Heldmar Menezes

Heldmar Menezes

n. 1965 BR BR

n. 1965-12-20, Goiânia

Perfil
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Galo: ver: de Juan Miró:

       "A Quinta" "A Mesa com Luva"
       "A Mesa (Natureza Morta com Coelho)"
       De João Cabral: "Tecendo a Manhã"

Butterfly: how beautiful it is
Her little body girl
Só a chamava de Borboletinha

       Ela dava beijos de borboleta       
       Seus seios pequenos túmidos
       Durinhos que acariciava e mordia

Guardam uma tatuagem de borboleta
Ela enganchava na cintura
Esfregando o clitóris na pica dura

       A bunda aberta exposta às carícias
       Here and there. "As vezes um lápis"
       Freud: "é apenas um lápis"

Entre lapsos e pulsão de teclar
Hiperlynks de algorítimo quântico
Exortam o tempo a pulsar

       Mas tudo bem :-)
       No problem na mente
       Na mente: stop: top top lari lari lara

Acessa caleidoscópios
Navega refrigérios
Tênue teia de fios de sol:

       Aurora dos dedos de rosa
Ver também: a lua

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Poemas

6

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Galo: ver: de Juan Miró:

       "A Quinta" "A Mesa com Luva"
       "A Mesa (Natureza Morta com Coelho)"
       De João Cabral: "Tecendo a Manhã"

Butterfly: how beautiful it is
Her little body girl
Só a chamava de Borboletinha

       Ela dava beijos de borboleta       
       Seus seios pequenos túmidos
       Durinhos que acariciava e mordia

Guardam uma tatuagem de borboleta
Ela enganchava na cintura
Esfregando o clitóris na pica dura

       A bunda aberta exposta às carícias
       Here and there. "As vezes um lápis"
       Freud: "é apenas um lápis"

Entre lapsos e pulsão de teclar
Hiperlynks de algorítimo quântico
Exortam o tempo a pulsar

       Mas tudo bem :-)
       No problem na mente
       Na mente: stop: top top lari lari lara

Acessa caleidoscópios
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Tênue teia de fios de sol:

       Aurora dos dedos de rosa
Ver também: a lua

337

Colagens de O Amor nos Tempos do Cólera

Nem tivera a curiosidade
Nos últimos anos

De ir até à enseada de Manzanillo
Onde amerissavam os hidroaviões

Depois que as lanchas de guarda
Enxotavam as canoas de pescadores

E os botes de recreio
Cada vez mais numerosos

Olhou pelas janelas o círculo completo
Do quadrante da rosa náutica

É a vida mais que a morte
A que não tem limites pensou

Seu domínio invencível
Seu amor impávido

319

O Amor Segundo Alberto Goldin com Girassóis

O amor é uma gangorra
Que só é feliz
Quando alterna suas posições

Sol que aquece a pele
E provoca arrepios
Caleidoscópio de girassóis

Que ao voltarem para nós as suas pétalas
Nos inspiram a sentir e simpatizar
Com os afetos e interesses de outrem

Amar e ser amado
É estar no alto e descer
Para permitir que ambos sintam

Que existem para o outro
As pétalas amarelas simbolizam
Respeito aos limites das outras pessoas

E a intenção de não presumir os desejos
E opiniões alheias
Tentando interferir em suas decisões

Amar é um ato generoso
Uma forma de dar beleza
E sentido ao outro

E quando é recíproco
Toda doação de beleza
E sentido retornam em dobro

326

Cachoeira do Sereno 1

O sol se põe do outro lado
Da cachoeira do Sereno
No curso do ribeirão Monte

No dossel da vereda
Amena de buritis
Uma arara e um tucano

Cruzam o céu oceano
Lado a lado. Um novo ocaso
A música das esferas

Mãe d'Água bem-ti-vis
Apolo no carro do sol. Sol
Sol sol que do outro lado

Da cachoeira do Sereno
Se põe. E logo ali
O córrego d'Anta

Deságua no pequi

(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)

341

Idílio no Chapadão do Céu

Com você ao meu lado
Mulher gentil para amar
Não vejo o tempo passar

No restaurante da Dona Fia
Rapariga delicada para comer
Não vejo o tempo correr

De tarde passeamos pelas ruas
De mãos dadas seguindo a lua
Sequer vejo anoitecer

Bebemos êxtases e sidra
Mulher adormecida

Abro a janela
Para que entre a brisa
E eu veja o sol nascer


(em, Sinfonia do Cerrado)
307

Cachoeira do Sereno 2

Uma revoada de garças
Assusta o Gigante Adormecido

O ribeirão Monte
Desanda nas Torres

Araras e tucanos
Colorem bem-te-vis

Apolo no carro do sol
Esmaece no horizonte

Jaci desponta no céu oceano
Mãe d'Água alumia buritis

E a cachoeira do Sereno
Corre mansamente

(da série Sinfonia do Cerrado, no livro Perto Dois)

363

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