Os pãezinhos
Era eu menino de tenra idade...
menino como todos lindo!
De natural de criança santidade.
Por todos muito querido.
Em adultos não somos tão lindos!
Mas as crianças Senhor tu as amas!
Por ti são de beleza infindos...
Os meninos que nos homens tu chamas!
Este menino ia a casa da avó buscar,
bolinhos, que ela cozia no forno do pão,
para ele e seus irmãos, com tanto amar!
A boa senhora lembrava-se sempre,
dos netos, para quem fazia esta ação.
Era a avó Rosa que vive mais além do tempo!
A Lenha
Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
Vem
Vamos ao campo, amor meu!
Ver as flores das laranjeiras!
E também das amendoeiras.
Desse Jardim que é teu!
Vamos ver se as raposinhas...
Não tiraram os frutos,
Das árvores, todos!
Os frutos são das andorinhas!
E das aves do céu!
Dos lírios do campo!
Deste jardim teu!
Vamos pois então!
Sem qualquer pranto!
Nesta nossa paixão!
,
Alegra-te
Ai não choreis não!… Não!…
Antes cantai!… Cantai!… E não chorai!
Sim! Pois tudo , já lá vai!… vai!…
Até a eternidade não tem razão!
Mas tu alegra-te e canta e teu mal espanta.
Com força tanta, sem medo, sem mágoa…
Eis que ele vem. E já a existência comanda.
Ai que já vem tão cedo. Como a primeira água.
Veio o rouxinol azul. Veio a flor de Saron…
E ainda a rosa branca, que ao ser encanta.
Veio, e com força tanta! Tanta!…
Para que o homem, mais ainda,
Que eternamente, Que eternamente!
Não mais tenha tormento! Tormento!…
Cavaleiro Andante
Minha nobre Senhora, eu depois que meus olhos,
vosso ser contemplaram, minha alma por vós ficou,
enamorada, em amor muito e em actos esforçados.
De modo que por vós realizo atos ousados!
Naquela tarde em que vos vi em perigos mais que muitos,
diante de tais feras, na alta serra sem nenhum bem!...
Minha espada por vós os atravessou com quanta força tem.
Até que tais monstros, de morte morressem, todos!...
De meu cavalo desci, por vós lutei contra males tantos,
que a uma donzela, queriam a vida antes do tempo tirar.
Mas Senhora, por vós continuarei a sempre lutar,
até que vades, à vossa mansão de longes terras em campos lindos,
de flores brancas, naquele jardim de águas do rio do suave vento.
Lá tereis a felicidade, em terras do vosso pai, e de seus lindos filhos!
Por isso vos amo, minha senhora e vos dou todo o real poder,
até que possais reinar com vosso pai, que por vós é mais que o tempo.
Faço isso, com total entrega a vós e em grande esperança de vos ter!
Anos do Cinema
Anos em Portugal, gloriosos!
Sim! O foram! Como, nunca!
Tempos do cinema, filmes saudosos.
Vasco, não há hoje, quem esse dom, o cumpra.
E no «Pátio das cantigas», antigas...
Já houve ecos, da liberdade,
A liberdade de 25 de Abril, de saudade.
Estava lá um Russo, de operas antigas.
E a senhora Rosa? Sempre tão charmosa.
E a menina do Brasil, que alegre cantou.
E Portugal e o mundo alegrou!...
E as que cantavam o fado!?... de Portugal!?
Portugal, simples e sem igual...
Naquele tempo, os velhos não iam para o «lar» a pagar.
Mas os netos, deles, lhe davam o seu amar.
E os meninos corriam na rua. Sim época saudosa!
Deus
Deus meu! Deus meu !
Eu te louvo! Neste dia!
Que te sinto em alegria!
Este servo que é teu!
Te adora, por tudo o que és!
No universo tu és santo!
Com tanto encanto!
És em pessoas três!
És o Pai, o Filho, o Espírito Santo!
És só tu e não há outro!
Com tanto amor, tanto!
Por isso eu te amo!
E isso aqui mostro!
Por ti sempre clamo!
Tementes
Reparai irmãos, que sois do céu pertencentes,
vede Jesus Cristo, como Apóstolo e Sumo sacerdote.
Isso deveis pôr em vossas santas mentes.
E não andardes de qualquer sorte!...
Ele foi fiel, ao que o chamou para isso.
Como Moisés o foi a Deus nisso,
Mas Moisés não edificou a casa.
Deus fez toda a construção, essa!
Mas Cristo na sua casa própria,
que somos nós, se formos crentes.
E tivermos a confiança e a glória.
Isto sempre e até ao fim.
Tendo fé em Jesus, sede tementes!
Deste modo, pois assim!...
Baseado em Hebreus 3:1-6
O Meu Mar
Sois meus amigos sempre!
Vós que navegais no meu mar...
Nos barcos que os ventos do tempo...
Mansos e calmos, dão um bom navegar.
Juntos nos deslocamos nesta hora...
Em águas mais agitadas!
No entanto deveis remar agora!
Levar este barco aos mares dourados.
Mares que têm Bom vento.
E nos fazem possuir...
Sem nenhum tormento...
As águas da vida bela.
Que nos fazem sempre sorrir,
Quando chegamos a ela!
David
O reino de David o de Israel rei,
foi um tempo de respeito à lei.
Único deste modo, enfim...
Pois foi homem, de bem, sim!
Deu ao povo de Israel...
A glória da nação...
Um símbolo do reino de Emanuel,
onde haverá uma linda canção.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
O príncipe bom e manso pastor...
O rei santo dos Santos.
O Deus grande em encantos.
Restaurou o reino de David,
nesta terra mesmo aqui!