Jorge Augusto

Jorge Augusto

n. 1976 PT PT

n. 1976-01-29, Seixal

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Um Sonho Não Sonhado

Numa duna me deixei adormecer
Com esperança de conseguir sonhar
Deixei de ver, deixei de conhecer
Deixei-me voar, deixei-me escapar

Numa duna me deixei sonhar
E sonhei que nunca consegui adormecer
Perdi-me no ar, perdi-me no mar
Fugi para conhecer, fugi para te ver

Um sonho acabou
Um sonho escapado
Um sonho voou
Um sonho tirado

Do ar
Ao mar
Do vento
Ao relento


O sonho nem começou
Eu nem adormeci
Quem me imaginou
Deveras esqueci

Um sonho do ar
Um sonho do mar
Um sonho do vento
Um sonho ao relento

Acabou o sonho
Voou com o vento
Do ar escapado
E do mar foi tirado

Acabou o sonho
Voou com o vento.


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Poemas

21

Poema Escrito Num Líquido

E enquanto eu não puder
Eu vou escrever
Enquanto houver céu
E luz

Enquanto os olhos alcançam
No céu
Brisas de cor
E mel

Não pode haver
Também
O ar que não respiro
Mais

Não vou ouvir
Ninguém
Ao longe quando grito
Eu sei

E enquanto houver
No céu
O não que eu escrevo
Fico.



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