Tá no cio
Tá no cio o que eu queria te dizer
Tá no cio o que eu sentia por você
E nunca mais me olhe não te quero nada
Acostumei sozinho ao som da madrugada
E não há mais segredos, não há mais pecados
Telefonema só se for pra dar recado.
Tá no cio o que eu queria te dizer
Tá no fim o que eu sentia por você
E num instante eu via você era errada
No próximo instante você era amada
Agora a experiência de minha mancada
Me trouxe a certeza de ficar com nada
Tá no fim o que eu queria te dizer
Tá no cio o que eu sentia por você
Jamais este problema vai ser compreendido
Eu faço um som você escuta um zumbido
Retruca o que eu penso por não ser capaz
De enfrentar seus sentimentos em plenitude e paz
Tá no fim o que eu queria te dizer
Tá no fim o que eu sentia por você
Farol
Aquele vento que sopra no sul
Me lembra da noite no farol
Aquela estrela que brilha no céu
Me lembra da noite no farol
E eu ao teu lado ouvindo a tua voz
Me lembra da noite no farol, me lembra da noite no farol
Já é bem tarde muito tempo já passou
Mas na memória aquele fim de semana
E eu te peço, volte lá no verão
Volte, volte, volte no verão
Eu canto por este momento
De te ver de novo
E sentir no peito esse vento
Sério
Eu fico caminhando quase sempre no seu calço
Eu fico disfarçando que não estou de pés descalços
Eu olho para os lados e só vejo seus problemas
A minha vida é enrolação dos meus sistemas
Eu tremo é muito louco ver você fora do espaço
Eu perco o traço, a voz, eu perco o sonho dos meus passos
Cadê a natureza, estou morando em seu mistério
E eu não me sinto um cara sério
Ando só
Eu ando só
não tenho medo
sei o segredo de viver só.
Desfiz o nó
quebrei o tempo
domei o vento
limpei o pó.
Sou menino, sou um rei
Sou um mago da floresta
Crio o meu próprio deus
meu caminho não tem pressa.
É do mal que vem pro bem
tiro a força do pecado
eu não cruzo com ninguém
sem sentir o que interessa.
Voltei
Voltei,
mas foi por uma razão
eu nunca lhe disse não
e não vou lhe dizer agora, não
não vou jogar tudo fora, não
não vou cortar a sentição por idéias ultrapassadas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas mágicas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas peças trágicas.
E prá falar de amor, você é sempre bela
E prá falar fazer amor, você é sempre fera.
Mas vai virar vapor, e você não vai se molhar.
Não vai causar dor, vai se vaporizar.
Vou de cabeça
Não é cinema que me satisfaz
Qualquer sujeira que criança faz
Eu quero ver aquele olhar maduro e certo do que o vento traz.
O meu problema é o mesmo dos mortais
O seu emblema é morte e é paz
Quase sempre você olha o mundo, viaja e perde o cais.
Esse absurdo, esse mistério em torno
dessas migalhas minhas de seu corpo
sempre me chegam como ironia...
mas hoje não me chegam mais...
Ou é o seu orgulho, ou é o meu mergulho.
Vou de cabeça e quero muito mais.
Muito mais!
Outra estação
Antigamente quando o tempo mal passava
E o blues tocava em outra estação
Sempre que o teu olhar me condenava
Em minhas fugas pela contramão
Eu lutava contra os anseios da solidão
Escuros, desejos cegos do coração
E sonhava com teus loucos beijos, louca paixão
Tristeza de um perdido olhar na imensidão
Fico só
Toda noite você vai embora
E eu fico só, fico só
Quando falta luz
ligo a tomada nas estrelas
Ligo e não faço mal algum
Penso em você a noite inteira.
É um jeito meu
de só te amar,
de me entregar,
e ver as coisas de outro lugar
Acreditar
você pode pensar que não é bom o bastante
você pode pensar que não irá conseguir
pode pensar que não tem sorte na vida
que é melhor desistir
mas se você acreditar, e trabalhar, trabalhar
mas se você tentar de novo, e tentar, e de novo tentar
e seguir sempre olhando prá frente, e prá frente sempre andar
se superando sempre, o segredo é se desafiar
tudo vai mudar
vai conseguir
vai chegar lá
vai ser feliz
vai realizar
Essas meninas
Quando essas meninas me perguntam qual é o meu nome
Eu respondo sempre: o meu nome... é o meu nome
Quando essas ondas passam assim
E vão mexendo tudo em mim
Eu me pergunto qual o fim? Se é que tem fim...
E numa tela passa um filme que eu já vivi tempos atrás
É uma janela pro passado, se é que é assim
Se é que tem um fim
Um propósito de ser
Uma lei pra cada ser
Uma vida consumida pela estrada,
Negra cor nos olhos, pele maltratada
Um propósito de ser
Algo que se possa ver
Uma estrela guia que nos ilumina todo o amanhecer