Lista de Poemas

Apóstolo


E quando eu o vi,
Aos seus pés caí!...
E eis, que fiquei, como um morto!
E diante d'ele, permaneci, torto.

Mas este, que é o eterno,
Me tocou, com sua destra.
A mim, João, que fiquei também, trémulo.
E disse-me: Palavra esta...

Olá João amigo, meu!
Porque tens medo?
Sou Jesus, sim, sou eu!

Então, não temas!
Para ti , vim cedo,
E te digo: Vai! Anuncia no tempo, as cousas eternas!...
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Poeta

Sou poeta! Poeta! Poeta! Poeta!
Sim! Portugal! Brasil! E tu que és profeta!
Não o era! Não o era! Não o era!...
Mas aos poetas fazia guerra!


Mas oh profeta, que não és poeta!
Mas apenas um homem.
Neste mundo de desordem.
Eu que ao inferno, a minha dei, em vida esta!


E tal foi a tormenta que me veio,
Que minha alma mudou, para ser poeta.
Para vir a ser, o que, sempre rejeitei. E agora em cheio.



Porque eis que sensível fiquei e cantei,
Versos, sonetos, poemas, ao som de música de orquestra.
E em poeta, poeta, pois dei e me tornei!
-
43

Imundo

E vI uma grande verdade, neste mundo,
que o homem, continua a não crer,
em Deus e continua muito imundo.
Isso o homem continua a fazer!

Mesmo Deus permitindo todo este mal,
o humano ser, diz que não há Deus.
Na imoralidade, no agnosticismo real,
na "evolução", no grupo dos ateus.

Ouvi humanidade, pois, Jesus Cristo,
vem para reinar, brevemente, isso eu sei.
Ouvi pois ainda mais uma vez isto!


Aceitai-o no vosso coração, nesta hora,
o quanto antes, isso já fazei,
Vinde a ele, o mais depressa, agora!
24

Beethoven

Beethoven, Beethoven!
Surdo foste
Mas de música, composições deixaste,
Que nossos ouvidos, no tempo ouvem...


Tua música, tem alto som,
Que não chegou a teus ouvidos.
Mas com esse teu dom!
Céu e terra unidos...


No tempo, espaço e eternidade,
Tu, homem e anjos a Deus louvam...
Com plena liberdade...!


Essa música, afinal é d´ele.
Vem da sua eterna verdade...
Ele eternamente, reinará...
Está vindo, num cavalo branco. Sim! O de Apocalipse, aquele!
41

Meninos

Cordeiro e leão,
Em pastos verdes,
Erva comem. Amigos são!
Meninos, tomam lobos por brinquedos.


Veio a perfeição.
Sou do leopardo irmão!
O Inverno é ameno.
Tudo é sereno!


Há um rio de águas da verdade.
Onde, brancos cavalos, aliviam sua sede.
Ventos, se ouvem, de liberdade.


As aves música tocam.
Vinde e vede!...
Como os meninos, ao nascerem, jamais choram!
42

Eternidade


Vi um dia sem fim!
Deste modo assim...
Dia de ordem e de verdade
Dia de infinita felicidade.


Pois o tempo, não o há.
Gozo e paz, real, sim e que satisfaz.
Como não há, pois nesta hora, cá.
Mas só ele o fez e foi capaz.


Não há enfado!
É como era no principio!
Não há triste fado!...

Anjos e homens voam.
Mais o rei e príncipe,
Hinos, agora, eles entoam!
55

Gina


Mas que amiga tu és?
Sim tu! Gina de Coimbra!
Mulher ou anjo és talvez.
Tu minha sempre amiga.


Vai em frente, contra tudo!
Continua nessa força, tu mulher!
Pois não és deste mundo,
Já que a Deus, teu ser,foi escolher.


Se não fosses d'ele, Deus.
Amiga, não eras como, ele!
Nos actos que fazes, teus e seus.


Continua no Senhor, pois és d'ele!
Para que saias de Coimbra
E chegues à Jerusalém eterna, ainda!
28

A luz


E lhes disse, por hora:
Pergunto-vos, vem a candeia,
Para ser posta,
Em lugar, que alumia?

Ou debaixo do alqueiro?
Lugar, onde não há luz!
Mas trevas produz...
Ou põe-se, debaixo da cama, primeiro?

E não, antes no velador?
Que alumia, toda a casa...
Com resplendor!

Por isso, pondo as vossas, em sitio alto.
Para que luz, haja...
Em vós, cama e todo o quarto!
19

Cisnes

O que sou?!...
Já que só estou.
Sou eu...
Só, neste ser meu.


E este eu...
É ainda amigo, teu.
Estando nesta solidão,
Se deixares, te darei a mão...


Para animo, darmos,
Aos brancos cisnes...
Para com eles, juntos nadarmos...


Em lago este. E às aves, cantarmos.
Novos cânticos rítmicos...
Para que nadem firmes, os cisnes!
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Mar Alto

Há um mar alto, em minha volta!
E ventos tempestuosos, elevam suas águas,
As quais, formam ondas de mágoas,
Qu´eis qu´alma esta, querem ver morta...


E o meu barco, esta-se partindo,
Com estas altas e rugentes ondas.
O meu espírito, se vai com dores consumindo.
Por estas correntes velozes, nestas do mar alto, zonas...


Mas, mas ainda que eu desça ao fundo dos abismos!
Oh tu mar revoltoso e impiedoso!...
E também vós outros arrogantes cataclismos!...


Sabei, sabei, vós, vós: Todos...
Que virá tempo, em que a águas mansas, e porto piedoso,
Morto por vós, mas vencedor, meu barco, ancorará neste porto, mais alto que vós, sois altos.
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Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.