Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

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LEITURA

Quando a linguagem liberta.
A leitura discerne.
O indivíduo interpreta.
O mundo habitado!
Dando liberdade de pensamento e fazendo do aprendizado
O retorno de si mesmo.
158

SER MÃE

Porque não existe Amor Maior
Porque nada se compara e nada o define
É ver para crer e sentir
É amor retido no útero
Que fecunda no escuro
É desabrochar
É doce orvalho
Recôndita nudez
Sobre a carne travada
É quase um desmaio
Vital
Do ser que se instalou na alma...
143

REVIVER

Eu já fui sobrado
Já fui soberbo
Meus azulejos vieram de Portugal
Berço do Saber
Eu era o símbolo de outrora
Mas que desvalio
Me encontro sozinho
Meus azulejos não tem valia?
Sou arquitetônico
Sou patrimônio
Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa
Sou desleixo
Sou passado
Sou um simbolo ocupado
por quem não sabe que amar é preservar
111

VIRGEM

De um manto sagrado
Azul é a tela
Serena
De um ser que se faz presente
Em todo o momento
156

AO LONGE

Olhando de longe
O grande contexto
Me adequo aquilo que não entendo
Rumores próprios da vida
E da desigualdade de olhares
Permeio o entendimento longínquo
Daquele olhar que aprende
Com as diferenças colhidas
Enxergando ali, aprendizado!
174

OPOSTOS

Universos distantes
Prontos
Estabelecidos
Acirrados do que erramos
Muitas vezes!
Vezes contidas
Num sereno!
169

CANÇÃO DA MELANCOLIA

Em uma canção te vi
E senti as campinas
Contemplei teu riso em um abraço
E a tristeza da saudade se fez enlace
Eras apoio merecedor dos meus dias
Era apogeu de uma alegria
Volto a te olhar?
E com essa saudade vou ficar?
Por toda vida?!
Pai, que dor que me deixas
Não fosse pelo acalanto dos teus dias, nos meus dias.
Perdoaria jamais essa realidades tão sofrida
Pega Deus o que me deste um dia
E usa como fantasia
Para o sonho de uma alegoria
Vai em paz, Sr. Aires!
Aqui cantamos as tuas historias
Para que se faça verdade
Na eternidade
(Para meu pai)
196

MORTE

Vidas ceifadas
Dores silenciosas
Enclausuradas!
Confinadas
Emolduradas pela força que resta
Dias sombrios
Notícias que se entranham
Desejo de não estar!
E pisam em linhas graves
O mundo chora
E os que ficam?!
Pesa sobre o ombro
A dor
A compaixão
A descrença
Do que: será que é real?!
Será mentira?!
Vão nos acordar?!
Peça por peça será gradativamente encaixada com peças faltantes e vazias!
De um quebra cabeça incompleto, gasto e dolorido

(em 29 de Março de 2020)
121

POESIA

O encanto da poesia encontra-se dentro de si
Na paz escondida da alma
E na aliança dos gestos
Poesia é pensar alto!
É voar sobre telhados abertos
E encantar com palavras
O sonho que não se sabe, ainda...
Mas mora dentro de si!
157

POETA

Poeta, doce cantiga
Rimando, rima ou não
Doce lembrança
Um coração
Letras soltando ao acaso
Trazendo a tona
Poesia
Gratidão
151

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