Poeta
Sou poeta! Poeta! Poeta! Poeta!
Sim! Portugal! Brasil! E tu que és profeta!
Não o era! Não o era! Não o era!...
Mas aos poetas fazia guerra!
Mas oh profeta, que não és poeta!
Mas apenas um homem.
Neste mundo de desordem.
Eu que ao inferno, a minha dei, em vida esta!
E tal foi a tormenta que me veio,
Que minha alma mudou, para ser poeta.
Para vir a ser, o que, sempre rejeitei. E agora em cheio.
Porque eis que sensível fiquei e cantei,
Versos, sonetos, poemas, ao som de música de orquestra.
E em poeta, poeta, pois dei e me tornei!
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Eternidade
Vi um dia sem fim!
Deste modo assim...
Dia de ordem e de verdade
Dia de infinita felicidade.
Pois o tempo, não o há.
Gozo e paz, real, sim e que satisfaz.
Como não há, pois nesta hora, cá.
Mas só ele o fez e foi capaz.
Não há enfado!
É como era no principio!
Não há triste fado!...
Anjos e homens voam.
Mais o rei e príncipe,
Hinos, agora, eles entoam!
Cantar
Canta o que te vai na alma!
Com essa voz tão calma...
Oh homem anjo e arcanjo!
Canta! Canta! sim meu anjo!
Vai dar vida aos mortos!
Às pedras frias...
Aos caminhos tortos,
Dá-lhes, as dessa alma, alegrias!
Continua Com Deus!
Então! irás lá... Lá!
Aos, eternos lugares seus!
E eu que não canto! Contigo cantarei...
Uma canção, eterna, que já está, cá!
Pois, contigo ao lugar eterno irei e ali louvarei!
PARA ROBERTO CARLOS : UM INCENTIVO PARA IRMOS OS DOIS LÁ...
Mar Alto
Há um mar alto, em minha volta!
E ventos tempestuosos, elevam suas águas,
As quais, formam ondas de mágoas,
Qu´eis qu´alma esta, querem ver morta...
E o meu barco, esta-se partindo,
Com estas altas e rugentes ondas.
O meu espírito, se vai com dores consumindo.
Por estas correntes velozes, nestas do mar alto, zonas...
Mas, mas ainda que eu desça ao fundo dos abismos!
Oh tu mar revoltoso e impiedoso!...
E também vós outros arrogantes cataclismos!...
Sabei, sabei, vós, vós: Todos...
Que virá tempo, em que a águas mansas, e porto piedoso,
Morto por vós, mas vencedor, meu barco, ancorará neste porto, mais alto que vós, sois altos.
Deus Fala
Havendo Deus, outrora falado muitas vezes!
E de muitas maneiras...
Aos antigos, das várias eras,
P´elos profetas e anjos, através.
Agora nos fala por seu filho,
Jesus Cristo, o Senhor...
Que é o resplendor...
Da sua glória e é Deus total e não um deusinho.
Porque é igual ao Pai,
E ao Espírito Santo...
É Deus, que jamais, muda ou no mal, cai.
Demos, pois ouvidos,
Em humilhação e pranto,
Aquele, que nos chama de queridos.
Luzes
Mas quem sois vós?!
Minhas amigas de verdade.
Isso com fraternidade.
Para mim e todos nós!
Luzes de Deus, sois,
Neste hospital, pois!
Santas no vosso amar.
Pois nunca vi ninguém, neste gesto, estar.
Continuai! Continuai! Nesta acção.
Que de Deus é uma missão!
Amai! Amai! Amai!...
Então ao céu chegareis!
Vida eterna tereis!
Por isso, avançai! Avançai!
Música
Música és vida!
No princípio, eras presente, no acto da criação.
Auxiliaste, nesta acção...
Da existência nascida...
Dentro de mim, estás...
És tu, que minh´alma, alimentas.
Música! Música! Música!...
Ao céu m´elevas. Tu única!
Enquanto te sinto...
Vou voando,
No meio dos anjos. Sim! Não minto.
Vivo, por ti.
Dançando e cantando,
Um cântico, que do mal, me tira daqui!
HELDER DUARTE
Edom
Quem é este que está vindo de Edom,
De Hora vem de vestes tintas com...
Este com força e grandeza forte...
Ele que fala com verdade e vem do norte.
Ele vem para ser juiz do mundo.
Pois antes foi seu salvador...
Porque são vermelhas as roupas e tudo?
Porque eu sou o Grande senhor!
Eu sozinho pisei o lagar de vinho.
Das nações, ninguém esteve comigo.
Que me fosse como amigo!
Por isso eu estou sozinho...
Nesta grande acção de julgar
O mundo, a quem antes dei o amar!
As Vinhas
Esse teu ser é lindo,
Como as vinhas do campo...
Que dão o seu fruto a seu tempo.
p'ela vinha do campo vais indo.
E vais colhendo frutos sorrindo.
Teus actos são suaves.
Neste campo, onde esperanças estão partindo.
Ainda assim, cantam as aves.
Cânticos que são tão belos...
Ao verem tua acção,
As aves dançam na vinha.
Em seus voos...
Dançam e cantam tão bem.
A tua esperança do além.
Que afinal, chegou, a nós.
Onde todos juntos,
Estaremos um dia.
Mas até esse tempo,
Já em nós, há alegria!!!
Vim
Eu vim cá!
Sim vim! Naquele dia!
Mas para que seria!?
Que naquele dia… lá…
Eu vim lá e cá!
Sim! Lá e cá e em todo o lugar
Sim a Monchique e a Alvor, eu fui!
Sabeis, para que fim? Para amar!
Para ser, um para Deus, louvor!
E sabeis mais?! Sabeis?!
Eu o sou! Eu sou! Não o sabeis?
Eu não sou ele, não…
Mas amo-o tanto…! Tanto!...
Sou dele portanto!
Eu vim aqui para morrer!
Também, vim para sofrer.
Também, vim para fazer guerra!
Também, vim para ser amigo, do que erra!
Meu nome é sofrimento.
Filho do tempo e tormento.
Ainda filho do mundo e do vento.
Também é nada e tudo…
Pois eis que estou no mundo.
Para que então, nasci, lá!?
Para isso pois eu vim.
Eu em verdade! Sou alguém! Sim!
Mas também não sou ninguém enfim!
Eu sou vosso! Para me matardes!
Para não, me amardes!...
Para aguentar com tudo.
Como vosso peso imundo!
Sou tempestade e dor.
Mas também, calor e amor!
Confusão e depressão!
Mas, também homem de acção!
Enfim! Sou o que vós, não sois!
Sou eu; Só eu!...
Não há outro, igual pois…
Sou lindo! Lindo e feio!
Mas sempre forte, no que um dia veio!
Sabeis quem sou? O mal…
Mas também, o bem.
E assim vou indo, ao céu, no final.
Quer vós quereis, quer não!
Pois, meu nome é Jerusalém…
Terra de Melquisedeque, rei de Salém…