Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

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FOTOGRAFIA

EU AMO
A IMAGEM QUE SALTA
DA LENTE
E RETRATA
O IMAGINÁVEL PRESENTE
CONDUZINDO A AMÁVEL PRESENÇA
DO MOMENTO 
PASSADO
GUARDADO
AGORA
AUSENTE!
135

MÃE

E se doesse menos, a tua falta?
E se o cheiro do orvalho, ali encontrasse teu perfume?
Oh mãe!!!
Sendo eu, adulta ou criança
Falta sempre farás!
Mas na liberdade do meu pensamento
Ali estás
Assim
Quietinha
Como se eu pudesse
Congelar imagens
Gestos
E roubasse pequenas horas
De um tempo que me foi tirado
Assim
Sem pestanejar
E quando me vejo a recordar
Me empenho
Para que não seja sonho
Seja realidade viva em meu pensar.
138

INTEIRO

Jogue fora as incertezas
A cara amarrada
Se livre do que não integra
D e s o p i l e
Se não deu certo, siga!
Acredite
Acreditar é ter fé e fé é amor.
Não siga a moda dos outros
Use o seu instinto
Nele você se configura
Inteiro
E dono de si.
139

TERRA

Quando o mundo está ferido
E as almas caminham sem enlaces
Discriminações de ódio e guerra no ar
Resultam em caminhos perdidos
Negação do amor
Sonhos desapegados/estilhaçados
Mortes arremessadas
No cinza da bruma
No outono cinzento
Do inverno que não cessa
Frio e sobretudo, extenso
No corpo que fica, sobre a terra sangrenta
220

MAR DE SÃO LUÍS

Eu me identifico com esse Mar
Que algas Brincam de colorir
Ventos buscam os Namorados
Felizes ao Entardecer
De onde Nasci e me Entendi
E volto sempre para Seguir
No mundo dou voltas
Mas a chegada neste LUGAR
É porto Seguro
Que Vem ao meu encontro
Me cativar
138

INCLUSÃO

Se um dia eu amanhecesse
De alvorada e tenacidade
Para incluir e integrar
Um sonho antigo, grandioso
Amanheceria feliz
soube construir
Futuro/destemido e solidário
Na brisa sofrida
De quem já se habitou
A conjugar o verbo
Na perda/ausência/minoria
246

ESCOLA

Na ambivalência da escola
Rede, suscetível de autores
Toma-se excelência direcionada
O exemplo que se quer dar
Diferente da estatística
Publicada/anunciada
Pelas mídias sociais e aritméticas, éticas...
pontuada em tragédias educacionais que desejamos
MuDaR e ReMaNeJaR
Para índice/Mídia/Publicação
Desenho/Título/Caminho
Do que se quer de Educação
Para o País
Necessitado/Apartheid/Conceitual
225

LEITURA

Quando a linguagem liberta.
A leitura discerne.
O indivíduo interpreta.
O mundo habitado!
Dando liberdade de pensamento e fazendo do aprendizado
O retorno de si mesmo.
155

AMOR VERDADEIRO

Sonhei com um amor calmo
Um amor desencanado
Um amor de água cristalina
Amor verdadeiro
Um amor feito doce
Aconchego.
Desses que abraçam
O objeto
Mais que amado.
Um certo dia esbarrei, encontrei
No vazio me confortou
E de calma o meu mundo
Transformou

 
288

TUA

Quando o mar revolto te traz nas ondas.
Pergunto-me?
Do que seria o sol sem está sombra?
O que seria dos peixes sem alimentação rara?
Aquela natureza tímida já não existe...
O que nos resta é mata sobre mata.
Quando te vejo,
Caminho pelo inexistente e não sou eu.
Sou apenas o que se deriva ao mar...
Mar existente em uma memória já esquecida pela sofreguidão dos dias...
Corrida é o que se dirige e se pede que se complete, para que esta existência se repita com exatidão.
Eu que sozinha te procuro para que mais tarde não sejamos dois em um, no universo único.
Trago-te para o que chamamos de ninho da superficialidade que se adquire com esses dias.
Dias eternos de uma mágica caminhada.
Sou eternamente tua, diria com compaixão.
Compaixão de um nada que se revela com total parcialidade dos dias que não são eternos.
230

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