Lista de Poemas
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Galo: ver: de Juan Miró:
"A Quinta" "A Mesa com Luva"
"A Mesa (Natureza Morta com Coelho)"
De João Cabral: "Tecendo a Manhã"
Butterfly: how beautiful it is
Her little body girl
Só a chamava de Borboletinha
Ela dava beijos de borboleta
Seus seios pequenos túmidos
Durinhos que acariciava e mordia
Guardam uma tatuagem de borboleta
Ela enganchava na cintura
Esfregando o clitóris na pica dura
A bunda aberta exposta às carícias
Here and there. "As vezes um lápis"
Freud: "é apenas um lápis"
Entre lapsos e pulsão de teclar
Hiperlynks de algorítimo quântico
Exortam o tempo a pulsar
Mas tudo bem :-)
No problem na mente
Na mente: stop: top top lari lari lara
Acessa caleidoscópios
Navega refrigérios
Tênue teia de fios de sol:
Aurora dos dedos de rosa
Ver também: a lua
O Amor Segundo Alberto Goldin com Girassóis
O amor é uma gangorra
Que só é feliz
Quando alterna suas posições
Sol que aquece a pele
E provoca arrepios
Caleidoscópio de girassóis
Que ao voltarem para nós as suas pétalas
Nos inspiram a sentir e simpatizar
Com os afetos e interesses de outrem
Amar e ser amado
É estar no alto e descer
Para permitir que ambos sintam
Que existem para o outro
As pétalas amarelas simbolizam
Respeito aos limites das outras pessoas
E a intenção de não presumir os desejos
E opiniões alheias
Tentando interferir em suas decisões
Amar é um ato generoso
Uma forma de dar beleza
E sentido ao outro
E quando é recíproco
Toda doação de beleza
E sentido retornam em dobro
Cachoeira do Sereno 2
Uma revoada de garças
Assusta o Gigante Adormecido
O ribeirão Monte
Desanda nas Torres
Araras e tucanos
Colorem bem-te-vis
Apolo no carro do sol
Esmaece no horizonte
Jaci desponta no céu oceano
Mãe d'Água alumia buritis
E a cachoeira do Sereno
Corre mansamente
(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)
Cachoeira do Sereno 1
O sol se põe do outro lado
Da cachoeira do Sereno
No curso do ribeirão Monte
No dossel da vereda
Amena de buritis
Uma arara e um tucano
Cruzam o céu oceano
Lado a lado. Um novo ocaso
A música das esferas
Mãe d'Água bem-ti-vis
Apolo no carro do sol. Sol
Sol sol que do outro lado
Da cachoeira do Sereno
Se põe. E logo ali
O córrego d'Anta
Deságua no pequi
(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)
Colagens de O Amor nos Tempos do Cólera
Nem tivera a curiosidade
Nos últimos anos
De ir até à enseada de Manzanillo
Onde amerissavam os hidroaviões
Depois que as lanchas de guarda
Enxotavam as canoas de pescadores
E os botes de recreio
Cada vez mais numerosos
Olhou pelas janelas o círculo completo
Do quadrante da rosa náutica
É a vida mais que a morte
A que não tem limites pensou
Seu domínio invencível
Seu amor impávido
Idílio no Chapadão do Céu
Mulher gentil para amar
Não vejo o tempo passar
No restaurante da Dona Fia
Rapariga delicada para comer
Não vejo o tempo correr
De tarde passeamos pelas ruas
De mãos dadas seguindo a lua
Sequer vejo anoitecer
Bebemos êxtases e sidra
Mulher adormecida
Abro a janela
Para que entre a brisa
E eu veja o sol nascer
(em, Sinfonia do Cerrado)
Ao Mesmo Tempo
Ananás perolados
Louçam a cantoneira
Verde óleo de madeira
E dourão a folhinha
Fixa na parede da cozinha
Da casa da minha avó
A bailarina argentina
O toureiro espanhol
Os dias precipitando da parede
Se esparramando no chão
Uns após os outros idênticos
Varridos por minha avó
Entre farelos de pão
O Tíaso de Dioniso
Animais selvagens
Puxam o carro de Baco*
Quando passa a sua caravana
A era brota
E cachos de uva florescem
Ao toque do seu tirso no chão
As mulheres saem de casa
Vão para as montanhas
Celebrar o deus do vinho
Mênades dançam em frenesi
Uma dança frenética hipinotizante
Lançam a cabeça para trás
Gritando como animais selvagens
Possuídas pelo deus Brômio
No compasso da música ritmica
Se entregam à experiência divina
Junto à Sileno e às Ninfas
Faunos Sátiros e Centauros
Eros e Pã
* ALLAN. (2 de julho de 2021). Dionisíaco - Amor e Liberdade. Fonte: blogspot.com: www.dionisiaco-... Leia mais em https://scriv.com.br/menestrel/-1892899534
Canção do Vento e do Mar
O vento rege a música do mar
Vento vento vento
Vai dizer pra ela
Que o meu amor não acabou
Que o fogo que queima e arde
Em segredo não apagou
Antes ao contrário
Este vento beira-mar
Apenas o avivou
Respirar
Poesia em homenagem ao retorno dos Astronautas da Nasa Suni Williams e Butch Wilmore, que chegaram à Terra, a bordo de uma cápsula SpaceX, às 18h57, do dia 18 de março de 2025, após 9 meses no espaço.
O poema é divido em 3 seções, independentes entre si, mas que tem em comum o tema da respiração.
Cada seção se passa em tempo e local diferentes: numa cabana, em meio ao Cerrado virgem descampado; na Estação Espacial Internacional - ISS, após os 2 astronautas ficarem sabendo, pela segunda vez, de novo adiamento do retorno; e na última seção há o encontro de um casal de amantes em um quarto de motel.
Respirar
Ar ar ar puro ar
Das matas de galeria
Ao longo do ribeirão
Junto à cabana
Aonde vimos ter
Porque respirar
Trieiros me percorrem
De cerrado virgem descampado
Campos limpos chapadões
Veredas me inundam
De palmeiras buritis cujo leque
Uma revoada de garças ilustra
Sublime ar
Ar ar puro ar
Da estação espacial
A onde vimos ter
Porque respirar
Longe dos homens
Longe de voltar
O universo me inunda de estrelas
E as nebulosas me fazem chorar
O mais difícil era encontrarem-se a sós
Quando podiam então dedicar
Todo o tempo ao amor
O ar ficava mais úmido
Certos perfumes a girar
Ai respirar perto da boca
Respirar beijando na atmosfera de luar
Que irradia do quadro
Na parede do quarto
Respirar respirar
(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)
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