JessAraujo628

JessAraujo628

n. 1993 -- --

n. 1993-05-31, Palmares - PE

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Dor do adeus

Meu coração destroçado capota,

sinto falta da tua voz nas noites mais frias,
sinto saudades das birras e malcriações,
dos machismos e eufemismos.
Eu sinto a falta de você!

Às vezes quando fecho os olhos quase posso te sentir bem perto,
sorrindo e me amando,
brigando e acreditando em mim como ninguém mais.

Dói ter que deixar-te,
e pela dor e a covarde que acabei sendo,
saí sem dizer adeus!
Talvez se eu nunca disser essa palavra ela nunca se concretize
e eu nunca tenha que esquecê-lo!

Hoje aprendi que difícil não é ter que encontrar o amor,
difícil é ter que deixá-lo ir embora.
Sei que você nunca vai entender minhas razões,
mas mesmo assim sem razão nenhuma compreensível
te deixei!
Te deixei pela minha fraqueza,
Te deixei antes que possa te machucar de verdade,
pois não sou forte o suficiente pra viver esse amor!
Mas nunca pensei que doeria tanto assim ir embora.
Adeus, meu querido, meu amado.
Espero que encontres alguém que mereça tua grandeza e teu fardo!

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Poemas

21

Dor do adeus

Meu coração destroçado capota,

sinto falta da tua voz nas noites mais frias,
sinto saudades das birras e malcriações,
dos machismos e eufemismos.
Eu sinto a falta de você!

Às vezes quando fecho os olhos quase posso te sentir bem perto,
sorrindo e me amando,
brigando e acreditando em mim como ninguém mais.

Dói ter que deixar-te,
e pela dor e a covarde que acabei sendo,
saí sem dizer adeus!
Talvez se eu nunca disser essa palavra ela nunca se concretize
e eu nunca tenha que esquecê-lo!

Hoje aprendi que difícil não é ter que encontrar o amor,
difícil é ter que deixá-lo ir embora.
Sei que você nunca vai entender minhas razões,
mas mesmo assim sem razão nenhuma compreensível
te deixei!
Te deixei pela minha fraqueza,
Te deixei antes que possa te machucar de verdade,
pois não sou forte o suficiente pra viver esse amor!
Mas nunca pensei que doeria tanto assim ir embora.
Adeus, meu querido, meu amado.
Espero que encontres alguém que mereça tua grandeza e teu fardo!

276

Jardim de amor

Um coração aquecido,
Um ponto brilhante na fosca linha do tempo.
Amor verdadeiro,
Amor tímido,
Amor sagrado.

Amor real que nada pede

e o mundo inteiro dá.
Como uma pequena flor a brotar no deserto,
trouxe consigo todo um óasis.

És belo, ó amado
És sublime, ó amor.
Perfeito, flagrante e nobre.

Amor de sangue puro,
amor regado de uma felicidade eterna,
fertilizado pelos momentos de alegria,
podado pelas tristezas mais cruas.
Assim é o amor.
Assim é o sentimento que chamamos de paz.

345

Minha (Tua) sanidade

O brilho de teus olhos marejam os meus.
Tão dourado teu cabelo que desvio a vista.
Sinto falta do marfim da tua pele,
Absorvendo o luar.
Grito pela distância entre teus lábios,
Doces lábios, e os meus.

O café da minha cor está tão só,
Meus sentidos acostumaram-se a tua forma.
Te imploro: Não se vá, querida!
Não leve o sabor da tua boca!
Deixe-me o toque da tua pele!
Teu longo cabelo enrolado em minha mão.
Teu ouvido encostado ao meu coração.

Se deixar o meu amor sozinho
Ele comerá meu coração por dentro.
Os meus sonhos todos serão engolidos pelo pesadelo da solidão.
Ficarei rouco de tanto chamar-te de volta,
Derramarei lágrimas carmesins na tua porta,
Esmagarei minhas mãos batendo na tua casa,
Porei fogo em todas as tuas cartas.

Serei louco, maníaco, teu e sozinho.
Então não me deixa, esqueça vá embora.
Por mim, por você, pelo mundo a tua volta
Não leva minha sanidade contigo!
307

Mais uma vez

Outro espinho sangrento,
outra lágrima num turbilhão de chuva,
outra canção cantada em meio aos corvos,
outro coração ferido em plena guerra.

Silencioso grito que irrompe em palavras,
mesquinha solidão apunhalou o amor outra vez
e outra vez e outra vez.

Que dor profunda e tugida,
ascendente e crescente,
como num riso desvairado de um labirinto cinzento.
Uma melodia confusa,
um sopro de puro ar de esgoto.

E se repete e repete e repete..
uma e outra vez
e outra vez e outra vez,
sem lado B.
Sem limites, sem saída, sem choro.
Não mais.
303

Desejo

O coração reclama do que não viveu,

A mente grita que o sofrimento é desnecessário,

as mãos pedem para tocar, ser tocadas,

acariciar e sentir.


A respiração quer perder o fôlego,

a boca quer ser mordida, sugada, lambida, implorada...


Os meus olhos já me imploraram pra ser monomaníacos

e meus ouvidos desejam teus gemidos.


Meus seios necessitam das tuas mãos, tuas carícias, teus beliscões,

minha voz quer gritar teu nome,

meu corpo carece do teu suor, do teu peso,

minhas unhas clamam arranhar tuas costas, te puxar pra mais perto

a rosa aveludada quer ser cheirada, colhida, chupada.

meus pés querem o calor dos teus,


minha cabeça decidiu-se no teu peito aconchegar ,

minha risada deseja unir-se a vibração da tua

e minha alma quer a plenitude que apenas a tua pode dar

327

Reis

Reis da luz e da ilusão,

da nuvem que avança despercebida,

do sol que brilha cegante,

do vento que esconde a brisa,

da árvore que se nutre sutilmente do mundo.


Reis das sombras e do abismo,

da maldade velada no escuro,

da guerra friamente travada na diplomacia,

do horror nos olhos desesperados dos desesperançados,

do ódio cultivado em fogo brando e que há muito promete discórdia.


Reis da arrogância e mediocridade humana,

da negligência e do descaso,

do potencial cruelmente jogado fora,

da vida desperdiçada por amantes que pouco se amam.

de tudo o que deixou de ser o suficiente,

do caro que nos custou o desmantelo do verde em prol das pedras.


Ó Reinados infames que assombram as bravídias tentativas de tomar o teu, o meu e o nosso nas

mãos.

O ódio de culpar-te tornou-se tentador e, mesmo assim, a responsabilidade de culpar-me tornou-se

necessária.

Hilariantes reis, decadentes e inexatos.


Um brinde, então meus caros,

a ilusão,

ao abismo,

a humanidade e ao descaso.

E mais um brinde à saúde dos proclamados...

Os reis dentro de nossa humanidade

que buscam frestas em meio aos telhados.

350

Pedaços da alma

Não há casa aqui.
A vida se foi, se é que existiu.
Não há amor aqui.Apenas um ódio frio.
Há uma mágoa profunda no meu peito,que eu não consigo nem quero curar mais.
Sinto minha alma fragmentada em incontáveis estilhaços,
talvez de uma bala perdida,
talvez de uma flecha encontrada.
Eu me vejo tentando inutilmente dar ordem aos cacos,
vejo uma lágrima escorrer de um olho solitário.
Então, em um gesto de ousadia ou, quem sabe, tolice
Resolvo abraçar o caos do meu espírito
e dou boas-vindas as partes quebradas de mim.
ofertando-lhes a aceitação que o mundo nunca será capaz de dar.
372

Rejeição


Amor.
Palavra gasta,
já perdeu cor, forma e significado – diriam alguns.


Amor esse que rejeitastes,
amor este que te fez rir,
amor que me roubou noites de sono,
pequenas alegrias,
saborosas lembranças.

Antes de amar-te,
eu nada mais era do que um todo esperando um igual,
antes de sonhar com teus braços,
não havia essa angústia de não tê-los.
Agora sou pó,
pó e vazio,
tudo o que sou vem de ti,
cada palavra foi esculpida e moldada nos meus lábios por que meu amor quis assim.

E, no entanto, foi sem palavras que me deixastes,
levastes o verão e a primavera da minha vida,
com os sinos do teu riso arrancastes cada flor que plantei em teu nome.
Dos destroços do meu coração,
fizestes um samba,
armaste um enredo,
dançastes um bamba.

Agora que essa parte da minha alma subjugada levaste embora,
ficou-me o pó do que poderia ter sido,
os planos do que poderia ter te dado,
apenas eu, meu caro, ninguém mais.

Amor.
Palavra tão gasta,
agora meu coração entende por que.
Dê-se pouco há muitos,
mas guarde para si a maior parte de si mesma.

407

Estações


Como uma criança,

perdida em meio à multidão

procuro tua mão por segurança.


Como um bebê,

necessitado do que não pode satisfazer a si mesmo,

cansado de tanto chorar,

encontro teu colo e aconchego.


Como uma donzela,

dividida entre mundos

- mulher ou criança -

procuro tua arrogância em me dizer quem sou,

tuas palavras doces e não menos vãs que me confortam as dúvidas.


Como um amante,

em seu momento de fulgor,

procuro teus olhos antes da alegria maior,

antes do suspiro de puro contentamento,

entrelaço nossas mãos.

Não somos dois,

somos segurança, colo, arrogância e prazer.

.

357

O desamor pela vida

Mas

E quando, por um cansaço profundo d’alma, escolhemos desistir do amor?

De tudo que nos prende a essa existência tão medíocre?

Estamos doentes?


Ou apenas cansados de uma luta sem fim, escolhendo a rendição honrosa?

Deixando-nos ser derrotados com plena convicção de que nada é pior do que continuar a luta

eterna, o massacre contínuo de nossas almas.


Algumas vezes o amor não é o bastante,

A brisa refresca, mas não suaviza a alma queimada e surrada.

A água lava, mas não cura as feridas - não some com as cicatrizes.

O sol ilumina mas não consegue aquecer o frio perpétuo de uma alma solitária.

Igualmente a isso, o amor conforta mas não preenche o vazio.


Quando o amor não é o suficiente, a esperança é vã.

Doente e triste pássaro que não encontra mais prazer em voar,

O horizonte não lhe é mais tentador,

o vento não lhe sussurra convites como dantes,

ou talvez nunca sussurrou,

talvez e só talvez o pobre pássaro encontrasse consolo na ilusão de uma canção composta pelo

vento.

No sol a aquecer suas penas, nas nuvens se dissipando frente sua vista.

Achando que havia sentido,

que não era apenas uma brincadeira perversa do destino o tal pássaro poder voar,

mas jamais poder viver no ar.


Um ser dividido, com vislumbres de liberdade.

Somos todos como aquele pássaro,

a diferença é que poucos percebem isso e outros tantos não se importam.

350

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