Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

123

TE RECONHEÇO

Te reconheço de algum lugar
Em algum cheiro
Perdido na lembrança
E me perco sem poder me achar
Sem me tomar
Sem me guardar
Sem te tocar
Me perco
129

POESIA

O encanto da poesia encontra-se dentro de si
Na paz escondida da alma
E na aliança dos gestos
Poesia é pensar alto!
É voar sobre telhados abertos
E encantar com palavras
O sonho que não se sabe, ainda...
Mas mora dentro de si!
155

REVIVER

Eu já fui sobrado
Já fui soberbo
Meus azulejos vieram de Portugal
Berço do Saber
Eu era o símbolo de outrora
Mas que desvalio
Me encontro sozinho
Meus azulejos não tem valia?
Sou arquitetônico
Sou patrimônio
Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa
Sou desleixo
Sou passado
Sou um simbolo ocupado
por quem não sabe que amar é preservar
110

ESCRITOS

De um tempo para cá
Sou construção em reforma
Me alimento do encantar
Do escrever como canto
E deleito sobre o penar
De uma caneta
Sem o peso do nada
Da tempestade acolher
Da mais fina temperança
Dádivas, suavidade, trocas afins...
194

OPOSTOS

Universos distantes
Prontos
Estabelecidos
Acirrados do que erramos
Muitas vezes!
Vezes contidas
Num sereno!
168

MINHA

Eu queria tua boca
minha
na lingua solta
e te dizer bobagens, suaves
no contorno do ouvido,
que derrama até o... pescoço...
Tua mão, minha guia
Vai me mostrando a minha alegria
e sou tua como merengue
que dança até o ventre
Me arrumo, me ajeito
para o deleite
Frequente
155

TEUS BRAÇOS

No som do silêncio 
há muitas palavras
e uma corrida singela
para os teus braços
quem me dera companhia
empatia de novela
e tú me trazes amores
escondidos
fortalezas inquebráveis
Borboletas inebriadas
Tudo em uma razão
De ter, mas perde-se
nesse SILÊNCIO
143

VIRGEM

De um manto sagrado
Azul é a tela
Serena
De um ser que se faz presente
Em todo o momento
154

SER MÃE

Porque não existe Amor Maior
Porque nada se compara e nada o define
É ver para crer e sentir
É amor retido no útero
Que fecunda no escuro
É desabrochar
É doce orvalho
Recôndita nudez
Sobre a carne travada
É quase um desmaio
Vital
Do ser que se instalou na alma...
141

CAFÉ

Um café
Uma água
Um mistério
Um livro
Um brioche
Delícias de um café
Literário
Adocicado
Criam-se odores/Rumores
Amores
Doces
Em um café
189

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