Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
Ler poema completo
Biografia
Iêda Castro é uma poeta maranhense, natural de São Luís, cuja escrita nasce da sensibilidade, da memória e do afeto. Inspirada por sua terra nordestina, seus poemas percorrem temas como o amor, o tempo, as ausências e a beleza presente nas pequenas experiências da vida, revelando uma poesia intimista e contemplativa.

Poemas

123

UNIVERSO

Um azul que discerne
Emudece
Reluz
Enaltece
Sobre um céu democrático
E teu
Dado por Deus
No qual dispensas todos os dias
Mas ali fica
Contemplando ou não
Querendo ou não
Mesmo sabendo que é teu
E de mais ninguém
135

BEIJO

UM BEIJO
DOIS É UM DESEJO
TRÊS É A CERTEZA
DA CHEGADA AO CORAÇÃO
184

SUSTENTABILIDADE

Da sustentabilidade a razão
Da vida observada
Em questão
Olhando com determinação
Ao que precisamos mudar
Na natureza
Ou dentro de nós
Preparando futuro/resposta
Ao nosso
Ou dos nossos
Lá na frente
Perspectiva
Abrangência
Global
127

CONSTRUÇÃO

No caminho arco-íris
Há surpresas vivas
Entardecer sob as janelas frias
Longe olhar
Maravilhosas ideias
Criativas, solitárias
Tijolo sobre tijolo
Construção da vida
Parte daquilo que foste criado
Permanecendo tua silhueta
Uniforme e digna
Do olhar atento
Para si mesmo
Contribuindo assim, para percepção unilateral
Do ser que formaste com paixão.
172

MÃE

E se doesse menos, a tua falta?
E se o cheiro do orvalho, ali encontrasse teu perfume?
Oh mãe!!!
Sendo eu, adulta ou criança
Falta sempre farás!
Mas na liberdade do meu pensamento
Ali estás
Assim
Quietinha
Como se eu pudesse
Congelar imagens
Gestos
E roubasse pequenas horas
De um tempo que me foi tirado
Assim
Sem pestanejar
E quando me vejo a recordar
Me empenho
Para que não seja sonho
Seja realidade viva em meu pensar.
141

p(A)nde(M)i(A)

No corpo a epidemia
A surgir?
Perguntas, mentes, solidez!
Mentiras contadas à liberdade!
Minimizam a vida regrada
e escondem por entre palavras egos ardentes!
Não se expõe!
Não passe a diante!
Vozes clamantes...
Ecoam
Mesmo que a rotina dos dias te chame ao convívio...
Pare, olhe ao redor
Clame ao senhor!
És tu e Ele!
AGORA
Como tudo iniciou!
Parece entediante
Não ir adiante
Mas não é, meu amigo!
Meu irmão!
Cuida dos teus...
Construção tua...
Sonhos teus...
Não deixem que cuidem por ti...
Exagerar é amar!
És a lição!
Olhar para dentro é
Olhar para fora
Olhar ao redor
Te traz laços
Dos caminhos traçados
Surrados!
Mistérios da vida que só o criador pode te responder!
A resposta está em ti?!
Ou está mais longe?
Jamais saberemos!
Enquanto isso, sigamos!
É provável.
É necessário.
Desde que você ao se enxergar, enxergue o outro com o mesmo apreço do seu olhar
Entendeu?!
Não somos sem o outro!
E se somos, sozinhos
Seremos!
(em 29 de Março de 2020)
160

IPÊ

O encanto do Ipê está nas cores
Nos arredores de uma copa
Na sombra que dá
Na delicia do olhar
De quem sabe compor
Em detalhes
Um verso retrato
144

TERRA

Quando o mundo está ferido
E as almas caminham sem enlaces
Discriminações de ódio e guerra no ar
Resultam em caminhos perdidos
Negação do amor
Sonhos desapegados/estilhaçados
Mortes arremessadas
No cinza da bruma
No outono cinzento
Do inverno que não cessa
Frio e sobretudo, extenso
No corpo que fica, sobre a terra sangrenta
224

TEUS BRAÇOS

No som do silêncio 
há muitas palavras
e uma corrida singela
para os teus braços
quem me dera companhia
empatia de novela
e tú me trazes amores
escondidos
fortalezas inquebráveis
Borboletas inebriadas
Tudo em uma razão
De ter, mas perde-se
nesse SILÊNCIO
145

MINHA

Eu queria tua boca
minha
na lingua solta
e te dizer bobagens, suaves
no contorno do ouvido,
que derrama até o... pescoço...
Tua mão, minha guia
Vai me mostrando a minha alegria
e sou tua como merengue
que dança até o ventre
Me arrumo, me ajeito
para o deleite
Frequente
156

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