Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.
Meu querido diamante Que em volta se desfaz Em um pensamento logínquo Que um diário traz Quem me dera traçar rimas Em torno, vitral
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SERENIDADE
Hoje acordei distante, serena e poetisa, mas do que isso, em sonho. Quando me vejo a escrever rosas de lotus, me desvendo me entrego... Entendo! Calmarias e chamas Chegando de toda a parte Traçando caminhos Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais. Refrão e argumentos De uma ideia solta e só minha
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SABEDORIA
Na sofreguidão destes dias Que a consciência fala e se distrai Vejo a passeio insolente Uma sombra de verdade Irrelevante ao discurso sereno de outrora Assim me reporto a ausência Já desconhecida do outro Mesclar ou viver Irretocáveis bocas Insolentes criaturas do saber e porque não dizer, PROFUNDO SER!
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ESCRITOS
De um tempo para cá Sou construção em reforma Me alimento do encantar Do escrever como canto E deleito sobre o penar De uma caneta Sem o peso do nada Da tempestade acolher Da mais fina temperança Dádivas, suavidade, trocas afins...
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POEMA
Um tom de poema sobre a mesa e a constante alegria do que ainda não vi... Retratos tirados de uma pintura da alma, são verso e reverso do ontem... E a poesia tão fluente se ausenta, se contrai ao temor do que nela nasce... Escrever é o meu remédio, minha surdez, minha nudez, minha, tão minha... E ao compartilhar , acrescento, me ausento! Partilho de ideias e segredos da alma, de cada um que ouve e traduz.
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TE RECONHEÇO
Te reconheço de algum lugar Em algum cheiro Perdido na lembrança E me perco sem poder me achar Sem me tomar Sem me guardar Sem te tocar Me perco
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DESPERTAR
Esse período Esse rosto Esse frescor Poesia no andar Andorinhas no estômago Ansiedade Despertar
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O BOLO DE ROLO
Goiaba na doçura Sofisticada acidez açucarado Rolo que endossa Enrolando desejos Sublime Recife que sabe o que faz Nos faz reféns de uma distância No paladar desejoso De quem ousa voltar Para se deliciar
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DISTRAÇÃO
Uma Visão Turva Milhões de Sentimentos Um Sentimento Apenas De Pura Distração
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PENSAR
Em um desatino pensar Há inúmeras diferenças Do que acordo, do que sonho Sou eu mesma por aqui ou mais adiante Sem ponderar, sem castrar Sem duvidar da essência Que me rouba os sentidos Os ouvidos Sempre a brotar De um rimar, por vezes, estranho!