Jorge Augusto

Jorge Augusto

n. 1976 PT PT

n. 1976-01-29, Seixal

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Um Sonho Não Sonhado

Numa duna me deixei adormecer
Com esperança de conseguir sonhar
Deixei de ver, deixei de conhecer
Deixei-me voar, deixei-me escapar

Numa duna me deixei sonhar
E sonhei que nunca consegui adormecer
Perdi-me no ar, perdi-me no mar
Fugi para conhecer, fugi para te ver

Um sonho acabou
Um sonho escapado
Um sonho voou
Um sonho tirado

Do ar
Ao mar
Do vento
Ao relento


O sonho nem começou
Eu nem adormeci
Quem me imaginou
Deveras esqueci

Um sonho do ar
Um sonho do mar
Um sonho do vento
Um sonho ao relento

Acabou o sonho
Voou com o vento
Do ar escapado
E do mar foi tirado

Acabou o sonho
Voou com o vento.


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Poemas

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Insónia

Era longa a noite e não adormecia
Fiquei acordado na noite vazia
O mar está longe e cheira a maresia
Na maré vazia adormeço e... não queria.

Queria amar, amar, amar e... sem querer
Amei alguém que nunca mais verei
Amei, amei e tudo sem querer
Um amor tão louco que tento esquecer

Tão longa a noite e eu não adormeço
Meus olhos ardem com a luz de uma lua
Uma luz de lua que não mais esqueço
Porque esqueço a noite, longa, ao fundo... a rua

A rua ao fundo já cá não está
E demora a vinda de uma solidão
Estou só e digo a quem não viverá
Que na longa noite encontro podridão

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