Lista de Poemas

Anos do Cinema


Anos em Portugal, gloriosos!
Sim! O foram! Como, nunca!
Tempos do cinema, filmes saudosos.
Vasco, não há hoje, quem esse dom, o cumpra.
E no «Pátio das cantigas», antigas...
Já houve ecos, da liberdade,
A liberdade de 25 de Abril, de saudade.
Estava lá um Russo, de operas antigas.




E a senhora Rosa? Sempre tão charmosa.
E a menina do Brasil, que alegre cantou.
E Portugal e o mundo alegrou!...
E as que cantavam o fado!?... de Portugal!?
Portugal, simples e sem igual...
Naquele tempo, os velhos não iam para o «lar» a pagar.
Mas os netos, deles, lhe davam o seu amar.
E os meninos corriam na rua. Sim época saudosa!
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As Vinhas


Esse teu ser é lindo,
Como as vinhas do campo...
Que dão o seu fruto a seu tempo.
p'ela vinha do campo vais indo.
E vais colhendo frutos sorrindo.
Teus actos são suaves.
Neste campo, onde esperanças estão partindo.
Ainda assim, cantam as aves.
Cânticos que são tão belos...
Ao verem tua acção,
As aves dançam na vinha.
Em seus voos...
Dançam e cantam tão bem.
A tua esperança do além.
Que afinal, chegou, a nós.
Onde todos juntos,
Estaremos um dia.
Mas até esse tempo,
Já em nós, há alegria!!!
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Monchique


E vi um tempo, sem tempo.
Tempo de eternidade, sem cansaço!
O vento parou. Não há mais fracasso,
Para todo o sempre…
Porque as amendoeiras, do Algarve, voltaram.
E há flores, nelas lá!...
E os laranjais floresceram!...
Também em Leiria, os desaparecidos, pinheiros voltaram.
Em Monchique, o jardim da Portela do Cano, floresce.
As açucenas, já perfumam!...
Na roseira, a rosa cresce.
E no Vale do Linho,
Como em Monção, nos canteiros e socalcos,
Há lírios, que crescem…
Os campos de cevada e trigo,
São grandes e muitos,
Como no tempo do tempo, antigo…
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A Lenha

Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
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Tementes


Reparai irmãos, que sois do céu pertencentes,
vede Jesus Cristo, como Apóstolo e Sumo sacerdote.
Isso deveis pôr em vossas santas mentes.
E não andardes de qualquer sorte!...

Ele foi fiel, ao que o chamou para isso.
Como Moisés o foi a Deus nisso,
Mas Moisés não edificou a casa.
Deus fez toda a construção, essa!

Mas Cristo na sua casa própria,
que somos nós, se formos crentes.
E tivermos a confiança e a glória.

Isto sempre e até ao fim.
Tendo fé em Jesus, sede tementes!
Deste modo, pois assim!...

Baseado em Hebreus 3:1-6
19

Vaso

Neste momento escrevo, o que me vai na alma!
Estou perguntando a mim próprio, afinal,
Porque não ter sempre toda a calma?
Se não há mal que me venha, que não seja racional!

Tudo o que me acontece, mais qu'eu não entenda,
É para qu'eu, se mal faço, disso tenha emenda!
Se o mal não faço, mas mal tenho., isso é para bem!
De mim próprio tenho essa glória também!

Afinal todas as coisas, que me vêm me fortalecem!
Dão-me conhecimento experiência, neste mundo,
E fazem com qu' eu seja, menos imundo...

Pois , a meu ser do bem, enriquecem,
Como um vaso, por o oleiro formado.
Até que seja por ele criado!
29

Sede

Oh vós, os que sede tendes!
Vinde às águas!...
E os que dinheiro, não tendes!
Vinde às águas!...


Vinde e comprai e tomai!
De graça, achai!...
E comei sem dinheiro!
O bom e o que é caseiro!


Vinde! Não gasteis mal,
O dinheiro! Vosso! Sim!
Pois é de Deus, também afinal!...


Vinde a ele às águas!
E bebei e comei mel, sem fim…
Vinde e lavai vossas mágoas,
30

Em Vão


Em vão são os impérios dos tempos.
Em vão o sangue, dos imperadores,
Que morreram, pelos seus pecados.
Foram eles os Césares, pecadores,

Que fizeram muitos terrores...
Na história da humanidade.
Vaidades foram estes senhores,
Que aos povos, tiraram, a liberdade.

Mas eu ungi o meu rei...
Sobre o monte de Sião.
Ele está vivo, mais que a lei.

Venceu a morte no tempo.
Que não foi em vão. ..
E reinará para sempre...!
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Edom

Quem é este que está vindo de Edom,
De Hora vem de vestes tintas com...
Este com força e grandeza forte...
Ele que fala com verdade e vem do norte.

Ele vem para ser juiz do mundo.
Pois antes foi seu salvador...
Porque são vermelhas as roupas e tudo?
Porque eu sou o Grande senhor!

Eu sozinho pisei o lagar de vinho.
Das nações, ninguém esteve comigo.
Que me fosse como amigo!

Por isso eu estou sozinho...
Nesta grande acção de julgar
O mundo, a quem antes dei o amar!
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Bem


Eis oh povo, mundo e poetas de arte!
Sabei uma verdade eterna!
Meu nome é Helder Duarte!...
Meu nome é imundo e aquele que erra!


Mas oh povo e Portugal!
Oh pinhais de Leiria!...
E reino de Bal,
E terras do rei, Faria!

Sabe tu existência, que eu vivo eternamente.
Não há morte em mim!...
Nem nada de mal, concretamente.

Porque, havendo em mim, o mal,
A fé no bem e meu amar, enfim.
A vida me traz afinal!...
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Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.