Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

Perfil
46 305 Visualizações

Ass. Um anonimo

Penso logo existo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
Ler poema completo

Poemas

102

Socorro

Tem um homem armado na minha casa
A pouco ele entrou pela minha mente
Saiu pelos pulsos, queimando como brasa
A pouco sai do ventre o meu sangue fervente

A anos se escondia, foi inteligente
Saiu do escuro com um golpe veemente

Vou mata-lo, vã simplicidade
Curioso. Mesma cor, mesma face, mesma idade
Temos a mesma dor e a mesma maldade

Adeus jovem criança, que brinca de poeta
Que nas palavras de morte
Que nas dores do corte
Não passa de um falso profeta

Profetizando do próprio suícidio

Escuta, homenzinho de sangue, que saí do meu pulso
Eu sinto o que tu sente, que ninguém se importa

Nós somos como o útlimo verso
Sem rima e métrica

Só o sentimento de tristeza e

solidão




196

Motivos

Sobre os motivos
Talvez sem sentido
D'um verso repetido
Dos poemas emotivos

O motivo desse vício
Em poesia e nicotina

Eu lembro do início
Como se fosse o fim da linha.
E quem diria, era minha

Não sou um vicíciado
Mas tenho potencial
Sou só um iniciado
Mas sinto que já passei do final

Mais um trago
E a minha caneta evapora
Mais um trago
E as dores que trago vão embora
229

Escravagismo. Escravisão.

Deixe que olhem, deixe que apontem, deixe que riam.
O alheio simplesmente não me pertence.

Escritas escravotas estou escrevendo
Escremento escritos explanam e expurgam
Escravidão é etimologia
'Escravisão' eu escrevia
Escravisados escolheram escutar

Eu escolhi erguer e esquecer
Estado épico entre estimar e escrever

Escravos da visão prestes a perder
Tentei pensar mais e fazer menos
Mas isso me tira o direto de viver
E hoje não irei morrer, porque um dia perecemos

Tentamos explicar oque não é tal entendível
Por que queres ver o invisível? Previsível

E se te chamarem de tolo de burro e de fajuto filósofo
Digo, deixem que olhem, deixem eles escravos da visão
Escravos da visão, escravisão.

295

Linguagem Insulta

Não uso a linguagem culta
Meu caderno me oculta
Não desculpo, não discuta
Não escuto. Então escuta

Isso é amor, é luta
A vida é dor, é puta
Puta bela, puta odiosa
Purificada, Putrefeita

Bela que me odeia
Bailarina da noite que rodeia
Se fosse fácil, não teria graça
Se for difícil, eu tentará
minha vida é como deveria ser... Bem paga

Aqui se fala, as vezes se faz
Aqui se cala e sempre se desfaz
O ódio já não dói
Mas silêncio, ele tudo corrói

Falo; Falo. Mais que aguento
Liguagem culta? Foda-se, nem tento
269

A morfina do amor

Como um grito, psicótico
Abafa-se o racional e lógico
Ouve-se o grito de amar;
do doente, perdido a lutar.

A pouco, a procura;
Pensa no mal de tal doença, porém só encontra cura.

O amor a curar o que somente tu, tens de esquecer.
A solidão é morfina, alívio, vício que ninguém quer ter

Víciam-se os pacientes, pois só sabem querer,
Não sei Não sei Não sei
Se sou viciado em te ter
Ou sou viciado em não sofrer.

Tanto melancólica essa sina
Mas a resposta é que, prefiro a cura
A viver com a falsa ternura
Da deliciosa morfina

205

Transfomar Demônios Em Asas

Como água é a vida, então assim eu bebo
Como água, minha vida está sem cor;
sem cheiro; sem sabor
Minha pequena vida, vida sem vida percebo

Oque fizeste com minha vida
O espelho me reflete
Mas ele não tem minha ferida
Só o frio se remete

A escuridão que eu criei na vida
Hoje ela me escolta
A filha que eu cuidei na ida
A mesma que me impede a volta

Na ida flores de plástico
Na volta flores mortas
Com licença. O mundo é trágico
ele não aguenta oque tenho nas costas

Das costas para o pescoço
A escuridão envolve todo meu torso
Olhos ardem, sem brasas
Meu sonho é o meu pesadelo, transformar demônios em asas.
265

Nomes, Linhas, Traços

Entre nomes, prefiro o teu
O meu não digo, mas o dela repito,
tudo que um dia não foi meu,
repito, repito, repito e repito

Apesar de pensar
Amar é esse pesar
Não tardia me encantar
Meu sentido a retardar
Garota, tarde em parar

Do amor disforme
Num casamento secreto
Da mente que dorme
Na mesma morada sem teto

Casamos ontem
Amanhã você irá saber
Antes que contem
Eu irei te escrever


213

A Flor do Descaso

Flor de plástico
Como a fênix do descaso,
Me caso com homens ignorantes
Não...., não sou o que pensa, só escrevo de formas impressionantes

Flor de plástico que não desbota
Plantada por homens
Colhida por homens
Por que não se revolta?

Não deixe eles escolherem a cor de suas pétalas
São as flores, não de plástico, elas por elas
Morreu como a mulher de um homem
Renasceu como a fênix do descaso e eu me casei com ela

256

Volte quando estiver bêbado

Justo nós sabemos que não é
Profundo, nós tentamos parecer que seja
Na verdade é bem profundo
Ou eu creio que seja

Na verdade eu não lembro de ter mordido um drácula
Que comia frutas
era um falso crápula
nem bebia sangue. Morcego que nem voar, voava.

É ruim e sem nexo
como sexo
injusto e vermente
Como a serpente dos desscalços
Que os ricos nunca vão sentir a aventura da quase morte, por isso morrem tristes e sozinhos, pesando que nunca viveram.
199

Quer tirar uma foto deixa eu sorrir

Falaram que eu os odiava
Não estou chorando porque é mentira
o meu ego é a única coisa que tenho
tudo que tenho é a minha ira

isso é sobre eu
sobre um desconhecido
porque você não me conhece,
independente de quem seja
talvez eu morra e apareça na capa veja
Van gogh que pinta linhas pela fama que almeja
suicidio é legal, já aconteceu antes
e se eu estou morto
quem vou matar agora
?

Naveguei numa caravela sem manche
carcaça avante
pule é legal
já pulei antes
226

Comentários (6)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!