Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

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RAPOSA-MA

Na cidade há movimentos
Que nos roubam o acaso
Da cidadezinha pitoresca
Cidade dentro de outra cidade
Ali há rumores de uma vida
Pacata
Sossegada
E com o olhar acostumado
De quem vive o dia a dia
Da grande cidade
Um barquinho a ancorar
Refaz o encantamento
Guardado
255

RECIPROCIDADE

Não há brilho nos olhos
Se não houver amanhã
Não há doçura no olhar
Se não houver entrega
Não há candura no tocar
Se não houver amor
Não haverá beleza, sem dedicação
Nunca haverá presença, sem reciprocidade
Nunca e jamais!
Conteúdo vivo
Dentro de nós
Absoluto
Refúgio
Quimera.... Mera...
193

VELEJAR

O velejar é opcional
Ao marinheiro o mar
Espera, porto, navega
E volta sempre que precisa
A âncora deixar
Para depois partir com precisão
De um coração
A desejar
376

DOCE LEMBRANÇA

Crianças são exemplos
De ternura e aconchego
Doce encantar
Recreio incessante
De saber
Doce esperança
Sonhos repletos
De amor e desejos de um futuro
Regados na lembrança


 
331

REALIDADE

Eu me comprometo a ser fiel

Nestes dias de compromisso contigo

E me comprometo a te entender

Em momentos tão reais

E ainda assim me comprometo

A ser tua inteiramente

Mesmo quando eu sei

Que é um sonho

Me comprometo agir com entusiasmo

Quando os dias parecerem duros o suficiente

Para não sufocar

E sentir que nesse comprometer

O romance resiste a rotina dos dias

Deixo aqui em letras, em poesia

Eu conto

Meu amor

De compromisso

Para que não esqueças que no compromisso

Mora toda paixão

Todo amor

Toda verdade

 

 

 

 

11

MINHA MÃE

Eu via aquela mulher sempre na máquina costurando e sonhando

Quem faz um ofício repetidas vezes

Às vezes dá tempo de sonhar trabalhando nele

Ela sonhava cantando

Ela sonhava separando os tecidos

Ela sonhava com as revistas nas mãos

E sonhava com o corte da roupa no molde

Ela sonhava perdão

Minha mãe tinha perdido um filho

Um filho havia perdido uma mãe

Esse laço que foi construído

Só a arte transcende a dor

E justifica na lida

A busca do amor

 

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PREVILÉGIO

Na sabedoria do que se é
Nasce toda morada
Conhecimento liberta
E ignorância amordaça
Na civil permanência do eu ausente
Perde-se a oportunidade do crescimento
Extermina os privilégios e direciona ao vazio moldado por uma sociedade injusta 
E desumana
Educação é o maior bem
Pois alimenta com escolha
O que se quer SER!!!
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ILHA

Maravilhosa ilha
Esplendor turístico
Azulejos reluzentes
Litoral guardado
E lua que acende
No coração do ludovicense
A magia do encontro
Do carisma arretado
Na sombra
Na calçada
Na água de coco
Do encontro
Que encanta
Janelas coloridas
Espiam o cidadão
Espreitam as diversidades
Do povo livre e sereno
De São Luís do Maranhão
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PERGAMINHO

No caminho a trilhar
Dúvidas no ar
Caminho percorrido e orientado
Nos faz ver além de sonhos, encontros!
Mas do que experiência
Pergaminho!
Sequelas são laços
Laços com o destino
Futuro além e aquém
Do que seremos
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RETÓRICA

A chuva que cai
Que lava
Que leva
Que acende a vontade de se encontrar
De afagar
De ver
Chuva fina
Chuva catástrofe
Chuva, só chuva
Aquela que molha
E faz resgatar
O tímido olhar
Os amantes
O calor
A comida quentinha
O agasalho
A infância
O leite quente
O amor
A solidão
A telha barulhenta
Mas capaz
De incorporar a leveza ou dureza que ela tem.
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