Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

121

ENTREGA

Um pássaro a voar
Ventos distantes
Momentos de uma entrega
Suavizante
E desse canto a desejar
Momento de único prazer
Em um instante
307

PEDRA

Sou tua na minha entrega, és meu na tua entrega
E quando estamos juntos
Somos fortaleza campestre
Paraíso tão nosso
Canto, poesia e encontro
E a vida tão alerta
Nos chama a realidade...
Mas vamos com muita calma
Pois nos conhecemos e lutamos
Por esse amor
Que é nosso e feito na PEDRA
205

IRMÃOS

São sete vezes sete...
e um que mora no infinito
Mãe e pai a rimar 
A teia do bonito
E se fosse preciso contar
Lembraríamos do lirismo
Ai que dádiva é nascer
Em um canto de poesia
Por que cada penar, tem o doce pensar, com leveza e altruísmo
Mas se os sete estão juntos
Tudo é paz e aconchego
No puerismo
235

DEUS

Canto de um pássaro
Mar sereno
Montanhas verdejantes
Pôr do sol
Barcos no cais
Pedrinhas jogadas ao mar
Um jardim
Jujubas
Borboletas coloridas
Brincadeiras com a neve
Chuva
Beijos no portão
Amor
Alegria
Música e amigos
Pai, Mãe, Irmãos e  a satisfação de quem é real e não implora NADA por isso!
353

ACONCHEGO

Uma varanda, uma rede
Um fim de semana alheio
Colheitas, rimas soltas e devaneios
Destoando o tempo tão meu
Uma varanda, um verde
Aconchego de um tempo
Uma brisa, um meio
Do encontro que tu me deu
(dos dias que tu, meu esposo me deu, depois que perdi meus pais)
321

BRISA DA MANHÃ

Na brisa da manhã
Te vejo e sinto
O adorno de quem ama
Sozinho estou
Contratempos de um tempo
Solto no tempo
Que não é meu, nem teu
Mero caminhar de luzes
Sobrados, caminhos, enlaces
O que sou se não sobra?!
O que sobra do que sou?!
Figura, passado e o teu abraço...
Cheiro de orvalho, na brisa da manhã...
Manhã deslocada, sem vida, sem ar...
335

INFÂNCIA

Um barco a velejar
Um arco-íris cortante
Ventos de polpa no ar
De um canto da infância
Me construo e reconstruo
Nado através da esperança
E volto para te buscar
Sem alianças!
272

TOM

Um tom para desopilar
Todo o regresso cantar
Um entoar
Um decreto
Uma vida sem receio
Ousar
Poder
Falar
Para contudo frear ou ser
127

RAPOSA-MA

Na cidade há movimentos
Que nos roubam o acaso
Da cidadezinha pitoresca
Cidade dentro de outra cidade
Ali há rumores de uma vida
Pacata
Sossegada
E com o olhar acostumado
De quem vive o dia a dia
Da grande cidade
Um barquinho a ancorar
Refaz o encantamento
Guardado
249

SAUDADE

Quando olho para as tias
Vejo um pouco de ti, mãe
Vejo teus gestos nos delas
E percebo que irmãos
Nao dividem so convivência
Mas dividem uma parte imensa de si.
Nos olhares que permeiam a ilusão
Ali te encontras mais uma vez
Doçura e viver
Em um único momento
316

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