Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.
Um azul que discerne Emudece Reluz Enaltece Sobre um céu democrático E teu Dado por Deus No qual dispensas todos os dias Mas ali fica Contemplando ou não Querendo ou não Mesmo sabendo que é teu E de mais ninguém
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BEIJO
UM BEIJO DOIS É UM DESEJO TRÊS É A CERTEZA DA CHEGADA AO CORAÇÃO
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SUSTENTABILIDADE
Da sustentabilidade a razão Da vida observada Em questão Olhando com determinação Ao que precisamos mudar Na natureza Ou dentro de nós Preparando futuro/resposta Ao nosso Ou dos nossos Lá na frente Perspectiva Abrangência Global
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CONSTRUÇÃO
No caminho arco-íris Há surpresas vivas Entardecer sob as janelas frias Longe olhar Maravilhosas ideias Criativas, solitárias Tijolo sobre tijolo Construção da vida Parte daquilo que foste criado Permanecendo tua silhueta Uniforme e digna Do olhar atento Para si mesmo Contribuindo assim, para percepção unilateral Do ser que formaste com paixão.
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MÃE
E se doesse menos, a tua falta? E se o cheiro do orvalho, ali encontrasse teu perfume? Oh mãe!!! Sendo eu, adulta ou criança Falta sempre farás! Mas na liberdade do meu pensamento Ali estás Assim Quietinha Como se eu pudesse Congelar imagens Gestos E roubasse pequenas horas De um tempo que me foi tirado Assim Sem pestanejar E quando me vejo a recordar Me empenho Para que não seja sonho Seja realidade viva em meu pensar.
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p(A)nde(M)i(A)
No corpo a epidemia A surgir? Perguntas, mentes, solidez! Mentiras contadas à liberdade! Minimizam a vida regrada e escondem por entre palavras egos ardentes! Não se expõe! Não passe a diante! Vozes clamantes... Ecoam Mesmo que a rotina dos dias te chame ao convívio... Pare, olhe ao redor Clame ao senhor! És tu e Ele! AGORA Como tudo iniciou! Parece entediante Não ir adiante Mas não é, meu amigo! Meu irmão! Cuida dos teus... Construção tua... Sonhos teus... Não deixem que cuidem por ti... Exagerar é amar! És a lição! Olhar para dentro é Olhar para fora Olhar ao redor Te traz laços Dos caminhos traçados Surrados! Mistérios da vida que só o criador pode te responder! A resposta está em ti?! Ou está mais longe? Jamais saberemos! Enquanto isso, sigamos! É provável. É necessário. Desde que você ao se enxergar, enxergue o outro com o mesmo apreço do seu olhar Entendeu?! Não somos sem o outro! E se somos, sozinhos Seremos! (em 29 de Março de 2020)
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IPÊ
O encanto do Ipê está nas cores Nos arredores de uma copa Na sombra que dá Na delicia do olhar De quem sabe compor Em detalhes Um verso retrato
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TERRA
Quando o mundo está ferido E as almas caminham sem enlaces Discriminações de ódio e guerra no ar Resultam em caminhos perdidos Negação do amor Sonhos desapegados/estilhaçados Mortes arremessadas No cinza da bruma No outono cinzento Do inverno que não cessa Frio e sobretudo, extenso No corpo que fica, sobre a terra sangrenta
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TEUS BRAÇOS
No som do silêncio há muitas palavras e uma corrida singela para os teus braços quem me dera companhia empatia de novela e tú me trazes amores escondidos fortalezas inquebráveis Borboletas inebriadas Tudo em uma razão De ter, mas perde-se nesse SILÊNCIO
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MINHA
Eu queria tua boca minha na lingua solta e te dizer bobagens, suaves no contorno do ouvido, que derrama até o... pescoço... Tua mão, minha guia Vai me mostrando a minha alegria e sou tua como merengue que dança até o ventre Me arrumo, me ajeito para o deleite Frequente