Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

121

NATUREZA

Se há um sol que brilha no mar
Existe a lua para iluminar a noite
Árvores para sombras e aconchego
Peixes para alimentar o pescador
Pássaros entoando o tocador
Nuvens para esperar chuvas de verão
Para tudo isso existe um trovador
E amor para rimar com poesia
De um poeta solitário e jamais visto
Sem fantasia
265

LIBERDADE

Liberte para ceder 
Viva para crescer
Rascunhos soltos
Antológicos loucos
Visceral carne
Poesia rústica
Ungindo
Decente carne
Do outro
288

ANJO

Tirada tão abruptamente
Sonolenta
Voo sem asas
Inquietante dor
Dos que se jogam nos braços do PAI
Do olhar humano, nada se entende!
Do olhar divino?!!
Recebe a criança, moça, indefesa, sem regras e nenhum temor.
Recebe para cuidar o que criou.
Com amor e doçura de quem é o verdadeiro PAI, que fica atento as mazelas humanas....
Fica a distância incalculável de quem amou e se dedicou.
Amor imensurável de mãe!!!!
Mas que na finitude do Céu encontrará seu abraço, no anjo que criou!
(para uma mãe, dolorida com a perda de uma filha)
376

PERSONA

Da fraqueza que se tem
Todos os dias
Sofisticadas máscaras
São delineadas
Ao acaso
Para entreter ou emoldurar
Cortinas solitárias, amargas
De um ser social
Carente de curtidas virtuais
122

FLORESTA VIVA

Queria determinar minha ausência
Na limpidez de um rio
E desaguar por entre veredas
No coração da floresta
Lívida
Pura
Destemida e válida
124

ÚNICA

Eu o tempo todo única
Passos livres e afoitos frente ao destino
Pele fresca e afiada com a vida
Decorando com bordados e linhas
Uma estrada imaginária
Cheia de flores e margaridas!!!
No decorrer desse universo...
Rosas e cravos
Colhi...
E amadureci.
Tratando a maturidade com leveza
Escrevo esse pergaminho
E sigo poeta
Porque poeta não desanima
Poeta que é poeta
Caminha!!
129

RETÓRICA

A chuva que cai
Que lava
Que leva
Que acende a vontade de se encontrar
De afagar
De ver
Chuva fina
Chuva catástrofe
Chuva, só chuva
Aquela que molha
E faz resgatar
O tímido olhar
Os amantes
O calor
A comida quentinha
O agasalho
A infância
O leite quente
O amor
A solidão
A telha barulhenta
Mas capaz
De incorporar a leveza ou dureza que ela tem.
105

ILHA

Maravilhosa ilha
Esplendor turístico
Azulejos reluzentes
Litoral guardado
E lua que acende
No coração do ludovicense
A magia do encontro
Do carisma arretado
Na sombra
Na calçada
Na água de coco
Do encontro
Que encanta
Janelas coloridas
Espiam o cidadão
Espreitam as diversidades
Do povo livre e sereno
De São Luís
120

PERGAMINHO

No caminho a trilhar
Dúvidas no ar
Caminho percorrido e orientado
Nos faz ver além de sonhos, encontros!
Mas do que experiência
Pergaminho!
Sequelas são laços
Laços com o destino
Futuro além e aquém
Do que seremos
112

OLHAR

Existe um olhar que traz alegria
O olhar de quem conhece a si mesmo
Aquele olhar cauteloso
Sóbrio
Doce
Olhar de quem percebe mas não se confunde
O confundir é opcional
Mas não deixa de ser real
265

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