Henrique Rodrigues Soares

Henrique Rodrigues Soares

n. 1975 BR BR

Poeta e contista com os livros de poesias "Lendo e Escrevendo" publicado em 2019, e "Nossa Poesia de Cada Dia" em 2021, todos pela Editora Litere-se.

n. 1975-02-22, Rio de Janeiro RJ

Perfil
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A História da Sociedade

O ser humano
na sua primitiva essência
andava sem rumo
solitário e nômade.
Teve uma idéia!
Criou uma cidade
e procurou viver com seu semelhante.

E assim se criou
a inveja, e a ganância,
o dinheiro, o ódio,
as armas, a pólvora,
o medo e a guerra.



Sociedade dos Eremitas - Lendo Escrevendo - Editora Litere-se 2019.
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Biografia

Poemas

20

A História da Sociedade

O ser humano
na sua primitiva essência
andava sem rumo
solitário e nômade.
Teve uma idéia!
Criou uma cidade
e procurou viver com seu semelhante.

E assim se criou
a inveja, e a ganância,
o dinheiro, o ódio,
as armas, a pólvora,
o medo e a guerra.



Sociedade dos Eremitas - Lendo Escrevendo - Editora Litere-se 2019.
361

A Cura

Minha alma etérea, triste, sombria
como a noite estelar que me inunda
que o silêncio é tanto que perturba
virgem do sorriso e da alegria.

Nenhum dinheiro no mundo compraria
o brilho dos meus olhos neste instante
nenhum ouro, petróleo ou diamante
nem flores, outros amores, nem magia.

Apenas tu, com esta pele em calor
exalando sentimento em fragrância
curando assim, este maldito tumor
que me atormenta desde a infância.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo - Editora Litere-se 2019.
307

Palavras

A paz falsa encoberta por palavras
palavras que apaziguam, dignificam,
aquelas que lavam e purificam.
palavras que ficam e tu me encravas
escondidas, encarnadas, camufladas;
brandas, suaves, pesadas e macabras.
Sou um livro, um pergaminho
palavras nutrem minha alma
me dão esperança e calma
para voltar ao meu caminho
rumos negros como mim mesmo
só sei ferir-me próprio, a esmo.

Palavras nascem num riacho
rumarei onde forem elas
se por avenidas ou vielas
se em alto-mar ou em regato
andarei mais, andarei em terra
gritarei como bicho que berra.
Não me abra como a qualquer livro
sou encanto do mórbido... Distante
não me queiras por mínimo instante
pois em fazer o mal, não me privo
não acredito em palavras... Escrevo
tudo que com meu tato percebo.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo - Editora Litere-se 2019.
302

Semente Embrionária

Minha mãe terra, meu pai agricultor
Arando com palavras belas e afáveis
o solo fértil
para receber as sementes

Semente embrionária
ali germinara
Em choro minha mãe me viu nascer
abrindo as portas do céu e do inferno para mim
Me dando calor no inverno
me guardando das dores geladas do mundo

Recebi dúvidas e incertezas como companhia
Andei, andei, andei...
e procurei, procurei, procurei...
por este mundo outro ser como eu
Então, te encontrei
Alguém melancólico como a mim
Teu ódio parecia ser meu

Então você me roubou
neste mundo inseguro
Do meu coração
o sentimento mais puro
O sentimento que nasce, germina
e amadurece até cair de maduro.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
328

Pré-história

Meu pai e minha mãe se olharam
um de uma esquina e outro de outra
se conheceram, namoraram, casaram,
sorriram, brincaram e se amaram
e daí, nove meses depois eu nasci.

Então veio os natais
e a escrita.
E assim começou minha história.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
342

Infância

Já pequenas plantas... Elas cresciam
procurando seu lugar no mundo
falta de certeza do que faziam
brincando estes seres fecundos.

Do mal ou do bem, mas sem querência
pedras esperando serem lapidadas
algumas brutas e deformadas
em sua infinita inocência.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
320

O Embrião

Nascemos embriões vigorosos
sete a nove meses guardados
para que nossa carne, nossos ossos
possam viver enfim... Separados

Do seio materno que nos preparou
e a quebrar o cordão que nos prendia
num despertar quase que lento chorou
a semente mostrou sua magia.



Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
424

Poema Sujo

Não escreverei palavras belas ou afáveis.
Não cantarei a alegria, o romantismo,
nem as mulheres.
Cantarei, sim!
O som triste da solidão
os negócios escusos
os sentimentos confusos
a feiúra e o ódio que exorcizam meus olhos

Não ficarei calado
é necessário continuar,
então escreverei... escreverei... palavras terríveis e absurdas
escreverei dores, derrotas e egoísmo.
Sintam nas suas narinas
as impurezas do meu coração.
Sinta nas suas narinas
o mau cheiro destas palavras.

Não há beleza na realidade.
Não há amor na realidade.
O não existir é perfeito
as flores são perfeitas
e o homem uma mentira mal contada.

Nossos olhos enganados sobrevivem
do vaivém dos disfarces
que circulam entre nós
com toda sorte de maquiagem.


Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
315

Estado Terminal

Lembrança de vida imaculada
sem vícios, precisa,
guardada na espera
do amor que não veio

Este meu coração submisso
esperou por teus olhos
por décadas de solidão

O mundo me deixou cair
em soluços e deserto
E me levantei como sol no inverno
apenas por obrigação
Aonde você está?
que não te vejo
Sinto agora o tempo perdido
com palavras suaves

Sinto a vaidade sagrada
que cultivei
Os casulos ranzinzas
que morei

Me deixei
no cálice do esquecimento
que caiu
e se quebrou.


Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
321

Sonhando Acordado

Dormir... Dos sonhos é a fonte
que não pára de jorrar
e do cansaço é a ponte
para quem quer descansar.
Quem vive de sonhos... Loucura
se torna a explicação
dinheiro, riquezas, fartura,
castelos de ilusão.

Acordar... Torna-se amargura
para quem na vida tem que lutar
a vida real torna-se dura
quem na vida não pode sonhar,
A muitos que sonham passado
pois não pode se libertar
deste pesadelo fardado
que os conseguiu escravizar.


Sociedade dos Eremitas - Lendo e Escrevendo, 2019. Editora Litere-se.
329

Comentários (1)

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fernandoarroz

hmmmm caféiznho bom esse em