Tempos
Tempos e tempos vieram…
E influências sobre mim tiveram…
É o tempo do tempo.
O tempo, em que de paz,
O tempo, de a trazer, não foi capaz.
Mas o vento do norte,
Os tempos, varreu
E venceu a morte.
Sim! O vento, o mal venceu!
E eu voei, com ele!
E fui lá… Lá… Lá…
Aquele, lugar dele!
Onde os rios, são calmos, lá!...
Azul, é o céu, lá, sempre.
Afinal, não é tempo!...
Mas! Tempo, sem tempos!...
Vaso
Neste momento escrevo, o que me vai na alma!
Estou perguntando a mim próprio, afinal,
Porque não ter sempre toda a calma?
Se não há mal que me venha, que não seja racional!
Tudo o que me acontece, mais qu'eu não entenda,
É para qu'eu, se mal faço, disso tenha emenda!
Se o mal não faço, mas mal tenho., isso é para bem!
De mim próprio tenho essa glória também!
Afinal todas as coisas, que me vêm me fortalecem!
Dão-me conhecimento experiência, neste mundo,
E fazem com qu' eu seja, menos imundo...
Pois , a meu ser do bem, enriquecem,
Como um vaso, por o oleiro formado.
Até que seja por ele criado!
Crianças
Eis que o tempo passou…
E o vento, findou…
O mar, já não ruge.
Nem a chuva, mais surge.
Mas só há o bem!
As crianças cantam…
Os pássaros dançam
E a Deus, louvam.
Os meninos e os homens, não choram.
Mas num rio de tranquilas, águas,
Sobre elas, caminham…
Eis que veio, o bem
O rio, já o mal, não tem.
Mas agora, veio a luz.
A dos meninos, pequeninos…
E dos homens e dos leões…
E a que vem, da cruz.
Há paz, para sempre…
Há paz nos corações,
Sem, que mais, haja tempo!...
Os Homens
Meu pai, loucos são os homens.
Os do mundo, pois então...
Se não fossem, eram da razão.
Mas são das do mundo ordens.
São criadores de vasos, partidos.
Que não tem nenhum valor...
São das obras dos sentidos,
Que aos mansos, causa dor.
Meu filho, os homens, enganosos,
São do mundo e temporais.
Mas os mansos são racionais.
Dos mansos é a vida.
E a alegria ainda.
Pois são do bem temerosos!
Na Vida
Procuras algo, que te faça viver?
Procuras e não encontraste.
Então procura, até teu ser o ter...
Mesmo, que penses que falhaste.
Porque quem procura, encontra...
O que tanto precisa na vida.
O que tu procuras, ainda!...
Busca- o, sem conta...
E então o terás, em teu ser,
Porque é a tua pérola,
Que tu tanto querias ter.
Ela é o teu da alma pão...
Que tu, tinhas espera,
E que te deu, por fim a mão!!!
Flor
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
Terras de Paz
De longes terras vieste
Tu mulher! Tu menina!
Para estas, aqui mais perto...
Chegaste e do mal não tivestes temor.
Tua canção, à nossa alma ensina amor!
E todo o caminho certo...
Que nossos passos, fazem!
Estamos alegres, contigo!
Tu papoila do campo antigo!
Onde antigamente, havia coragem...
Para a cereais dar existência.
Nesta terra de cá, dás ainda,
Essa tua força de vida.
Até que nestes campos, haja paciência,
Para plantar as sementes da justiça. ..
Que nos levam, a possuir terras...
Sem nenhumas outras guerras.
Terras de paz mais altas que o tempo.
Terras de bom sol e sem mau vento!
Terras de luz eterna, para todo o sempre!
A Lenha
Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
Jacob
E disse o Senhor a Jacó!
Meu servo, és tu…
E não o teu irmão, Esaú!
Só tu podes agir! Sim! Tu só!
Mostrar ao mundo a verdade.
A de Abraão e de Adão…
A de Abel e de Noé, fidelidade.
Conta-a aos filhos de Cão!
Tu meu servo! Ouve!
Eu estou contigo!
Eu a Betel te trouxe…
Eu te guardarei…
Como o fiz, em tempo antigo,
Aos santos, que enviei!...
A luz
Ninguém põe a luz, que acendeu,
num lugar muito escondida.
Nem debaixo de um vaso seu.
Mas põe-a de modo erguida.
Então ela dá luz a todos da casa.
Para que bem vejam a sala.
A luz do corpo são os olhos,
Dos caminhos que tu escolhes.
Repara em ti, qual é a tua luz.
É ela a de Cristo Jesus?
Ou da grande escuridão! ?
Se queres luz no teu ser,
Recebe-a da de Cristo cruz,
Que está vazia e tem poder!
Baseado em Lucas 11:33-36