Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
22 388 Visualizações

PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

123

ÚNICA

Eu o tempo todo única
Passos livres e afoitos frente ao destino
Pele fresca e afiada com a vida
Decorando com bordados e linhas
Uma estrada imaginária
Cheia de flores e margaridas!!!
No decorrer desse universo...
Rosas e cravos
Colhi...
E amadureci.
Tratando a maturidade com leveza
Escrevo esse pergaminho
E sigo poeta
Porque poeta não desanima
Poeta que é poeta
Caminha!!
27

ILHA

Maravilhosa ilha
Esplendor turístico
Azulejos reluzentes
Litoral guardado
E lua que acende
No coração do ludovicense
A magia do encontro
Do carisma arretado
Na sombra
Na calçada
Na água de coco
Do encontro
Que encanta
Janelas coloridas
Espiam o cidadão
Espreitam as diversidades
Do povo livre e sereno
De São Luís do Maranhão
25

PERSONA

Da fraqueza que se tem
Todos os dias
Sofisticadas máscaras
São delineadas
Ao acaso
Para entreter ou emoldurar
Cortinas solitárias, amargas
De um ser social
Carente de curtidas virtuais
30

UM NOVO AMANHECER

É um ano que chega
É a esperança batendo a nossa porta
Desejos serenos de paz e sabedoria
Para lhe dar com os imprevistos
E as inseguranças
Humanas
Não esquecendo
Que nós fazemos a diferença em nossas vidas.
A cada amanhecer
Sorria
Se encante com a natureza
Ore
Reze
Seja solidário
E não deixe de se amar
No espelho alguém sedente de amor
Te espera
Para que cada abraço transmita
Ao outro, como a si mesmo.
Saúde e paz
E contentamento
30

FLORESTA VIVA

Queria determinar minha ausência
Na limpidez de um rio
E desaguar por entre veredas
No coração da floresta
Lívida
Pura
Destemida e válida

29

MACHISMO

Modelo efêmero de vida
Causada por uma sociedade patriarcal e arcaica
Que valoriza o homem
Como ser produtivo
Aquém do que pode ser
Constituído pelos pais perversos
Que foram ensinados
Que para ser homem
Teria que destituir de si mesmo
Delicadeza
Emoção
E caracterizava uma violência psicológica
Danos tão cruéis
E sistemas capitais tão perversos
Entre ser ele mesmo ou ser “poderoso”
Nessa trama social
Poucos sobrevivem ilesos
28

MALES

Bons modelos de bondade encontramos
Mas gente do bem do que do mal
Entretanto a mídia que vende
Só interessa os maus
Pois é da natureza humana 
A sagacidade aos males
Contribuindo para o alivio da alma
Que busca na natureza do outro
A sua própria essência, inconsciente!
29

PERGAMINHO

No caminho a trilhar
Dúvidas no ar
Caminho percorrido e orientado
Nos faz ver além de sonhos, encontros!
Mas do que experiência
Pergaminho!
Sequelas são laços
Laços com o destino
Futuro além e aquém
Do que seremos
28

FEMINISMO

Movimento de extrema necessidade
Reforma validada tardiamente 
Mas calcada por dores antigas
Tão percebidas no limiar da tristeza
De que sendo mulher já não teria 
Espaço
Dores em consequência solidificada
Petrificada
Que precisam ser quebradas
Exterminadas
E reconhecidas
Que a mulher é dela ou para ela mesma
E merece colocar sua marca no mundo
Da maneira que ela desejar
Sentindo liberdade de ir e vir
Sem algemas
E sem culpabilidade atribuída
De um mundo incoerente 
E frágil
Que personifica atores
Próprios de gênero
Indefesos na sua estruturação
Que só ganhariam nessa mudança 
Mas que por pouca inteligência emocional
Detém do que foi imposto
Sem perguntar a si mesmo
Qual a minha responsabilidade nesta luta?
O que posso fazer para contribuir?
Como podemos evoluir nessa caminhada
Afinal, ganharíamos todos!
79

RESPOSTA

Sobre escrever poemas
E ter como resposta públicos
Que leem e descrevem
A identidade sua
Através da minha
Me dá um potencial de motivação
Para escrever
E expor um pouco da vida
Que busca no outro uma identificação
Rotineira
Metaforicamente aliada a um 
Contexto personalizado
Que solta a um universo
Amplo, mas dicotômico
Do ser construído intimamente
Nas massas
Na sociedade
E depois em cada um
Que se atreve
A partilhar
E descobri no outro
Um pouco de si mesmo!
36

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.