não insistir.
Resistimos pois sabemos bem que talvez tenha algo além de resistir.
Mas não há nada lá fora. Não há nada, você pode conferir.
Passamos esses dias como meras metáforas, fora de qualquer existência.
Insistência, consciência, benevolência daquele que se mantém fraco
Pois admite não haver maior tédio que a sensação da força.
O mundo não permite que declamemos nossas linhas, então desenhamos traços
Mal traçados apenas para passar por sua censura.
Somos anjos caídos que não almejam voltar aos céus e a seus respectivos lugares.
Somos lendas que conheceram suas motivações, suas imagens.
E vivemos de acordo com o papel apenas pelo dom de sorrir.
Afinal, há graça maior na não existência além do existir?
As páginas são as mesmas, alguns livros são mais interessantes.
O tédio dá-se por conta do leitor juntamente à narrativa,
Amamos a forma ativa, vivemos na reativa,
Procurando aprofundar depressões em vales de instantes.
O efeito é constante, a verdade desgastante.
Mentimos pois conhecemos a face da verdade e esta, é terrivelmente entediante.
Criamos uma fantasia de mundo que insiste em se fantasiar.
Odiamos apenas pelo medo de amar.
Tentamos apenas pelo medo de acertar. O erro nos parece mais presente.
Mudamos as letras, os símbolos ainda residem em sua mente.
Então minta, plante sua semente.
Nada disso realmente tem valor estético, à vida demos som póetico,
Mas nem sabemos bem como rimar.
Para além disso tudo não há nada, sim, eu posso te mostrar.
Abra teus olhos e procure enxergar. Quais problemas são realmente problemáticos assim?
Quais desses teus trechos não acabarão ao conhecer o fim?
Quanto desses versos não são feridas ainda não cicatrizadas,
De tentativas nascidas na vontade de serem erradas.
Nós sabemos as possibilidades, são as vontades que dão seu tom colorido.
Pintamos bem aquilo que chamamos de dias, de quadros.
Esquadrinhamos o futuro em um tom mágico,
Para ver o truque nos ganhar mais uma vez.
Sem mais medo, sem segredo, sem valorizações ou ações sem medidas,
Nós somos a sociedade que superou a expectativa, por isso a recriamos
Ou a reacionamos. Nós choramos e sorrimos pelos mesmos motivos.
Nos amamos e odiamos pela mesma causa.
Baseamos o mundo em relação entre mentiras medidas e sensações incabíveis
E chamamos de conhecimento. Conhecemos o fato de que conhecemos,
Desconhecemos a porta de fuga, só nos resta dançar.
O salão está cheio, a música temos medo de trocar.
A bebida não nos embebeda, o cigarro não vem a nos acalmar,
A festa parece estar sempre no fim, mas nunca a vemos acabar.
Respire enquanto ainda há algum ar, se é que isso também não imaginamos,
Respire enquanto tudo ainda faz parte do que planejamos.
O mundo em seu eterno retorno, tão bonito em seus adornos.
Somos estrelas presas ao céu que mesmo criamos,
Deuses de nossos próprios prantos.
Nós inventamos o mundo, nós também o reinventamos, como o original.
Mudamos os protagonistas, mais ainda dançamos a mesma música,
Só trocaram o tom.
Não há nada lá fora, só basta você perceber.
Hebert Santos
49
Poesia de Bordel
São meia-noite de uma meia noite no centro de alguma cidade.
Aqui, na mesa da minha consciência, ando com os sonhos em tragos,
Estragos comuns que me levam a dança leve da madrugada, talvez por necessidade
E sempre que estou aqui, minha garganta sai aos rasgos.
Talvez sejam os perfumes que se misturam ou a vodka que tem gosto de pudor.
Quem sabe em que seranata acabará esse nosso furor, amor?
Mas continue sua dança enquanto meus sentidos se esquecem de esquecer,
Hoje teus sorrisos terão o prazer de me conhecer!
Nos apresentamos com olhares dançantes e goles em copos de vidros,
Meus sentimentos saem em gestos complicados, de improviso.
E tu, como com todos, retribui com seus amores previamente ensaiados,
Aquelas coisas que as más-línguas dizem deixar todos apaixonados.
E trocamos algumas palavras para que os beijos façam algum sentido.
Pensando bem, todo esse clima não é poético?
Me entrego as tuas carícias, tentando esquecer o que deve ser esquecido
E tento me convencer que isso é amor, não algo totalmente estético.
E o frio da rua não combina com o calor dos nossos corpos.
O contraste da rua vazia e nós dois aqui, tão cheio de nós.
Enquanto contamos nossos pecados, não ligamos para os olhos tortos.
Hoje seremos hoje, seremos momento, sem preocupar com após!
Entorpecido nas linhas que seu corpo insiste em ter.
Escrevendo em você sensações que são impossíveis de escrever.
A noite é toda nossa, pelo menos enquanto durar essa mentira.
Trancamos a porta dos nossos corações, não vai ter quem interfira.
Nos despedimos então entre maços de dinheiro e maços de cigarro,
Você se vai com os olhos de felina que destaca seus belos traços.
Ensaio uma responsabilidade que se vai num ato, num pigarro,
O mundo fica tão estranho longe dos seus braços.
São meia-noite de uma noite que sempre vejo terminar.
Volto para o frio da minha residência, sem querer acordar.
Sou desses poetas vadios que só querem alguma estrofe para o coração
E é sempre no embaraço do seus beijos que acho minha inspiração.
Hebert Santos
561
Talvez
Desconheça a si próprio, se perca, mergulhe!
Serão águas geladas que te esperam ao anoitecer?
Entre as sereias e os seres, sim, se orgulhe!
Pois entre si, apenas o infinito poderá acontecer.
E que infinito maior que a própria perda?
Lá fora, contam cantigas sobre quem você foi,
E quem você é? Quais são seus fios? Suas cerdas?
Quais as mentiras historiosas por trás de seu oi?
Talvez seja mais na fala de outros, talvez menos.
Quais são os motivos para controlar o incontrolável?
Sorria. Talvez isso torne tudo mais ameno.
Ao menos, fará com que esse ódio seja mais suportável.
Quem é o cadaver que tu esconde no espelho?
Talvez, esteja cansado da aparência da sua imagem.
Não, não se permita aceitar um só conselho.
Acredite, acreditar em olhos, talvez, seja miragem.
Hebert Santos
Serão águas geladas que te esperam ao anoitecer?
Entre as sereias e os seres, sim, se orgulhe!
Pois entre si, apenas o infinito poderá acontecer.
E que infinito maior que a própria perda?
Lá fora, contam cantigas sobre quem você foi,
E quem você é? Quais são seus fios? Suas cerdas?
Quais as mentiras historiosas por trás de seu oi?
Talvez seja mais na fala de outros, talvez menos.
Quais são os motivos para controlar o incontrolável?
Sorria. Talvez isso torne tudo mais ameno.
Ao menos, fará com que esse ódio seja mais suportável.
Quem é o cadaver que tu esconde no espelho?
Talvez, esteja cansado da aparência da sua imagem.
Não, não se permita aceitar um só conselho.
Acredite, acreditar em olhos, talvez, seja miragem.
Hebert Santos
416
Gato e rato
Perdidamente seguro em um mundo seguramente perdido,
Tenho deixado minha mente em mentiras, algo aqui não tem diluído.
Dando os últimos goles aos últimos porres, amante da cafeína,
Acordando com os olhos mortos, tecendo uma velha disciplina.
Onde se encontra aquilo que de encontro vem desencontrar?
Será a vontade da vida a loucura, ou ainda devemos buscar?
Terreno sentido, onde sentir te deixa iludido, somente te distraí.
Onde a pergunta sempre foi certa, nunca onde se foi, apenas onde se vai.
Uns goles de ego, eu me altero, sorriso sincero é um copo de ganância.
Distanciamento, isolamento, o prazer mais ingênuo é a ignorância.
A procura de algo que misturado ao nada pareça como esperança
Ou que deteriore de vez o que resta de atraso e mate o que avança.
É como um jogo de gato e rato, uma velha história, uma velha lenda.
Procurando meios, mesmo que não sinceros, onde ela se extenda
E se entenda e se perca e tenha algum interesse, daqueles que parecem sinceros
E que não faça sentido e que se encaixe ao vazio, é isso que espero.
Hebert Santos
Tenho deixado minha mente em mentiras, algo aqui não tem diluído.
Dando os últimos goles aos últimos porres, amante da cafeína,
Acordando com os olhos mortos, tecendo uma velha disciplina.
Onde se encontra aquilo que de encontro vem desencontrar?
Será a vontade da vida a loucura, ou ainda devemos buscar?
Terreno sentido, onde sentir te deixa iludido, somente te distraí.
Onde a pergunta sempre foi certa, nunca onde se foi, apenas onde se vai.
Uns goles de ego, eu me altero, sorriso sincero é um copo de ganância.
Distanciamento, isolamento, o prazer mais ingênuo é a ignorância.
A procura de algo que misturado ao nada pareça como esperança
Ou que deteriore de vez o que resta de atraso e mate o que avança.
É como um jogo de gato e rato, uma velha história, uma velha lenda.
Procurando meios, mesmo que não sinceros, onde ela se extenda
E se entenda e se perca e tenha algum interesse, daqueles que parecem sinceros
E que não faça sentido e que se encaixe ao vazio, é isso que espero.
Hebert Santos
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Comentários (1)
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Cada poema melhor que o outro! Parabéns man, tu tem um futuro brilhante pela frente!! Não deixe de postar seus poemas aqui!