Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

123

FÉ

Fé no caminhar
Amor para se doar
Mais cautela no falar
Imagem que fica
La no coração a latejar
Irmãos de alma
A vida a ensinar
Dois corações
Unidos pela razão
Caminhando em uma só direção
268

NATAL

Um momento mágico
De contemplação
De oração
De união
De encontro
De família
Por vezes encontro/desencontro
As vezes solidão/acompanhada
As vezes solidão na multidão
Mas NUNCA abandono dos que clamam
Porque existe um Deus
E Nele consiste toda a sabedoria humana
255

LAURA

Lua de véu
Amor sem tamanho
Única no universo
Rara e comedida
Adorável é o teu nome, meu amor!
234

OLHAR

Existe um olhar que traz alegria
O olhar de quem conhece a si mesmo
Aquele olhar cauteloso
Sóbrio
Doce
Olhar de quem percebe mas não se confunde
O confundir é opcional
Mas não deixa de ser real
267

BORBOLETA

Uma borboleta azul
De um tom bucólico
Centro vitral do Céu
Marcante espaço
Encanto particular
Renascer e voar
266

AMOR VERDADEIRO

Sonhei com um amor calmo
Um amor desencanado
Um amor de água cristalina
Amor verdadeiro
Um amor feito doce
Aconchego.
Desses que abraçam
O objeto
Mais que amado.
Um certo dia esbarrei, encontrei
No vazio me confortou
E de calma o meu mundo
Transformou

 
291

INCLUSÃO

Se um dia eu amanhecesse
De alvorada e tenacidade
Para incluir e integrar
Um sonho antigo, grandioso
Amanheceria feliz
soube construir
Futuro/destemido e solidário
Na brisa sofrida
De quem já se habitou
A conjugar o verbo
Na perda/ausência/minoria
249

ANDARILHO

Um momento atrelado ao mundo
Trilhas desfeitas no caminho
Sonhos distantes, pergaminho.
Sossego. armadura, andarilho.
Dos sonhos distantes que não sonhei ainda
271

TUA

Quando o mar revolto te traz nas ondas.
Pergunto-me?
Do que seria o sol sem está sombra?
O que seria dos peixes sem alimentação rara?
Aquela natureza tímida já não existe...
O que nos resta é mata sobre mata.
Quando te vejo,
Caminho pelo inexistente e não sou eu.
Sou apenas o que se deriva ao mar...
Mar existente em uma memória já esquecida pela sofreguidão dos dias...
Corrida é o que se dirige e se pede que se complete, para que esta existência se repita com exatidão.
Eu que sozinha te procuro para que mais tarde não sejamos dois em um, no universo único.
Trago-te para o que chamamos de ninho da superficialidade que se adquire com esses dias.
Dias eternos de uma mágica caminhada.
Sou eternamente tua, diria com compaixão.
Compaixão de um nada que se revela com total parcialidade dos dias que não são eternos.
233

ESCOLA

Na ambivalência da escola
Rede, suscetível de autores
Toma-se excelência direcionada
O exemplo que se quer dar
Diferente da estatística
Publicada/anunciada
Pelas mídias sociais e aritméticas, éticas...
pontuada em tragédias educacionais que desejamos
MuDaR e ReMaNeJaR
Para índice/Mídia/Publicação
Desenho/Título/Caminho
Do que se quer de Educação
Para o País
Necessitado/Apartheid/Conceitual
228

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