Beethoven
Beethoven, Beethoven!
Surdo foste
Mas de música, composições deixaste,
Que nossos ouvidos, no tempo ouvem...
Tua música, tem alto som,
Que não chegou a teus ouvidos.
Mas com esse teu dom!
Céu e terra unidos...
No tempo, espaço e eternidade,
Tu, homem e anjos a Deus louvam...
Com plena liberdade...!
Essa música, afinal é d´ele.
Vem da sua eterna verdade...
Ele eternamente, reinará...
Está vindo, num cavalo branco. Sim! O de Apocalipse, aquele!
Eternidade
Vi um dia sem fim!
Deste modo assim...
Dia de ordem e de verdade
Dia de infinita felicidade.
Pois o tempo, não o há.
Gozo e paz, real, sim e que satisfaz.
Como não há, pois nesta hora, cá.
Mas só ele o fez e foi capaz.
Não há enfado!
É como era no principio!
Não há triste fado!...
Anjos e homens voam.
Mais o rei e príncipe,
Hinos, agora, eles entoam!
Meninos
Cordeiro e leão,
Em pastos verdes,
Erva comem. Amigos são!
Meninos, tomam lobos por brinquedos.
Veio a perfeição.
Sou do leopardo irmão!
O Inverno é ameno.
Tudo é sereno!
Há um rio de águas da verdade.
Onde, brancos cavalos, aliviam sua sede.
Ventos, se ouvem, de liberdade.
As aves música tocam.
Vinde e vede!...
Como os meninos, ao nascerem, jamais choram!
Poeta
Sou poeta! Poeta! Poeta! Poeta!
Sim! Portugal! Brasil! E tu que és profeta!
Não o era! Não o era! Não o era!...
Mas aos poetas fazia guerra!
Mas oh profeta, que não és poeta!
Mas apenas um homem.
Neste mundo de desordem.
Eu que ao inferno, a minha dei, em vida esta!
E tal foi a tormenta que me veio,
Que minha alma mudou, para ser poeta.
Para vir a ser, o que, sempre rejeitei. E agora em cheio.
Porque eis que sensível fiquei e cantei,
Versos, sonetos, poemas, ao som de música de orquestra.
E em poeta, poeta, pois dei e me tornei!
-
Vale de Cedron
Tendo, Jesus terminado de orar,
Partiu com os seus discípulos...
E atravessaram o Vale de Cedron, sem exitar.
No jardim, onde entrou, contra o mal orou, ao Pai pediu auxílios.
Judas, também conhecia aquele lugar
E foi lá ter, para o entregar,
Com uma escolta de guardas,
Que traziam também, armas...
Vinham apanhar, Jesus Cristo,
Que logo lhes perguntou:
A que vieste, com tudo isto?
E tornou a perguntar: A quem buscais?
E disseram-lhe, em voz que entoou.
A Jesus Cristo! Que disse: Eu Sou; Porque não me apanhais?
Mozart
Mozart! Mozart! E tua arte!
Compositor fostes e maestro.
Homem de música e arte celeste.
Porque assim, o provou Descartes.
Pois é evidente que Deus existe.
Porque Descartes pensou!
E a essa conclusão chegou.
Ele Deus, para sempre persiste!
Tua música , oh Mozart! É de Deus!
Ela criou o universo e a terra!
Essas notas, são dons seus!
Porque ele é paz!
E não é guerra!
Por isso tua música, tanto satisfazMozart
Mais vida
Já estou morto!...
Morto! Morto! Morto!...
Mas estou morto para a morte.
Porque não há, em mim, alguma com sorte.
Para este meu ser, tomar…
Eis qu’ele disse:
«…Em mim, ninguém morrerá»!
Por isso, morrendo, com este negro, em mim, mar.
Estou vivo! Vivo! Vivo! E tu viverás!
Estou podre! Podre! Neste corpo.
Mas tenho vida. Muita vida «Nele»!
Eis, que não há mal, em mim,
Nem nada em mim, torto.
Porque, já tudo brilha…
Pombas voam! Voam!... Com ele.
E eu estou levitando. Voando…
Para a eterna ilha!..
Cisnes
O que sou?!...
Já que só estou.
Sou eu...
Só, neste ser meu.
E este eu...
É ainda amigo, teu.
Estando nesta solidão,
Se deixares, te darei a mão...
Para animo, darmos,
Aos brancos cisnes...
Para com eles, juntos nadarmos...
Em lago este. E às aves, cantarmos.
Novos cânticos rítmicos...
Para que nadem firmes, os cisnes!
Deus Fala
Havendo Deus, outrora falado muitas vezes!
E de muitas maneiras...
Aos antigos, das várias eras,
P´elos profetas e anjos, através.
Agora nos fala por seu filho,
Jesus Cristo, o Senhor...
Que é o resplendor...
Da sua glória e é Deus total e não um deusinho.
Porque é igual ao Pai,
E ao Espírito Santo...
É Deus, que jamais, muda ou no mal, cai.
Demos, pois ouvidos,
Em humilhação e pranto,
Aquele, que nos chama de queridos.
Gina
Mas que amiga tu és?
Sim tu! Gina de Coimbra!
Mulher ou anjo és talvez.
Tu minha sempre amiga.
Vai em frente, contra tudo!
Continua nessa força, tu mulher!
Pois não és deste mundo,
Já que a Deus, teu ser,foi escolher.
Se não fosses d'ele, Deus.
Amiga, não eras como, ele!
Nos actos que fazes, teus e seus.
Continua no Senhor, pois és d'ele!
Para que saias de Coimbra
E chegues à Jerusalém eterna, ainda!