Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

Perfil
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Ass. Um anonimo

Penso logo existo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
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Poemas

38

Se escrever fosse ser

Estou escrevendo as pressas
As pressas e aos prantos
Aos trancos e barrancos
Com medo de você sair dessa

Eu sou uma emboscada
Eu lhe faço mal, percebe?
Eu lhe faço bem, percebe?
Posso beijar-te ainda vendada

Tenho que escrever rápido
Pra te trazer ao meu lado
Tenho que subir essa montanha
Pra chegar ao pico, me sujarei de lama

Posso escrever rápido, não quero
Devo, e vou
Mas não queria, tolero
Eu quero escrever o que você quer que eu escreva, não vou
689

Resolução

Você ira errar
E se eu correr?

Você ira chorar
E se eu correr?

Você ira arrepender-se
E se eu correr?

Você ira se sofrer
E se eu correr?

E se eu correr?

Você ira tropeçar e morrer
E se eu não morrer?

Você vai voltar a correr

Primeiro você erra, depois você chora, ai se arrrepende, por isso sofre
Então você corre
Tropeça e morre
E se não morre?

Você percebe que o erro foi se arrepender
Depois de errar eu já lhe disse o que ira acontecer
901

Jardim de Asfalto

Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores

Maria, o onze do sete mandou flores

O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
911

FODA-SE A COPA

Adolescente em revolta
Povo idiota

Pessoas com medo de balas achadas
E o país com medo de perder a copa

Pão e circo não é não
Entreterimento em lixão
Torcendo contra o meu próprio país, não ganharão
Por que se nós perdemos, eles perceberão que o circo é de segunda
E talvez notem também que acabou o pão

Afinal, crítica inútil e banal
Chegaremos ao fundo do tal poço
Se ainda estiver lá algum tijolo
O país é um inferno, a poesia infernal

Até o fundo eu disse
Nem que eu morra sem ar
Vou dizer, vou escrever e vou gritar
ME LIVRE DA CRISE

DA FOME
DO MEDO
DO FRIO
DA MORTE CEDO

Ainda mantenho esperença
Hipócritizando palavras de paz
Ainda tenho pensamentos de vingaça
Afinal meu peito arde porque se paga onde se faz

Adolescente idiota
Povo em revolta
444

_______


Nada a dizer, tudo em branco

Silêncio a canção favorita 
Nada a escrever, tudo em branco
Minhas escritas, uma mentira

Vontade de gritar, o que me afoga
Vontade de apertar, quem me afaga
Vontade de ser sincero
Vantagem zero

Exato, só vontade
Sou "impermitido" pela minha racionalidade
Quero falar, mas não posso
Se eu contasse o que eu quero, deixaria sua mente em destroços

O que eu partiria não a psicólogo que cure
Nem os melhores livros relatam
Nem os maiores pensadores falam
Quer saber, não contarei, não me procure
388

Olhos amores

Olhos, quando querem, escodem
Quando querem, demostram
Quando querem, correspondem

Olhos, parecem amor, se intercalam
Nós trocamos amores, olhares
Nós choramos por eles
Várias e várias vezes
Alguns não tem relatam

Mas ver não é amar
Então ame cegos e mancos
Pretos, putas ou brancos
Ame quem estiver ao alcance do seu olhar

Ou do coração
308

27 de março de 1977

Vejo tantos poetas e poetizas
Sei que nós poetas não nos gostamos
Isso não são mentiras
Por mais que eles, e eu, negamos

Apoio a todos
Porém me apoio mais
Egos tolos
Querem levitar-se demais

Me desculpe, mas eu quero fama e sucesso
Eu já fui tão alto em pensamentos, que hoje, só quero regresso
Gastando a riqueza da minha mente transformando em versos
Transformando riquezas em riquezas, doarei a ti esses excessos

Não que você necessite, não se irrite
Todos temos necessidades, a minha?
Alcançar o limite
Mas tudo bem se você quer uma mulher e uma casinha, a sua vida, não é minha

Voar alto dizem alguns
Mas aviões que voam altam são derrubados
Então eu não voarei pelos lugares errados
Ao pico chegarei, e ao entardecer, cairei
Morto sim, mas lembrado serei.
461

Ela ama. Ela Sofre.

Ela ta em casa
E ele na balada
Ela ta sofrendo
E ele ta bebendo
Vai ser assim por quanto tempo?

Ele ta com os parças
Com as amigas ela nem fala
Ele saí pra se divertir
Mas faz tempo que ela não sorri

Mas ela é boba e ainda espera
Pelo cara que é solto na favela
E não da a mínima pra ela

Ele sai sem dar notícia
Ela na frente das pessoas fala que é normal e que nem liga
Bêbado chega, agride ela sem dó e sem pena
Presta atenção e imagina essa cena
Chega no hospital e diz que tropeçou,caiu da escada
Mas como assim cara?
A enfermeira pergunta "ta tudo bem? Parece assustada.
Ele diz que sim e ela fica calada.

Emily Juliane
441

Sinto por não sentir nada

Poesia afagada
Poesia amarga
Não nutro paixão pela sua farda
Você poeta sente amor na palavra?
Não, não sinto
Não, não sinto nada

Então qual o sentido em fazer isso?
Só o faço porque preciso
Qual o sentido em tudo isso?
O sentido em tudo isso, não sou eu

Sinto por não sentir nada
Lamento por não chorar a sua ou a minha perda
A perca, ela não é minha inimiga
Por isso não sinto ódio

Sim isso tem total sentido
Sinto por não sentir nada, na verdade é educação
Sou pessoa antes de poeta, e minha pessoa veio sem qualquer emoção
Peço desculpas a todos, amigos ou inimigos
Não sinto ódio nem prazer, sem quaisquer vinculos
Tão quais os sentimentos estes, para mim, são sem sentido
928

Viajado

A vida é uma viagem
E eu esqueci meu passaporte
Um passo a morte
Contando com a minha sorte
Voltaremos ao remetente, só mais um surdido pacote
Não falo de deus, falo dos tantos e tantos eu's
Que querem ser nós

Um passo em falso define
Os que matam, os que morrem
Os que sabem, os que sobem
Os que sentem, os que somem
Os que sonham, os que comem
Os que pensam, os que agem
Os que ladram, os que mordem
Os que param, os que seguem viagem
Os que querem, por fim, os que conseguem
Morte aos que acham que viver bem é crime
993

Comentários (6)

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CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!