Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.
Um canto de Poesia Um trato de Alegria Hoje é o meu dia Compartilhado pelos muitos que nasceram neste dia Carinho e afago de beleza Que erradia como o sol Natural dos dias E assim vai seguindo, inebriando, aquecendo e formando paladares Sabores e essências peculiares a um dia Que reporta ao outro DIA
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PAI
A gente entende o que é ser pai, por tudo que aprendemos com o nosso. Aprendi pai, que a vida é linda e pode ser vivida apesar de todas as adversidades que ocorrerem. Aprendi que amar nem sempre é falar. Aprendi que para acolher basta um convite para um bom cafe. Aprendi que dançar é uma maneira inteligente de se libertar. Aprendi que família é o bem mais precioso do universo. Aprendi que casamento é amor, mesmo que sejamos imperfeitos. Aprendi que lembranças fazem parte da vida, mas se contamos de uma maneira interessante, elas se eternizam. Aprendi que um minuto é uma eternidade, portanto não desperdice. Aprendi que sempre é tempo de amar, por que não?! Aprendi que a maior religião é a reunião e a generosidade. Pai, enquanto tu vivias, era isso que eu olhava, obrigada por tudo. Sinto tua falta, mas vou te dizer, não faltou nada a não ser, a tua deliciosa presença. Vou ficando por aqui, copiando o teu melhor e levando comigo esses ensinamentos tão pertinentes para mim.
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POEMA
Um tom de poema sobre a mesa e a constante alegria do que ainda não vi... Retratos tirados de uma pintura da alma, são verso e reverso do ontem... E a poesia tão fluente se ausenta, se contrai ao temor do que nela nasce... Escrever é o meu remédio, minha surdez, minha nudez, minha, tão minha... E ao compartilhar , acrescento, me ausento! Partilho de ideias e segredos da alma, de cada um que ouve e traduz.
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QUIMERA
Saudades são eternas No coração de quem ama! Lembranças não se abrandam Vem como uma avalanche Cobrando uma certeza De quem foi importante!
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DIAMANTE
Meu querido diamante Que em volta se desfaz Em um pensamento logínquo Que um diário traz Quem me dera traçar rimas Em torno, vitral
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HOJE/ONTEM
Hoje que me vi Alegre com o ensolarar dos dias Tanto amor em volta de mim Doce vida Calma como os dias Acalanto da alma Delicada Beleza de fato Eternamente grata Humanidade Laços de ternura Que nos enlaça Como irmãos na tenra idade Vaidade Assovios Arrepios Cantorias de uma noite Sem lua Violões, tenores e contraltos Saudade de um tempo solto Nos rumores da idade
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ENCONTRO
Uma rima Tão constante Um aconchego, um colo Já conhecia teu olhar De um rosto presente Me apego Me delicio Me recordo
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SERENIDADE
Hoje acordei distante, serena e poetisa, mas do que isso, em sonho. Quando me vejo a escrever rosas de lotus, me desvendo me entrego... Entendo! Calmarias e chamas Chegando de toda a parte Traçando caminhos Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais. Refrão e argumentos De uma ideia solta e só minha
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CONSTRUÇÃO
No caminho arco-íris Há surpresas vivas Entardecer sob as janelas frias Longe olhar Maravilhosas ideias Criativas, solitárias Tijolo sobre tijolo Construção da vida Parte daquilo que foste criado Permanecendo tua silhueta Uniforme e digna Do olhar atento Para si mesmo Contribuindo assim, para percepção unilateral Do ser que formaste com paixão.
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O AMOR
Ah, o amor! Por ele cometemos delitos Vivemos o infinito Sem pestanejar E mensurar o imensurável Não sabemos sequer defini-lo Por que quem sente o amor Vive Se encanta Enobrece Acontece no ritmo que bate O coração Com alegria e satisfação De quem se doa Contente Para viver a que vivemos E seguimos sorridentes Pela vida Eternamente... Ah, o AMOR