Niilismo
Não Sou do Niilismo! Nem desse movimento.
Está totalmente errado, esse sentimento.
Eu sou antes de tudo, um sofredor...
Mas sei em quem creio, apesar da dor!!!
EU CREIO EM DEUS, EM DEUS, EM DEUS...
NÃO ESTOU NO VÁCUO, COMO ESSES.
APENAS SOFRO, SOFRO... PESARES MEUS.
E NÃO, COMO AQUELES, DELES...
Estou mal , em baixo, sem força...
Mas tenho esperança, ainda...
Ainda... Contudo, carrego una pesada trouxa.
Mas espero em Deus, em Deus,,,
E na sua nova, aqui vinda!...
Por isso canto, cânticos, estes seus!
As gentes
Porque se iraram os povos? As nações pensaram em vão!
Os reis da terra falaram, com a voz de trovão!
As gentes se perturbaram, sem nenhuma paz...
Os homens, ao mundo justiça dar não foram capaz?
Porque querem os governos, do mundo serem senhores?
E os países se matam uns aos outros, em guerras!
Dominando uns aos outros em terrores...
E dizem nós viveremos por todas as eras!
E o mar rugiu com sua força diante dos homens.
Os ventos uivos deram, com arrogância. ..
No mundo só houve totais desordens .
Até que veio um ancião eterno, que acalmou,
As do mal, forças e toda a circunstância.
E houve então paz, que ele proclamou!...
Ladeira da Nora
De ti fica a recordação, neste gesto de recordar.
Neste já entardecer, do meu dia que vai findar.
O sol brilhou em ti, naquele tempo, do meu existir.
Quando eu era um vento, naquele meu agir.
Eras linda de encantar, naquele comigo dançar.
Também contigo, era no muito trabalhar!
Eram os tempos de todos e de tudo...
Os anos do passar, de ano no estudo.
De colher batatas , milho, e feijão,
de ao rio ir à apanha do berbigão.
Em ti fica nas tuas terras!...
Os meus passos de habitante,
mas que talvez, não fossem importantes.
Neste já declinar do dia, lembro do que eras!...
Agir
E eu disse para mim próprio:
Eis que me sinto mal.
Como me sentir bem afinal?
Como estar enfim, muito óptimo?
Como ter pensamento positivo?
Mas como? E se ter positividade,
que me adianta tal realidade?
Eis que tudo continua negativo.
Não há volta a dar, não há mesmo.
Então outra pergunta fiz.
E quem isto assim quis?
Será o destino o mestre?
Então pensei e agi deste modo assim.
Levanta-te e anda, e ouve música sim.
Sai dessa já! Claro que tens de agir.
E não só estares a te afligir.
Então levantei-me e empenhei-me,
"Peguei o touro pelos cornos"!
E venci a situação e alegrei-me.
E lutei contra os transtornos.
A lutar devemos sempre estar.
A vida é uma luta, sempre.
Portanto, lutemos no tempo,
até o mal totalmente derrotar!
Almerinda
Mulher és! És mulher!
Mas quem és! Oh mulher?!...
Tu és uma flor de aroeira.
Neste Casal Pardo e Cadarroeira.
Tu és de Deus!... Tu és uma flor.
Tu és, uma flor de roseira…
Da do céu, cor!...
Tu és a mulher, mãe!
A ti’Almerinda de sempre!
Que ainda põe e dispõe. Ainda!
O Brasil e o mundo, te amam!
Porque em ti, há o bem. Mãe, linda!...
Em ti, há um cântico em fogo, chama!...
Os pobres por ti clamam!...
Os Peixes
Sou como o vento, do campo,
Que vai aos montes cantar.
Canto uma canção, do amar!
Diante das aves aí canto!
Vou, também, dançar,
Na praia, do mar selvagem.
Canto e danço sem, parar,
Nesta longa e linda viagem.
Ó mar de sal salgado!
Tu desde, tempos, navegado.
Deixa os peixes dormir,
E a bela música, ouvir.
Até que voltem a nadar,
Nas águas de manso, mar!
A Mula
E a mula avançou desprendendo-se do lugar onde estava, a comer
E desatou a fugir ao longo da rua, numa grande carreira, de muito correr
Era pequeno mas isso muito me lembra, sem esquecimento.
Foi um de momento muito grande, mas grande tormento.
Nem meu pai, nem meu irmãos fizeram nada para o animal parar,
Só muito lamentavam, tão desgostosa situação e aflição. ..
Que fazer se a mula se foi e para nós não vai mais voltar!
O que fazer sem mula? Como fazer agora? Como mudar a situação?
Mas eis que o animal pela rua a galopar voltou, de verdade.
Então algo de lindo se passou, que a mim muito emocionou,
minha mãe nun gesto ligeiro, diante da mula se posicionou
E com toda muita e grande coragem e plena liberdade,
a mão ao animal, sozinha esta a sua mão, o parou!
Mas minha mãe no chão caiu e ferida, ficou com muita gravidade!!!
Monchique
E vi um tempo, sem tempo.
Tempo de eternidade, sem cansaço!
O vento parou. Não há mais fracasso,
Para todo o sempre…
Porque as amendoeiras, do Algarve, voltaram.
E há flores, nelas lá!...
E os laranjais floresceram!...
Também em Leiria, os desaparecidos, pinheiros voltaram.
Em Monchique, o jardim da Portela do Cano, floresce.
As açucenas, já perfumam!...
Na roseira, a rosa cresce.
E no Vale do Linho,
Como em Monção, nos canteiros e socalcos,
Há lírios, que crescem…
Os campos de cevada e trigo,
São grandes e muitos,
Como no tempo do tempo, antigo…
As Vinhas
Esse teu ser é lindo,
Como as vinhas do campo...
Que dão o seu fruto a seu tempo.
p'ela vinha do campo vais indo.
E vais colhendo frutos sorrindo.
Teus actos são suaves.
Neste campo, onde esperanças estão partindo.
Ainda assim, cantam as aves.
Cânticos que são tão belos...
Ao verem tua acção,
As aves dançam na vinha.
Em seus voos...
Dançam e cantam tão bem.
A tua esperança do além.
Que afinal, chegou, a nós.
Onde todos juntos,
Estaremos um dia.
Mas até esse tempo,
Já em nós, há alegria!!!
Verei
Irei ver minha mãe!
Sim. Irei, aquele jardim!
Naquele dia, naquela hora.
E verei, os pombos brancos!
Que são tantos! Tantos!
Verei Camões e Amália...
Verei flores de Dália.
Verei as estrelas enfim.
Verei o que nunca, vi no Minho.
E então, verei o Senhor, sim.
Verei uma árvore verde,
Com as suas flores de verde pinho.
Verei, a Rosa de Saron. Eis, que será isso, cedo!