Mágoa
Quanto tempo se passou?
Eu não me lembro, não me lembro quanto tempo faz.
Tudo se modificou e a magoa que você criou já não existe mais.
Passo a perna no meu jeito,
Passo fevereiro,
Peço me ajudar.
Outro sonho, fuga da verdade
E eu acabo sempre por me machucar.
Quero ser
Passei os dias
Meditando sobre o meu querer
Quero ser
Um pedaço de aço
Colado no espaço
Querendo crescer
Pena de mim
Pena, pena, pena, pena, pena de mim
Pena, pena, pena, pena, pena de mim
O vento levou-te pra longe de mim
Senti teu calor, senti o meu frio
O vento levou-te pra longe de mim
Senti o amor, senti o meu fim
Nem tudo é azul
nem tudo é um mar
nem tudo é um blue
um flerte na cara
Nem tudo é azul
nem tudo é um mar
nem tudo é um bofete na cara
Fogo brasileiro
Meu pai não me chamou
Prá pegar o galho prá acender
o fogo do operário brasileiro,
cara de otário, ao contrário
Um povo estrangeiro não se nega o direito
de aprender o defeito que ele mesmo calejou
E o povo brasileiro parecendo não ter jeito,
não aprende com o passado e não se dá o valor.
Respeito é bom e eu minto quando eu te deixo
Por baixo dos panos eu ainda caio de queixo.
Respeito é bom e eu minto quando eu te deixo.
Por baixo dos panos, eu ainda, há, me queixo.
Pensando bem...
Pensando bem...
Faz tempo que eu não te escrevo.
Quero te amar,
Mas não sei quem tu és
E não vou saber tão cedo.
Não saio de casa,
Mas durmo só na madruga
Eu não te procuro,
Mas te quero em meu mundo
Preciso que me chegue um dia.
Coração nação
O Brasil tá destinado a ser
O coração-nação do mundo
Será que eu acredito nisto ?
Será que há verdade nisto ?
Olha eu não sei dizer
Olha eu não sei não
Eu quero acreditar
Que isso faz sentido
O sonho de viver
Deixar de ser perigo
A luz do mal amar
É pedra no destino
É fuga da razão
É fruto proibido
É alucinação
É coração ferido
Por isso poeta
Ele é poeta porque bebe
E bebe como ninguém
Ele é poeta porque bebe
E porque bebe poeta bem
Com o samba mata a sede
Com o conhaque faz amor
No balanço de uma rede
se deleita com o licor
Dá o drible na agonia
Janelinha no rancor
Cruza prá melancolia
E a solidão é o seu gol.
Gol!
Tantas flores
Algum pano vai me impressionar
No jeitinho de você vestir
E toda a noite quando eu for voar
No vão das ruas vão me perseguir
São tantos sonhos sobre animais
São tantas flores quanto colibris.
Se hoje eu sinto o que não é normal
Amanhã eu não vou mais sentir
O pesadelo não me pesa mais
E o sentimento só me faz sorrir
E a lembrança do teu beijo faz
com que me sinta muito mais feliz.
Essas meninas
Quando essas meninas me perguntam qual é o meu nome
Eu respondo sempre: o meu nome... é o meu nome
Quando essas ondas passam assim
E vão mexendo tudo em mim
Eu me pergunto qual o fim? Se é que tem fim...
E numa tela passa um filme que eu já vivi tempos atrás
É uma janela pro passado, se é que é assim
Se é que tem um fim
Um propósito de ser
Uma lei pra cada ser
Uma vida consumida pela estrada,
Negra cor nos olhos, pele maltratada
Um propósito de ser
Algo que se possa ver
Uma estrela guia que nos ilumina todo o amanhecer