Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

121

SABEDORIA

Na sofreguidão destes dias
Que a consciência fala e se distrai
Vejo a passeio insolente
Uma sombra de verdade
Irrelevante ao discurso
sereno de outrora
Assim me reporto a ausência
Já desconhecida do outro
Mesclar ou viver 
Irretocáveis bocas
Insolentes criaturas
do saber e porque
não dizer, PROFUNDO SER!
116

SER MÃE

Porque não existe Amor Maior
Porque nada se compara e nada o define
É ver para crer e sentir
É amor retido no útero
Que fecunda no escuro
É desabrochar
É doce orvalho
Recôndita nudez
Sobre a carne travada
É quase um desmaio
Vital
Do ser que se instalou na alma...
140

SERENIDADE

Hoje acordei distante,
serena e poetisa, mas 
do que isso, em sonho.
Quando me vejo a escrever
rosas de lotus, me desvendo
me entrego...
Entendo!
Calmarias e chamas
Chegando de toda a parte
Traçando caminhos
Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais.
Refrão e argumentos
De uma ideia solta e só minha
116

MEU DIA

Um canto de Poesia
Um trato de Alegria
Hoje é o meu dia
Compartilhado pelos muitos
que nasceram neste dia
Carinho e afago de beleza
Que erradia como o sol
Natural dos dias
E assim vai seguindo,
inebriando, aquecendo
e formando paladares
Sabores e essências
peculiares a um dia
Que reporta ao outro DIA
141

POESIA

O encanto da poesia encontra-se dentro de si
Na paz escondida da alma
E na aliança dos gestos
Poesia é pensar alto!
É voar sobre telhados abertos
E encantar com palavras
O sonho que não se sabe, ainda...
Mas mora dentro de si!
154

REVIVER

Eu já fui sobrado
Já fui soberbo
Meus azulejos vieram de Portugal
Berço do Saber
Eu era o símbolo de outrora
Mas que desvalio
Me encontro sozinho
Meus azulejos não tem valia?
Sou arquitetônico
Sou patrimônio
Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa
Sou desleixo
Sou passado
Sou um simbolo ocupado
por quem não sabe que amar é preservar
108

DESPERTAR

Esse período
Esse rosto
Esse frescor
Poesia no andar
Andorinhas no estômago
Ansiedade
Despertar
243

O BOLO DE ROLO

Goiaba na doçura
Sofisticada acidez açucarado
Rolo que endossa
Enrolando desejos
Sublime Recife que sabe o que faz
Nos faz reféns de uma distância
No paladar desejoso
De quem ousa voltar
Para se deliciar

 
162

PENSAR

Em um desatino pensar
Há inúmeras diferenças
Do que acordo, do que sonho
Sou eu mesma por aqui ou mais adiante
Sem ponderar, sem castrar
Sem duvidar da essência
Que me rouba os sentidos
Os ouvidos
Sempre a brotar
De um rimar, por vezes, estranho!
228

DISTRAÇÃO

Uma Visão Turva
Milhões de Sentimentos
Um Sentimento Apenas
De Pura Distração
313

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