Lista de Poemas
Cidade de verão
Estou numa cidade de verão
e quero ver você no mar,
quero ver você surgir:
- Das ondas do mar, e me dar um beijo;
- Do céu estrelado, como estrela cadente.
Estou em novos tempos de pensar
em como é que eu vou te amar
e quem é que vou curtir
Pode ser que seja você outra vez
Pode ser que seja, que eu não ame ninguém
E pode ser que eu não ame você nunca mais como eu amei
e quero ver você no mar,
quero ver você surgir:
- Das ondas do mar, e me dar um beijo;
- Do céu estrelado, como estrela cadente.
Estou em novos tempos de pensar
em como é que eu vou te amar
e quem é que vou curtir
Pode ser que seja você outra vez
Pode ser que seja, que eu não ame ninguém
E pode ser que eu não ame você nunca mais como eu amei
164
Na verdade
Na verdade, na verdade eu sou um desejo sem grilo
A verdade é que você me deixou.
O que faço comigo?
Eu não tenho segredo
Eu não tenho grana
Eu não tenho medo, meu dedo é minha ponta cigana.
E a minha mente é indigente
Quando falo não sente
Assustaram a gente
Ah, tô andando prá trás
E o meu cabelo é castanho
Eu tenho cara de estranho
Não me misturo com gente
Que não pretende a paz
A verdade é que você me deixou.
O que faço comigo?
Eu não tenho segredo
Eu não tenho grana
Eu não tenho medo, meu dedo é minha ponta cigana.
E a minha mente é indigente
Quando falo não sente
Assustaram a gente
Ah, tô andando prá trás
E o meu cabelo é castanho
Eu tenho cara de estranho
Não me misturo com gente
Que não pretende a paz
93
Meu pai do céu
"Ai meu Pai, meu Pai do céu
De cachorro da moléstia
E da gota sereninha
Pequeninha, pequeninha"
Você foi o braço forte
Você encontrou a morte
Não teve o tempo certo pra sua história me contar
Você foi o vento norte
Você me mostrou a sorte
Provou que o resultado da vida é você quem faz
De cachorro da moléstia
E da gota sereninha
Pequeninha, pequeninha"
Você foi o braço forte
Você encontrou a morte
Não teve o tempo certo pra sua história me contar
Você foi o vento norte
Você me mostrou a sorte
Provou que o resultado da vida é você quem faz
141
Por isso poeta
Ele é poeta porque bebe
E bebe como ninguém
Ele é poeta porque bebe
E porque bebe poeta bem
Com o samba mata a sede
Com o conhaque faz amor
No balanço de uma rede
se deleita com o licor
Dá o drible na agonia
Janelinha no rancor
Cruza prá melancolia
E a solidão é o seu gol.
Gol!
E bebe como ninguém
Ele é poeta porque bebe
E porque bebe poeta bem
Com o samba mata a sede
Com o conhaque faz amor
No balanço de uma rede
se deleita com o licor
Dá o drible na agonia
Janelinha no rancor
Cruza prá melancolia
E a solidão é o seu gol.
Gol!
91
A mão se queixa
Você sabe que é mais fácil falar do que fazer
Não me diga o que é certo e o que é errado
eu tenho muito tempo prá aprender
O que é errado, dá errado
e a gente aprende sem querer
O meu joelho é um calo
de rezar por merecer
Todas estas peças da noite
quase sempre me fazem bem
Todo esse silêncio morto
solidão
não tem ninguém
não tem ninguém
E no escuro acordes soam bem mais forte
a mão se queixa
Não me diga o que é certo e o que é errado
eu tenho muito tempo prá aprender
O que é errado, dá errado
e a gente aprende sem querer
O meu joelho é um calo
de rezar por merecer
Todas estas peças da noite
quase sempre me fazem bem
Todo esse silêncio morto
solidão
não tem ninguém
não tem ninguém
E no escuro acordes soam bem mais forte
a mão se queixa
100
Voltei
Voltei,
mas foi por uma razão
eu nunca lhe disse não
e não vou lhe dizer agora, não
não vou jogar tudo fora, não
não vou cortar a sentição por idéias ultrapassadas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas mágicas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas peças trágicas.
E prá falar de amor, você é sempre bela
E prá falar fazer amor, você é sempre fera.
Mas vai virar vapor, e você não vai se molhar.
Não vai causar dor, vai se vaporizar.
mas foi por uma razão
eu nunca lhe disse não
e não vou lhe dizer agora, não
não vou jogar tudo fora, não
não vou cortar a sentição por idéias ultrapassadas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas mágicas.
Já que insiste, vou vivendo
Já que insiste, vou te mordendo
Eu sei que sempre vou aprendendo com as suas peças trágicas.
E prá falar de amor, você é sempre bela
E prá falar fazer amor, você é sempre fera.
Mas vai virar vapor, e você não vai se molhar.
Não vai causar dor, vai se vaporizar.
94
Essas meninas
Quando essas meninas me perguntam qual é o meu nome
Eu respondo sempre: o meu nome... é o meu nome
Quando essas ondas passam assim
E vão mexendo tudo em mim
Eu me pergunto qual o fim? Se é que tem fim...
E numa tela passa um filme que eu já vivi tempos atrás
É uma janela pro passado, se é que é assim
Se é que tem um fim
Um propósito de ser
Uma lei pra cada ser
Uma vida consumida pela estrada,
Negra cor nos olhos, pele maltratada
Um propósito de ser
Algo que se possa ver
Uma estrela guia que nos ilumina todo o amanhecer
Eu respondo sempre: o meu nome... é o meu nome
Quando essas ondas passam assim
E vão mexendo tudo em mim
Eu me pergunto qual o fim? Se é que tem fim...
E numa tela passa um filme que eu já vivi tempos atrás
É uma janela pro passado, se é que é assim
Se é que tem um fim
Um propósito de ser
Uma lei pra cada ser
Uma vida consumida pela estrada,
Negra cor nos olhos, pele maltratada
Um propósito de ser
Algo que se possa ver
Uma estrela guia que nos ilumina todo o amanhecer
149
Ela
Ela, que mandava me calar
Ela, que mandava me enjaular
Mas não me negava um beijo
Não desistia de me transformar
Em meio a loucos desejos
Em meio a anseios de me sufocar
Usava de seu controle
Mudava de nome prá me incomodar
Julgava e me condenava
Não via problemas em me maltratar
Ela me negava
Ela não negava
Ele se negava!
Ela, que tentava me enquadrar
Ela, que tentava me matar
Ela, que tentava de tudo prá me machucar
Dia após dia tentava me matar
Ela, que mandava me enjaular
Mas não me negava um beijo
Não desistia de me transformar
Em meio a loucos desejos
Em meio a anseios de me sufocar
Usava de seu controle
Mudava de nome prá me incomodar
Julgava e me condenava
Não via problemas em me maltratar
Ela me negava
Ela não negava
Ele se negava!
Ela, que tentava me enquadrar
Ela, que tentava me matar
Ela, que tentava de tudo prá me machucar
Dia após dia tentava me matar
153
Sonho de menino
Uma estrela nasceu dentro de mim
Quando você apareceu
Os teus olhos me disseram sim
E o meu corpo estremeceu
Sonho de menino
Alvo de quem já cresceu
Quase fantasia
Que me aconteceu
O teu sorriso é o que me faz cantar
E enfeitiça o meu coração
Tua boca é sonho de beijar
E o teu corpo é sonho de voar
Tudo tão depressa
Só fiz deixar rolar
Linda criatura
Fez eu me apaixonar
Quando você apareceu
Os teus olhos me disseram sim
E o meu corpo estremeceu
Sonho de menino
Alvo de quem já cresceu
Quase fantasia
Que me aconteceu
O teu sorriso é o que me faz cantar
E enfeitiça o meu coração
Tua boca é sonho de beijar
E o teu corpo é sonho de voar
Tudo tão depressa
Só fiz deixar rolar
Linda criatura
Fez eu me apaixonar
80
Outra vez
Outra vez segurei sua mão
Outra vez eu sofri, ai de mim.
Outra vez perguntei: porque não?
Porque sempre tem que ser assim?
Outra vez eu perdi a razão
Me joguei neste amor sem fim
Outra vez me larguei na paixão
Quase sempre me perco assim
Outra vez perguntei: porque não?
Outra vez respondi: sim e sim
Outra vez eu sofri, ai de mim.
Outra vez perguntei: porque não?
Porque sempre tem que ser assim?
Outra vez eu perdi a razão
Me joguei neste amor sem fim
Outra vez me larguei na paixão
Quase sempre me perco assim
Outra vez perguntei: porque não?
Outra vez respondi: sim e sim
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