Heldmar Menezes

Heldmar Menezes

n. 1965 BR BR

n. 1965-12-20, Goiânia

Perfil
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Galo: ver: de Juan Miró:

       "A Quinta" "A Mesa com Luva"
       "A Mesa (Natureza Morta com Coelho)"
       De João Cabral: "Tecendo a Manhã"

Butterfly: how beautiful it is
Her little body girl
Só a chamava de Borboletinha

       Ela dava beijos de borboleta       
       Seus seios pequenos túmidos
       Durinhos que acariciava e mordia

Guardam uma tatuagem de borboleta
Ela enganchava na cintura
Esfregando o clitóris na pica dura

       A bunda aberta exposta às carícias
       Here and there. "As vezes um lápis"
       Freud: "é apenas um lápis"

Entre lapsos e pulsão de teclar
Hiperlynks de algorítimo quântico
Exortam o tempo a pulsar

       Mas tudo bem :-)
       No problem na mente
       Na mente: stop: top top lari lari lara

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Tênue teia de fios de sol:

       Aurora dos dedos de rosa
Ver também: a lua

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Poemas

2

Respirar

Poesia em homenagem ao retorno dos Astronautas da Nasa Suni Williams e Butch Wilmore, que chegaram à Terra, a bordo de uma cápsula SpaceX, às 18h57, do dia 18 de março de 2025, após 9 meses no espaço. 

O poema é divido em 3 seções, independentes entre si, mas que tem em comum o tema da respiração. 

Cada seção se passa em tempo e local diferentes: numa cabana, em meio ao Cerrado virgem descampado; na Estação Espacial Internacional - ISS, após os 2 astronautas ficarem sabendo, pela segunda vez, de novo adiamento do retorno; e na última seção há o encontro de um casal de amantes em um quarto de motel.

Respirar

Ar ar ar puro ar
Das matas de galeria
Ao longo do ribeirão

Junto à cabana
Aonde vimos ter
Porque respirar

Trieiros me percorrem
De cerrado virgem descampado
Campos limpos chapadões

Veredas me inundam
De palmeiras buritis cujo leque
Uma revoada de garças ilustra

Sublime ar

Ar ar puro ar
Da estação espacial
A onde vimos ter

Porque respirar
Longe dos homens
Longe de voltar

O universo me inunda de estrelas
E as nebulosas me fazem chorar

O mais difícil era encontrarem-se a sós
Quando podiam então dedicar
Todo o tempo ao amor

O ar ficava mais úmido
Certos perfumes a girar
Ai respirar perto da boca

Respirar beijando na atmosfera de luar
Que irradia do quadro
Na parede do quarto

Respirar respirar

(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)

188

Eros & Psiqué

Devido ao amor
Perdi o equilíbrio bailando

Na crista das ondas
E após inúmeras voltas

Indefinidas girando no ar
Me tornei um tanto sóbrio

Por amor eu matei
De amor eu morri

Com o amor
Me achei

No amor
Me perdi

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