helderduarte

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n. 1963 -- --

Sou um escritor de poemas! Que não publicou ainda nenhum livro, mas gostava de o fazer.

n. 1963-04-30, Monchique

Perfil
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POR CÁ

Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.

Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.

E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.

Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
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Biografia
Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.  

Poemas

325

Os pãezinhos


Era eu menino de tenra idade...
menino como todos lindo!
De natural de criança santidade.
Por todos muito querido.

Em adultos não somos tão lindos!
Mas as crianças Senhor tu as amas!
Por ti são de beleza infindos...
Os meninos que nos homens tu chamas!

Este menino ia a casa da avó buscar,
bolinhos, que ela cozia no forno do pão,
para ele e seus irmãos, com tanto amar!

A boa senhora lembrava-se sempre,
dos netos, para quem fazia esta ação.
Era a avó Rosa que vive mais além do tempo!
27

Joel


E o Senhor diz: a todas as nações neste momento,
ajuntai-vos e vinde todos os povos em volta de Israel.
Também, vós filhos de Esaú e de Ismael ...
Vinde ao meu poderoso e grande chamamento!

Fazei oh vós nações, uma grande congregação.
Tu oh Senhor faz descer ali, esta grande multidão.
E venham e entrem no vale de Josafat, sim!
Eis que eu ali estarei, para vos julgar assim.


Usai a vossa foice, porque a ceara está madura.
Vinde aquele lugar, porque está cheio o lagar.
Os vasos dos lagares estão cheios com fartura,
de maldades vossas, oh nações vinde pois lutar.

Multidões! Venham Multidões pois então!
No dia em que o Senhor dará a sua decisão.
Porque o dia do Senhor está quase a chegar,
sim o dia em que o Senhor, aos povos vai julgar.

Vinde à minha guerra, lutai contra mim,
Vós reis das nações e todos os ateus, Sim!
Tentai pois então, a Deus de Israel matar.
Vinde oh inimigos meus contra mim lutar!

Assim vos digo eu: sabei de antemão,
o sol e a lua de todo se enegrecerão.
E as estrelas não terão resplendor.
Naquele dia da vinda do Senhor!

O Deus de Israel levantará a sua voz em Sião.
De Jerusalém falará com voz de trovão.
Os céus e terra de todo tremerão!...
E as nações a ele sim, a ele verão.

Mas o Senhor será o protector de Israel.
Naquele dia, não lhe fareis mais nenhum mal.
Deus os defenderá, seja-vos isto por sinal.
Assim, diz Deus pelo profeta Joel!!!


Baseado: Em Joel 3:11-16
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Cantos

Vem aí o rei Dom Afonso, primeiro!
Vem num cavalo , branco…
Vem reinar como o derradeiro!
Voltará a Guimarães e vem ao meu encontro.







Vem ele e o rei de Salém!
Sim! Vem, também! Também...
Ele vem, oh Portugal! Meu pais natal!
Por isso , alegra-te, oh Portugal!...


E vós de Castela! Voltareis para lá…
E também , vós de Leão e Navarra!
E tu Tarique, de África, não ficarás cá!
Mas o Gibaltrar, esse estreito, teu barco afundará.


Canta! Camões canta!...
Meu amigo! Teu canto, entoa!
Nessa voz de poeta! O teu eco, ecoa.
Diz a Tarique, que Portugal é terra, Santa!






CANTO II



Sim poeta! Canta feitos heróicos!
Canta Portugal e aquela história,
De Inês de Castro, que morreu,
Por amar tanto, assim aconteceu.
Nos tempos, do passado, humano.
Nos actos , sempre históricos…



Canta! Desde o grande, lusitano,
Nesta Ibéria, terra, do deus Baco.
Canta e canta por minha alma.
E por a gente lusa. Sem que esta,
Venha a perder a paz e a calma!



Também por ti, Camões!… Oh poeta!
Continuarei o teu escrito e teu alerta!
Mas agora, é outro canto e cântico.
Vou contar a história de Portugal,
Num todo universal, e sem igual.



Porque, Portugal, nasceu, um dia…
Mas quem , o imaginaria ou diria?!
Que nasceu, em longes terras e tempos.
Nasceu, antes do sol e dos ventos!
Nasceu como eu, naquele princípio,
Em que eu e Portugal, na verdade,
Não éramos Mas ele era, antes tudo.
Antes do existente , mundo…
Nasceu lá, antes do céu…
Como do pensamento, de Deus, nasci, eu!…





CANTO III


Portugal, nasceu no céu , um dia.
No tempo em que Yavé, à terra disse:
Haja, entre luz e trevas, separação, sim isso!
E Deus, viu que era bom. O fruto do se dom.
E fez Deus a terra e céu. E também, o meu eu.
E as estrelas. E tudo o fez com amor! Amor!


Esse dia foi de resplendor, sem dor!...
Porque, ela não existia, de modo algum.
Nem , em Deus dor ,esteve no coração, sentimento.
Pois Deus é bom, eternamente, eternamente!


Vou-te contar, oh real rei de Espanha,
A história de Portugal, esse pais lindo.
Esse pais, que teus reis, nem sempre.
Na história do tempo e do vento…
Lhe deram o seu amar, ou seu estimar.
Estas terras, da ibéria, eram terras…
Onde os filhos, de Noé pela paz,
Fizeram, muitas guerras!…










CANTO IV






Vou te contar, oh real majestade de Espanha,
A história de Portugal. Esse pais lindo…
Esse pais, que teus reis, nem sempre lhe deram, amar.
Oh da península, dos gregos! E dos Fenícios, rei!
Rei da Hispânica terra e de Portucalen e da Galiza… do mar
Vossa majestade, sabei que vosso reino e este cá, onde fostes vindo,
São eternos e com muito encanto, de beleza tamanha!…
Por isso eu lhe canto, este canto. Sim para ti , oh rei, das Astúrias!




Portugal e Espanha, saíram do de Deus coração.
Meu rei e minha rainha! Ilustre, senhora, dessa nação.
Senhora da Espanha. Vós sois bela e linda, da Grécia.
Eis que de lá também, fostes nascida e ainda para cá vinda.
Pois então! Cantai, comigo, em pranto, canto e fado!…
Ao Deus do céu!… e ainda em oração, nesta canção.
Pois ele é o Senhor meu e vosso!… Que nos tira o enfado!
E os reinos do mundo, vieram do nosso bom pastor!…








CANTO V













Vou pois, te contar o que aconteceu,
No dia em que o tempo, também, assim, nasceu!
Sabe oh rei da Ibéria, que antes de Portugal
E Espanha! Era somente, Deus afinal!…



Era Deus, o Verbo e o Espírito, que sempre venceu!
E antes do tempo! Perdoa oh real majestade!
Mas tenho que parar, por agora, este narrar da verdade.
Sabe pois! Que minha alma está, tão cheia
De tanta Glória! E de tanta água , ainda que também, pranteia!



E alma minha tem tanta mágoa, mais que toda do teu reino, água.
Por isso, os factos se amontoam e tantos e todos querem, sair,
Para a ti chegarem e a teu ser dar, um eterno, sorrir!…
Assim, estes… Por mim, já ao sair, não, já cabem!
Porque deste ser meu eternas verdades , ainda, saem!...





CANTO VI




Meu rei e senhor! Vou continuar, a contar!
Neste meu , tanto a vós amar e estimar
A história , destas terras do azul mar…
Sim! Ilustre rei, de Portucalen e da Galiza!
Onde Plágio, lutou contra Tarique!




Lembra-te! Então que és rei, da terra, que de Deus, desceu.
A ti , oh rei eu amo!… E teu filho ou neto, subirá ao trono.
Assim , Portugal! E Espanha, são o teu reino, que Deus te deu.
Meu rei do eterno bem!… Tu és rei, desta terra, linda…
Cuja paz, nuca dela haverá, outro, como de Deus , o dono…



Tu reinarás eternamente… Com o «Ancião, de dias», de Jerusalém.
Sabe oh rei! Que abaixo, de Jerusalém! Terra do além…!
Será Espanha e também Portucalen. Isto no tempo eterno!…
E o Egipto de Deus e nosso também, será, para sempre.
E o Deus do céu, reinará connosco eternamente. E então, haverá, sem findo, bem!
85

Deus

Deus meu! Deus meu !
Eu te louvo! Neste dia!
Que te sinto em alegria!
Este servo que é teu!

Te adora, por tudo o que és!
No universo tu és santo!
Com tanto encanto!
És em pessoas três!

És o Pai, o Filho, o Espírito Santo!
És só tu e não há outro!
Com tanto amor, tanto!

Por isso eu te amo!
E isso aqui mostro!
Por ti sempre clamo!
47

A Lenha

Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
48

Ladeira da Nora


De ti fica a recordação, neste gesto de recordar.
Neste já entardecer, do meu dia que vai findar.
O sol brilhou em ti, naquele tempo, do meu existir.
Quando eu era um vento, naquele meu agir.

Eras linda de encantar, naquele comigo dançar.
Também contigo, era no muito trabalhar!
Eram os tempos de todos e de tudo...
Os anos do passar, de ano no estudo.

De colher batatas , milho, e feijão,
de ao rio ir à apanha do berbigão.
Em ti fica nas tuas terras!...

Os meus passos de habitante,
mas que talvez, não fossem importantes.
Neste já declinar do dia, lembro do que eras!...
57

Os Peixes


Sou como o vento, do campo,
Que vai aos montes cantar.
Canto uma canção, do amar!
Diante das aves aí canto!

Vou, também, dançar,
Na praia, do mar selvagem.
Canto e danço sem, parar,
Nesta longa e linda viagem.

Ó mar de sal salgado!
Tu desde, tempos, navegado.
Deixa os peixes dormir,

E a bela música, ouvir.
Até que voltem a nadar,
Nas águas de manso, mar!
37

Cavaleiro Andante

Minha nobre Senhora, eu depois que meus olhos,
vosso ser contemplaram, minha alma por vós ficou,
enamorada, em amor muito e em actos esforçados.
De modo que por vós realizo atos ousados!

Naquela tarde em que vos vi em perigos mais que muitos,
diante de tais feras, na alta serra sem nenhum bem!...
Minha espada por vós os atravessou com quanta força tem.
Até que tais monstros, de morte morressem, todos!...

De meu cavalo desci, por vós lutei contra males tantos,
que a uma donzela, queriam a vida antes do tempo tirar.
Mas Senhora, por vós continuarei a sempre lutar,

até que vades, à vossa mansão de longes terras em campos lindos,
de flores brancas, naquele jardim de águas do rio do suave vento.
Lá tereis a felicidade, em terras do vosso pai, e de seus lindos filhos!

Por isso vos amo, minha senhora e vos dou todo o real poder,
até que possais reinar com vosso pai, que por vós é mais que o tempo.
Faço isso, com total entrega a vós e em grande esperança de vos ter!
65

Portugal


Ouve tu Portugal! País de longes terras!
Que aos homens fizeste muitas guerras.
Lembra-te dos teus erros e das tuas faltas.
Sobre os povos, tens muitas culpas.

Tu que nos mares, foste senhora.
As gentes mataste, também.
Nem em tudo fizeste o bem!
Por força dos homens, foste detentora,

Escravos trazias de África muitos.
Aos judeus, mataste e roubaste,
E de ti foram todos expulsos.

Pelo fogo, muito povo queimaste.
Arrepende-te pois então nesta hora.
Sim faz isso sempre e agora!!!
52

Sede

Oh vós, os que sede tendes!
Vinde às águas!...
E os que dinheiro, não tendes!
Vinde às águas!...


Vinde e comprai e tomai!
De graça, achai!...
E comei sem dinheiro!
O bom e o que é caseiro!


Vinde! Não gasteis mal,
O dinheiro! Vosso! Sim!
Pois é de Deus, também afinal!...


Vinde a ele às águas!
E bebei e comei mel, sem fim…
Vinde e lavai vossas mágoas,
41

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