O anticristo
E disse-me ele: O quarto animal,
será o quarto reino de toda a terra!
E de todos os reinos será diferente afinal,
pois a toda a terra, fará ele muita guerra.
A pisará com os pés e a fará em pedaços.
Mas daquele reino, nascerão dez reis!
Um outro se levantará depois destes reinos,
e será pior que os primeiros, com as suas leis.
Ele abaterá a três dos reis primeiros,
e blasfemará do Deus do céu.
E matará os santos do Senhor, todos.
E porá as leis de acordo com o seu eu.
Ele dominará no mundo por sete anos,
E também por três anos e meio...
Mas o tribunal, não lhe permitirá mais enganos,
E lhe tirará, o que para isso ele veio.
Ele será desfeito totalmente até ao fim.
Não reinará mais o iníquo, não! Não!
Na terra não se achou lugar para ele, enfim,
O reino lhe foi tirado assim então.
Mas quer no céu quer na terra,
os "Santos" do altíssimo reinarão, para sempre!
Com Deus, não havendo mais nenhuma guerra!
E não haverá mais nenhum tempo!
Baseado em Daniel 7:23-28
O testemunho
O que era desde o princípio,
O que ouvimos...
O que vimos...
Com os nossos olhos, desde o início...
O que temos comtemplado.
E nossas mãos, têm tocado...
Foi na palavra da vida.
Que neste mundo, se fez nascida.
Porque a vida, foi manifestda.
E nós a vimos...
Por nós, foi testificada.
Por isso, vo-la anunciamos,
Pois a sentimos...
De modo eterno e assim por ela, não nos calamos!
Depois
Eu sei, que depois de morrer,
Terei valor e serei louvado.
E também amado e pranteado.
Nesse tempo terei, esse merecer.
Meus poemas, serão lidos!
E muito queridos…
Mas agora não!...
Não o são! Não o são!...
Agora sou o lixo do mundo!
E da «Eclésia» pois…
O mais imundo!
Mas depois ! Depois! Não!
Não! Meus poemas serão publicados, depois.
Porque afinal, eu era de Deus, então!...
A luz
E lhes disse, por hora:
Pergunto-vos, vem a candeia,
Para ser posta,
Em lugar, que alumia?
Ou debaixo do alqueiro?
Lugar, onde não há luz!
Mas trevas produz...
Ou põe-se, debaixo da cama, primeiro?
E não, antes no velador?
Que alumia, toda a casa...
Com resplendor!
Por isso, pondo as vossas, em sitio alto.
Para que luz, haja...
Em vós, cama e todo o quarto!
Rosa de Saron
Cravos e rosas, uni-vos!
E vós tulipas, antúrios.
E vós, do campo lírios...
E nesse lugar, vós goivos!
Abraçai a Rosa de Saron,
Que mãe vossa é.
Ela vos dá todo o dom.
E a mim, também até.
Oh flores de distintas cores!
Com ela avançai, avancemos,
Sobre este jardim nosso e d´ela, trabalhemos.
Para que tenha, cores suaves
E nele, eternamente...
Gloriosos, cânticos, entoem as aves.
Então nele se sentirá...
Para todo o sempre...
Vosso perfume, que em nós permanecerá!
Amália
Amália que no céu cantas...
Com essa voz que a Deus encantas!
Em paz já estás...
Nesse lugar, onde não mais chorarás.
Amália tu fostes amar!
Para este povo, do Luso mar.
Que talhou, no rio da vida...
As tábuas de sua, dura lida.
Fica sabendo, oh povo!
Que Amália, foi mãe minha,
No pranto, que em sua, minha vida, houve...
Mas este fado findará,
Bem depressinha...
Com Deus e ela, meu ser eternamente, cantará!
Meninos
Cordeiro e leão,
Em pastos verdes,
Erva comem. Amigos são!
Meninos, tomam lobos por brinquedos.
Veio a perfeição.
Sou do leopardo irmão!
O Inverno é ameno.
Tudo é sereno!
Há um rio de águas da verdade.
Onde, brancos cavalos, aliviam sua sede.
Ventos, se ouvem, de liberdade.
As aves música tocam.
Vinde e vede!...
Como os meninos, ao nascerem, jamais choram!
Vale de Cedron
Tendo, Jesus terminado de orar,
Partiu com os seus discípulos...
E atravessaram o Vale de Cedron, sem exitar.
No jardim, onde entrou, contra o mal orou, ao Pai pediu auxílios.
Judas, também conhecia aquele lugar
E foi lá ter, para o entregar,
Com uma escolta de guardas,
Que traziam também, armas...
Vinham apanhar, Jesus Cristo,
Que logo lhes perguntou:
A que vieste, com tudo isto?
E tornou a perguntar: A quem buscais?
E disseram-lhe, em voz que entoou.
A Jesus Cristo! Que disse: Eu Sou; Porque não me apanhais?
Parkinson II
Ainda espero,ver um novo dia, diferente dos de agora.
Nesse dia, não haverá tempo, nem hora...
Meu ser, apanhará tulipas, sem rigidez,
Com agilidade e muita rapidez.
Não mais haverá, esta doença,
Que m´impede, de rosas colher...
E também de vo-las, oferecer...
Pois, no meu pó, agora há esta sentença.
Mas oh Parkinson, minha dor!
E também, minha amiga!
E ainda meu amor...
Nesse dia, cantaremos, os dois,
Uma nova cantiga...
Enquanto, ovelhas, pastoreemos, pois!!
HELDER DUARTE
Milénio
Pombas brancas voam!
Hinos de harpas, os homens entoam!
O céu é branco e azul!...
Os cordeiros pastam, sem barulho.
Há erva verde, onde os lobos a comem.
E coelhos brancos, saltam no seu meio.
Um menino e um homem…
Abraçam um leão, em cheio…
Vento, mal sopra!
O sol não queima!
Cavalos brancos, há-os sem sobra.
Para cavalgarem neles, os homens
E correrem, de um rio à beira.
Onde os meninos, brincam e são sempre, jovens!