Um pássaro a voar Ventos distantes Momentos de uma entrega Suavizante E desse canto a desejar Momento de único prazer Em um instante
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PEDRA
Sou tua na minha entrega, és meu na tua entrega E quando estamos juntos Somos fortaleza campestre Paraíso tão nosso Canto, poesia e encontro E a vida tão alerta Nos chama a realidade... Mas vamos com muita calma Pois nos conhecemos e lutamos Por esse amor Que é nosso e feito na PEDRA
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IRMÃOS
São sete vezes sete... e um que mora no infinito Mãe e pai a rimar A teia do bonito E se fosse preciso contar Lembraríamos do lirismo Ai que dádiva é nascer Em um canto de poesia Por que cada penar, tem o doce pensar, com leveza e altruísmo Mas se os sete estão juntos Tudo é paz e aconchego No puerismo
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DEUS
Canto de um pássaro Mar sereno Montanhas verdejantes Pôr do sol Barcos no cais Pedrinhas jogadas ao mar Um jardim Jujubas Borboletas coloridas Brincadeiras com a neve Chuva Beijos no portão Amor Alegria Música e amigos Pai, Mãe, Irmãos e a satisfação de quem é real e não implora NADA por isso!
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ACONCHEGO
Uma varanda, uma rede Um fim de semana alheio Colheitas, rimas soltas e devaneios Destoando o tempo tão meu Uma varanda, um verde Aconchego de um tempo Uma brisa, um meio Do encontro que tu me deu (dos dias que tu, meu esposo me deu, depois que perdi meus pais)
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BRISA DA MANHÃ
Na brisa da manhã Te vejo e sinto O adorno de quem ama Sozinho estou Contratempos de um tempo Solto no tempo Que não é meu, nem teu Mero caminhar de luzes Sobrados, caminhos, enlaces O que sou se não sobra?! O que sobra do que sou?! Figura, passado e o teu abraço... Cheiro de orvalho, na brisa da manhã... Manhã deslocada, sem vida, sem ar...
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INFÂNCIA
Um barco a velejar Um arco-íris cortante Ventos de polpa no ar De um canto da infância Me construo e reconstruo Nado através da esperança E volto para te buscar Sem alianças!
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TOM
Um tom para desopilar Todo o regresso cantar Um entoar Um decreto Uma vida sem receio Ousar Poder Falar Para contudo frear ou ser
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RAPOSA-MA
Na cidade há movimentos Que nos roubam o acaso Da cidadezinha pitoresca Cidade dentro de outra cidade Ali há rumores de uma vida Pacata Sossegada E com o olhar acostumado De quem vive o dia a dia Da grande cidade Um barquinho a ancorar Refaz o encantamento Guardado
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SAUDADE
Quando olho para as tias Vejo um pouco de ti, mãe Vejo teus gestos nos delas E percebo que irmãos Nao dividem so convivência Mas dividem uma parte imensa de si. Nos olhares que permeiam a ilusão Ali te encontras mais uma vez Doçura e viver Em um único momento