Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

Perfil
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Viajado

A vida é uma viagem
E eu esqueci meu passaporte
Um passo a morte
Contando com a minha sorte
Voltaremos ao remetente, só mais um surdido pacote
Não falo de deus, falo dos tantos e tantos eu's
Que querem ser nós

Um passo em falso define
Os que matam, os que morrem
Os que sabem, os que sobem
Os que sentem, os que somem
Os que sonham, os que comem
Os que pensam, os que agem
Os que ladram, os que mordem
Os que param, os que seguem viagem
Os que querem, por fim, os que conseguem
Morte aos que acham que viver bem é crime
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Poemas

3

Tudo Oque Eu Queria

Tudo que eu queria
era ser oque ela queria
minha mãe querida 
logo sorriria

Tudo que eu queria
era ser oque esse bando queria
como eles, tão santo
logo morreria

Tudo que eu queria
era ser oque eu queria
seria tão bom, rimaria
Tudo que eu tocasse, virasse poesia

Tudo que eu precisava
era ser oque eu amava
seria tão livre, sairia do meu corpo minh'alma
livre da tristeza que me matava
Então isso seria tudo que eu deixava
tudo que eu não queria
meu sangue então correria
numa folha de liberdade, numa veia vazia
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Vida solitária de um cético

Como escritor escrevo oque vivo
Oque vivo é poesia, poema...
poetizando meu lado negativo
me afundando num barco que ninguém rema

Meu sentimento? poesia, obsoleto
como escritor, ou vivo como livro,
mas no fim sei que;
Vou morrer como panfleto.

Mas pelo menos ele leva para os momentos
para as praças, os bares...
Te tira dos lares
e traz a tua felicidade para outros lugares

Vida oh vida, nem tão complexa
ora feliz, ora triste, ora morta
mas não tão simples, nem simplesmente isso
ah vida? nem tão reflexiva, não pense muito nisso

Veni e veja
nem tanto vença.
Vida Vidi tão tensa
Feliz somente aquele que crê e não tem crença
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vendado por escuridão

Oh vida, curta vida
Tão cruél e dura
Mais que a literatura
Hoje sinto sua amargura
como ontem

Que fluído desabara
As lágrimas ou a chuva
ou o sangue sórdido
que a minha caneta escrevera

acabaram-se as rimas, as paráfrases
minha vida, meu medo; as rimas? só crases
escrevendo sobre a escuridão contínua, contida
nos olhos do eu lírico, perdida

Vendado não revido
Quebrado, abatido
Poesia Oh, triste poesia,
tão cruel e viva
Me leve, me leve embora desta vida,
tão cruel e dura
Onde tudo, e tudo que vejo, é tortura
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Comentários (6)

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CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!