Lista de Poemas
Mademoiselle
Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.
Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares
Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.
Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares
Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar
304
Mademoiselle
Mademoiselle
Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.
Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares
Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar
Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.
Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares
Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar
377
Ausência e devaneio
Sem objetivo ou motivo
A bebida vai acabando
O cigarro vai queimando
Infinitamente
Em um ciclo, vicioso.
Como esse nossos desejo
Um pelo outro
Eufórico e ansioso
Na sua ausência, o meu desejo.
Na sua presença, o meu anseio.
Amo-te e te odeio
Na primeira estrofe, nos primeiros versos.
É onde me encontro
Nesse mundo vazio
Cheios de devaneios
A bebida vai acabando
O cigarro vai queimando
Infinitamente
Em um ciclo, vicioso.
Como esse nossos desejo
Um pelo outro
Eufórico e ansioso
Na sua ausência, o meu desejo.
Na sua presença, o meu anseio.
Amo-te e te odeio
Na primeira estrofe, nos primeiros versos.
É onde me encontro
Nesse mundo vazio
Cheios de devaneios
321
Ego Virtual
Comidas, cachorros, viagens.
Praias, bares, mares.
Segunda, quarta, sexta-feira.
Apenas querem ser vistos
Bebidas, copos na mão, noite.
Parques, praças, hotéis.
De dia, de tarde, de noite.
Café, almoço, jantar.
Quer apenas ver, os que querem ser vistos.
Rindo, chorando, cantando, dançando.
No carro, no ônibus, trabalhando.
No cinema, no baile, bailando.
Os que veem, também querem ser vistos.
Fingem que são não são.
São, mas fingem que não são.
Tudo falso, tudo mentira.
Só querem alimentar o ego
Vivem assim
Para isso, em torno disso.
Está tudo errado, estranho, esquisito.
É o mundo atual, o mundo moderno, vivem disso.
Elas apenas estão vendo e querendo ser vistos
Eu sou estranho, diferente.
Ás vezes, me descuido, participando de tudo isso
Por um impulso, fico iludido, com o falso encanto de tudo isso.
Mas no fundo, não quero ver, nem ser visto.
Só quero fugir de tudo isso
307
Sorriso em Melodia
Assim como o sopro de Coltrane
Palavras e sorrisos sinceros me encantam
Não me julguem por comparar um sorriso a Coltrane
John desculpe, mas alguns sorrisos são mais belos que suas melodias.
Mas digo apenas os sorrisos belos e sinceros
Sorrisos verdadeiros
Os falsos não têm harmonia, nem ritmo, nem melodia.
Um sorriso belo me faz perder a cabeça
Vou seguindo em direção aos seus lábios
No ritmo da música
No ritmo da música que toca de trilha sonora
Trilha que ouço no fundo da minha mente
Tudo bem, seus sorrisos e seu lábios.
Também estão na minha mente.
Fico sonhando, com esse beijo molhado.
Não os quero em pensamento
Quero-os assim, também no presente.
Palavras e sorrisos sinceros me encantam
Não me julguem por comparar um sorriso a Coltrane
John desculpe, mas alguns sorrisos são mais belos que suas melodias.
Mas digo apenas os sorrisos belos e sinceros
Sorrisos verdadeiros
Os falsos não têm harmonia, nem ritmo, nem melodia.
Um sorriso belo me faz perder a cabeça
Vou seguindo em direção aos seus lábios
No ritmo da música
No ritmo da música que toca de trilha sonora
Trilha que ouço no fundo da minha mente
Tudo bem, seus sorrisos e seu lábios.
Também estão na minha mente.
Fico sonhando, com esse beijo molhado.
Não os quero em pensamento
Quero-os assim, também no presente.
394
O grito da alma
Um grito ensurdecedor da alma percorre o cômodo vazio
Angustias e aflições voam junto com ele
Mas ninguém ouve
Só eu sei que ele está ali, aqui.
Eu, o ouço.
O coração e a mente parece não mais aguentar
Os ouvidos parecem a explodir
Com o grito
O grito que ninguém ouve, que ninguém vê
Procuro me esconder dele, entre um gole e outro.
Ele some, mas aparece em outra forma.
Ele vem em forma de tristeza, melancolia, solidão.
O que fazer então, para fugir?
Deixar de existir?
Ou escrever?
Resolvi escrever
O som das palavras o mantem longe daqui
346
Da mente ao pó
No grito incessante da alma ela sai
Percorrendo as linhas no fundo branco
Ao apoio de Fante
Despejo palavras fora de ordem
Na forma de poesia
Aos olhares das mulheres
O louco vai agarrando as inspirações
Procurando palavras
A mente cansada
De quem carrega uma vida dura
Sem pensar, desfiro desenfreadamente palavras
Para que a vida não se transforme em tortura
Não há continuidade, nem encerramentos
Há apenas os momentos
311
Poema de um perturbado
Não gosto de perfeição
Onde tudo são flores e arco íris
Onde tudo é felicidade
Se é que felicidade existe
Ou se é algo que foi criado
[Criado para cegar nossos anseios]
Nossas angustias, nossos vazios
Não sei
Gosto de estar no meio dos desajustados
Dos perturbados
Dos que assumem o não pertencimento a sociedade
São verdadeiros
Gosto deles
Andarilhos, moradores de rua, bêbados.
Eles sempre têm algo para nos dizer, nos ensinar
Cheio de palavras sábias, verdadeiras.
Os que não procuram em outra pessoa, felicidade.
Esses sim são os verdadeiros, os que enxergam a verdade, a realidade.
Eles sabem.
Sabem que nós mesmos, somos nossas melhores companhias.
294
O gozo do verso final
Transpiro paixões e forma de poesias
Percorro as linhas do caderno
Como se percorresse o seu corpo.
Envolvido em maldades, os pensamentos, em você.
À noite
Escrevo todos os prazeres que desejo
Escrevo em seu corpo
Poesias nuas e cruas
E versos ousados.
Despindo o seu corpo com palavras
Deixo o desejo mais oculto deixa para verso final.
Sem dizer nada.
Você, por favor, não me diga nada.
Apenas me sinta.
E nos seus olhos, me devore.
Percorro as linhas do caderno
Como se percorresse o seu corpo.
Envolvido em maldades, os pensamentos, em você.
À noite
Escrevo todos os prazeres que desejo
Escrevo em seu corpo
Poesias nuas e cruas
E versos ousados.
Despindo o seu corpo com palavras
Deixo o desejo mais oculto deixa para verso final.
Sem dizer nada.
Você, por favor, não me diga nada.
Apenas me sinta.
E nos seus olhos, me devore.
312
O estranho estrangeiro
Não sou como eles
Sou como um estranho, um estrangeiro
Onde não falo a língua deles, não tem seus costumes.
Não sei se isso é bom, ou ruim.
Às vezes, gostaria de ser igual a eles
Conversas banais, divertimentos banais
Cantar, dançar, sorrir.
Não sei mais se gostaria de ser igual a eles
Mostrando quem tem mais
Quem sabe mais, quem gasta mais, quem morre mais.
Dou um gole!
Não quero prestações
Prestação de casa, carro, apartamento
Prestação de vida, viver a prestação.
Começar a semana, obcecado pelo final.
Adoecer no final, no fim da noite
Sabendo que no dia seguinte, vai começar tudo de novo
Sabendo que no dia seguinte, vai começar tudo de novo
No fundo, gosto dessa solidão.
Solidão, não!
Pois tenho companhia, a melhor, a minha companhia
Sou a minha melhor companhia.
Sou a minha melhor companhia.
Mas junto comigo, vem ela, a eterna melancolia.
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