REvolução REpetida dos REtrógrados
O meu eu, é eu!
O seu, quem escolheu?
A indústria, a empresa
a selva de dinheiro, a vontade é a presa
preso aos prazos
atrevidos mas atrasados?
concentidos com casos
Estúpidos e errados
eles gritam revolução
mas falam dos mesmos tema
da mesma merda
pintam da mesma cor
usando a mesma roupa
arte não é amor caralho
viver não tem a ver com vencer
jogar não é só embaralhar o baralho
música não é fazer barulho
Esculpir arte não é juntar entulho
eu me aceito, pensamento ético
mas o poquinho que sobrou do meu sálario
gastei em roupa e cosmético
Linhas com L de lindas;
Versos com M de maquiagem
Você nem sabe, ou se indentifica
Porque as pessoas gostam?
É normal gostar de tudo
Hoje a revolução não crítica....
A burrice é pensar que qualquer merda
é soldado
que qualquer cola é cimento
e quando o teto cair
Você ainda bota a culpa no vento
Não é boa Sede
profetizando prefácios
vazios e vazios
a sede flui como um rio
que o verme se embebedou e sorriu
temperatura sóbria
original, pior que a cópia
pior que tudo
pior que mudo
eu mudo?
nunca mudei
nada mudou
sorriu verme que embebedou
Cara eu sou bom
eu sou mais ou menos
Coroa eu sou ruim
eu sou sim, com certeza
tipo a vida é uma sorte
que me azara
eu nem sou forte
mas a ferida sara
eu corto de novo e sem tara
cara
tem um risco no pulso
uma cicatriz no caderno
e uma lágrima na cara
Parti Patire, Pars Dolore
Inspirado que eu arrisco
Fala oquê quer de mim,
só respeita meu rabisco
Eu nasci pra escrever assim
Mais versos que o necessário
O peso é diário
de escrever sem horário
Dormir é coisa de otário
As vezes culto
sempre puto
as vezes línguagem culta
hoje é filha da puta
gira gira e respira
tambor que gira e mira
na tua mente atira
se enterre, se vira
Triste fato é ser isso
que isso
Psicopata com psicoativo
Possuído, possessivo
Já não durmo nem pisco
Nem sei se fui eu
Mas respeita a porra do rabisco
Pseudo-Narciso
Eu sou
Sou eu
Melhor estou
Melhor que o seu
Quem é você?
Não sei, de mim já ouviu?
Só me importa te ouvir
se for pra falar que me viu
Me viu num caderno
numa letra
Tipo, esfriei o inferno
O azul da minha caneta
Frio como quem é quente
Eloquente incoerente
Nascido narciso dependente
de mim, eu mesmo e eu também
Enfim, quem é você?
Você é quem?
Tipo irônico
Seria bom
Eu tenho tom
mas não é icônico
Não sou marcante
importante
Mente distante
Nem sou mais pensante
O que importa sou eu
Te irrita?
Você escreveu?
Imita!
Eu sou meu próprio homem de aço
e escrevo kripitonita
Enquanto eu jogando
você só apita
a minha linha maldita
vendetta do demônio;
Vilão tipo vedita,
você diz que é jovem e não recita
"Não tem idade nem medita"
Então escuta e capita
toneladas de tristeza
você nem viu a pepita
tipo suícidio, sabedoría
pintei meu piso e sem tinta
Vermelho sangue, igual na fita
Não gravei mentira,
medo que se repita
Eu tenho uma faca e tenho alvo
Tenho ego que te mantêm salvo
Você não é meu amigo
Eu só me importo comigo
então deixa que eu não erro
Tirando sangue sem berro
Atravessou meu peito, ferro
Tirei essa porra
Morri e deixa que eu enterro
Faz Questão?
Fazer questão é dificultoso
ainda mais eu, tolo presunçoso
d'olhar sério
d'um verso horroroso
queria perguntar enfim
Se você faz questão de mim
Vocês nem conhecem o seu, amigo...
Falando como se estivesse ligado, eu me desligo
cansei dessas escolhas insolentes
cansei de ter as palavras incovenientes
nos versos vivos
talvez não mais
como pedaços de livros
colados em algum cartaz
poxa eu tinha valor, hoje só preço
pois meus "amigos" não sabem meu endereço
não se importe, deixa que eu me esqueço
digo minha vida não é infelicidade, jamais
feliz? não, são bens materias
nada além de dinheiro que nem é tanto
não consegui comprar amizade em nenhum canto
Amanhã calado
depois em silêncio
até o dia do desalento
saudoso abatimento
fim do meu batimento
talvez do sofrimento
então eu deito no relento
e passo despercebido
levado pelo vento
Me deixar calado
tortura
Tipo que sentimento safado
amargura
a questão é que não tenho questões para ti
a questão é como tu leu até aqui?
o "amigo" leitor questiona se sobrevivi?
cansei de tudo até dos poemas
cansei de regras e nesse vis à vis
Faço questão, tu é quão boa atriz?
Fazer questão é dificultoso
ainda mais eu, tolo presunçoso
d'olhar sério
d'um coração meloso
Que deseja;
que não se apaixona
Que almeja;
E não põem a tona.
Seus textos são maravilhosos! s2