Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

Perfil
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Ass. Um anonimo

Penso logo existo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
Ler poema completo

Poemas

12

Crescer envelhece, rir rejuvenesce

Se eu pudesse crescer
Não o faria
Pois já cresci uma vez, de novo, não deixaria acontecer
Mas e você, o que escolheria?
Esta me dizendo que eu não cresci, "Ahhh" não ria

Já falei de mim, (estou a fazer denovo....)
Mas vamos falar de você, caro leitor
Meu ouvinte, que nunca se quer me escutou
Seu sorriso é grande, então tudo bem a ti? Ou você está rindo de mim

Ta bom eu deixo


Ria muito, ria alto, a vontade
Ria claro, ria bem, com vontade
Você não esta rindo
Ei seu leitor, você não riu, estou chateado, você esta mentindo

Mas é claro como pode rir
Se eu nem te contei minhas piadas
Conhece aquela do...... do.... me perdi
Ei não ria de mim, ok ok, pode rir, mas só uma gargalhada
553

Vilãonário

Dentre o covarde existente
E o heroi que morreu ao seguir em frente
Prefiro ser um vilão bem sucedido
Vou roubar holofotes, me chamem de bandido

Daonde eu estou, arranha céus estão pequenos
De quanto eu já sofri, doces estão os venenos
Hoje em dia só olho para baixo, para me certificar que estão me vendo
Quando me derrubarem do pódio que eu subi, virão chão o solo tremendo

Aquele ditado lá, você é do tamanho do seu respeito
Trouxe isso desde os princípios do pensamento, e vou levar até o leito
Estou pensando em quando virar entulho
"Pelo menos eu falei o que tinha pra falar", chama orgulho

Se meus olhos falassem, eu seria odiado
Meus olhos não falam mas meus punhos têm chorado
Choram sangue, nada puro, muito menos sagrado
Se esses dai falassem, claro, nunca teriam me perdoado

Sou um vilão, nada mau
Sou um vilão, nada mal
Se sou vilão, qual sou? Duas faces? Nunca, não sou louco
Mas talvez seja, então eu sou o coringa e vou rir um pouco
487

Não é a primeira, ou talvez seja

Eu sou tolo mesmo, defeito meu
Mas mesmo tolo meu coração, ele é todo seu
Idai que a chance é pouca
Lamento se é assim, mas a vida é meio louca

You think it, do you feel it?


Tantas pessoas passam, aos poucos me matam
Eu olho ao redor, estou a ficar só?
Afinal o tempo só serve para ser passado
Mas saiba que tem que ser ao seu lado, fique avisado

Other than you, nothing exist
297

50% Metódico 50% Limitado

Metade poesia
Um quarto carente. Um quarto inteligente.
Uma casa toda de avaria
De mágoa ardente

Metade é poesia, tenho quase certeza
Metade qual, exercida com realeza
Protuberante, envenenada
Tão fria, sangrenta e impura, ainda sim, limpa minha alma

Faço metade com coesão, muita mesmo, de verdade
Poesia com nexo e racionalidade
Racionalidade tenho sim, saudade também..... daquela senção
Da loucura, com algum orgasmo de emoção
 
Uma metade é gratificante, linda, é minha
A outra nem a conheço
Prejulgado fui sim, por mim mesmo
Sem conhecer a outra metade, disse que ela não podia
 
Metade humano
Um quarto têm ódio. Um quarto quer pódio.
Um predio de nada com nada, com vista ao espaço
Humanos chatos, prédio cinza claro, talvez eu pule do 10º só resta a pergunta!
Em que planeta renasço?

Conceitos meus, ainda a por em pauta
Coitada dessa metade.... Ela queria ser astronauta.
Coitado dos 100 porcento
Tem 100 porcento de um cara qualquer, logo um cara que eu não entendo.
550

Sincero?

Vou cuspir verdades em vão, a esmo
Mas quer que eu seja sincero?
Talvez eu esteja mentindo a mim mesmo

Não queria morrer ontem
Não queria escrever hoje
Não queria ... amanhã

Você leu, e não entendeu
E não liga
Mas tenho certeza que você ligaria
Se presta-se atenção no que quero, no que passo em cada linha

Como não queria o que ainda nem aconteceu?
Talvez eu tenha certeza que vai acontecer
Mas na vida, qual certeza devemos ter?
Temos apenas 2, nasceu e morreu.

Mas e como fico eu?
Que já nasci. Já morri.
E ainda sim não deixo de existir, não deixo de ser!
Poderia acabar com isso, só parar de escrever

Sou o caos, a sinceridade corre por mim
Mas talvez esteja mentido mesmo assim

MERDA, O que diabos estou a fazer?
Desculpa, por não te ouvir
Agradeço, por me ouvir

E obrigado por não entender, o eu banal
Mas entender o eu inusual mesmo que por parte
515

Se escrever fosse ser

Estou escrevendo as pressas
As pressas e aos prantos
Aos trancos e barrancos
Com medo de você sair dessa

Eu sou uma emboscada
Eu lhe faço mal, percebe?
Eu lhe faço bem, percebe?
Posso beijar-te ainda vendada

Tenho que escrever rápido
Pra te trazer ao meu lado
Tenho que subir essa montanha
Pra chegar ao pico, me sujarei de lama

Posso escrever rápido, não quero
Devo, e vou
Mas não queria, tolero
Eu quero escrever o que você quer que eu escreva, não vou
689

Resolução

Você ira errar
E se eu correr?

Você ira chorar
E se eu correr?

Você ira arrepender-se
E se eu correr?

Você ira se sofrer
E se eu correr?

E se eu correr?

Você ira tropeçar e morrer
E se eu não morrer?

Você vai voltar a correr

Primeiro você erra, depois você chora, ai se arrrepende, por isso sofre
Então você corre
Tropeça e morre
E se não morre?

Você percebe que o erro foi se arrepender
Depois de errar eu já lhe disse o que ira acontecer
901

Jardim de Asfalto

Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores

Maria, o onze do sete mandou flores

O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
911

FODA-SE A COPA

Adolescente em revolta
Povo idiota

Pessoas com medo de balas achadas
E o país com medo de perder a copa

Pão e circo não é não
Entreterimento em lixão
Torcendo contra o meu próprio país, não ganharão
Por que se nós perdemos, eles perceberão que o circo é de segunda
E talvez notem também que acabou o pão

Afinal, crítica inútil e banal
Chegaremos ao fundo do tal poço
Se ainda estiver lá algum tijolo
O país é um inferno, a poesia infernal

Até o fundo eu disse
Nem que eu morra sem ar
Vou dizer, vou escrever e vou gritar
ME LIVRE DA CRISE

DA FOME
DO MEDO
DO FRIO
DA MORTE CEDO

Ainda mantenho esperença
Hipócritizando palavras de paz
Ainda tenho pensamentos de vingaça
Afinal meu peito arde porque se paga onde se faz

Adolescente idiota
Povo em revolta
444

_______


Nada a dizer, tudo em branco

Silêncio a canção favorita 
Nada a escrever, tudo em branco
Minhas escritas, uma mentira

Vontade de gritar, o que me afoga
Vontade de apertar, quem me afaga
Vontade de ser sincero
Vantagem zero

Exato, só vontade
Sou "impermitido" pela minha racionalidade
Quero falar, mas não posso
Se eu contasse o que eu quero, deixaria sua mente em destroços

O que eu partiria não a psicólogo que cure
Nem os melhores livros relatam
Nem os maiores pensadores falam
Quer saber, não contarei, não me procure
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Comentários (6)

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CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!