José António de Carvalho

José António de Carvalho

n. 1964 PT PT

José António Ribeiro de Carvalho, nasceu a 26 de janeiro de 1964, na freguesia de Vermoim, onde reside. Sempre teve gosto pela leitura e pela escrita. Autor dos livros de poesia e fotografia "Sente, Logo Vives e Sonhas" da História Infantojuvenil "O PATINHO JIMI". Participou em mais de cinco dezenas de Antologias e Coletâneas poéticas. Os seus poemas abordam temáticas diversificadas, mas predominam os poemas de amor, amizade e sensuais.

n. 1964-01-26, Vermoim, Vila Nova de Famalicão

Perfil
58 705 Visualizações

POR FAVOR

(Coletânea HORIZONTES DE POESIA XIII - 2021)

POR FAVOR

Ouve-me neste momento
que me sinto perdido
entre as brechas da vida
e um luar entristecido
no frio do esquecimento.

Deita-te na margem do rio
a ver o céu azul de seda
em ti debruçado a beijar-te
doce e imensa vereda
que nunca sente o frio.

Oh, como quero abraçar-te
para me tirar deste sono
e ser novamente estio
matando este outono
que me impede de sonhar-te.

José António de Carvalho, 09-outubro-2019
Ler poema completo
Biografia

José António Ribeiro de Carvalho, nasceu a 26 de janeiro de 1964, na freguesia de Vermoim, Concelho de Vila Nova de Famalicão, onde reside.

Cresceu num meio rural e de pessoas simples, numa família de seis irmãos, e tem dois filhos.

Sempre teve gosto pela escrita, todavia esse facto trouxera-lhe alguns dissabores ao nível da disciplina de português, pela liberdade de escrita e interpretação que reclamava.

Escreveu artigos para os jornais locais “Cidade Hoje” e “Repórter Local”. Também teve comentários seus citados publicados na RTP3 (Televisão pública).

Em outubro de 2018 editou o livro de poesia (e fotografia) “Sente, Logo Vives e Sonhas”, através da Editora Chiado.
Em Maio de 2025 editou o seu segundo livro. Um Conto Infantojuvenil "O PATINHO JIMI", através da Editorial NOVEMBRO, Edições Cão Menor.

Já participou em mais de cinco dezenas de Coletâneas e Antologias poéticas e contos, com destaque para as da Editora Chiado (mais de dez), também da Mimos e Livros, Livro Aberto - Rádio Voz de Alenquer, Poetas d’hoje - Grupo de Poetas da Beira-ria (Aveiro), Alma Latina, Horizontes da Poesia, Amantes da Poesia e das Artes (In-Finita). Também nas Antologias de Natal - Solar de Poetas (e-book).

Manteve ao longo dos últimos anos participações ativas em inúmeras iniciativas literárias, sejam concursos, homenagens, comemorações, ou tão somente com o único motivo de levar a poesia às pessoas, destacando-se o programa “Livro Aberto” (RVA), programa “As Nossas Raízes” (RCH), Rádio Horizontes da Poesia, Expoética - Braga, eventos online, entrevistas a rádios e jornais (Rádio Cidade Hoje, Rádio Vizela, Rádio Limite, Rádio Popular FM (Pinhal Novo), Rádio Voz de Alenquer, etc...

Entende que “a poesia deve ser livre de voar”, dando-lhe asas no seu Blog (https://joseanricarvalho.blogspot.com/), na página do Facebook (https://www.facebook.com/JAdeCarvalho.JAC/), no canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCo9DH4XVhOl2Vewf1x3tzJw).

Aproveita este espaço para dar um abraço e demonstrar a sua gratidão a todos aqueles que dedicam algum tempo aos seus poemas, independentemente do meio como o fazem.

Poemas

58

AO PÉ DE TI…

(Coletânea LIVRO ABERTO - RVA - 2023)

AO PÉ DE TI…


Ao pé de ti, bem sei,
que o sangue ferve,
que a alma se alonga,
e o desejo transborda.

Ao pé de ti, bem sei,
que o sorriso se atreve,
que o destino se escreve
sem perceber a lei;

Que o calor é arrepio
com o sangue num corrupio
para saltar do coração…

Que dos olhos faíscam estrelas.
Não se veem, mas lê-se nelas
o caminho a seguir.

E as estrelas e o coração
são para serem seguidos,
e se houver outra razão
mais vale morrer, mas saber,
do que fingir não perceber,
quanto o amor que nos dão. 

 José António de Carvalho, 07-janeiro-2023
301

QUERIDO IRMÃO

(Antologia FRAGMENTOS DE SAUDADE - CHIADO BOOKS)

QUERIDO IRMÃO


Algo de indecifrável veio
nas nuvens negras do além.
Talvez um adamastor indomável
a erguer-se no meio do mar
para enegrecer este domingo,
mas também para te libertar.

“Não separe o Homem o que Deus uniu”
Qual quê?... O Homem separa!

Não!… A nós, o Homem não separa:
Sangues do mesmo sangue,
Almas da mesma Alma;
nem agora porque tu partistequando a Primavera chegou.

Foi tão só um ciclo que se fechou,
o nascer de nova dimensão;
um desvario dos nossos caminhos
que algum dia se reencontrarão,
e o sangue do mesmo sangue,
Viverá.

Um até breve, ou até já…
Ninguém o sabe, nunca se sabe.
E agora sob o manto da saudade,
nas tantas voltas que a vida dá,
cuidarei do amor por ti, meu irmão,
porque esse… jamais morrerá!

José António de Carvalho, 28-maio-2023
449

POEMA SEM TÍTULO

POEMA SEM TÍTULO

Não sei ver mais longe ou além do que isto,
se a cada dia o que faço, conquisto.
Se mais não quiserem, já não insisto.

Porque sou pouco mais do que um miúdo,
e um quase velho que já tudo viveu,
e nunca e nada de nada percebeu.

Se me disserem que não é verdade
negarei com o maior à-vontade
com cara de quem a vergonha perdeu.

Resta-me p'ró resto da caminhada
a esperança, e sonhar mesmo com nada;
já esta, coitada, quase morreu.

José António de Carvalho, 21-outubro-2023
270

NUNCA QUISESTE

(Coletânea LIVRO ABERTO (RVA) 2023)

NUNCA QUISESTE


Nunca quiseste sentir
o pulsar da terra húmida,
nem o fulgor das manhãs
a lançarem o sol na vida.

Nunca ousaste dizer
que o mundo parava
quando o dia bebia a luz
e a noite à noite sonhava.

Nunca sonhaste sonhar
com o dia a meio do meio-dia,
nem o que a noite sentia
com o rio adentrar o mar.

José António de Carvalho, 23-março-2022
299

O QUE ÉS PARA MIM

 (Coletânea LIVRO ABERTO RVA 2023)

O QUE ÉS PARA MIM


Não te faço na violência da tempestade,
Nem na suavidade da brisa marinha,
Nem na profundidade da Terra em fogo
Ou no calor do ouro líquido.

Não te faço na força da união de todas as forças,
Nem na maior leveza das ultra levezas,
Ou na mais vibrante suavidade dos sons,
Ou na mais geométrica das geometrias.

Simplesmente não te faço assim,
Porque só te faço como sei fazer:
Na forma que te tenho dentro de mim.

E para mim isso é tudo:
Noite e dia. Vida...
Afago, felicidade e amor;
Muro, morte, explosão e dor.
E talvez não sejas nunca poesia.

José António de Carvalho, 26-novembro-2022
534

A RAZÃO

Poema A RAZÃO (E-book de Natal 2022 do Grupo Solar de Poetas)

A RAZÃO


Abre-se o céu a nascente
com o sol a clarear o dia,
é aurora resplandecente:
nasceu Deus, Filho de Maria.

Baixem as armas por Ele,
baixem-nas pelo Homem,
que este é pele da Sua Pele
e tantas vidas consomem.

Façam caminhos no deserto,
façam-se ao mar calmo,
façam apenas o que é certo,
meçam atitudes a palmo.

Deem conforto ao pobre,
abracem o desafortunado,
fazê-lo é tão, tão nobre,
e o Natal será festejado.

José António de Carvalho, 11-dezembro-2022
355

ENQUANTO O DIA NÃO NASCE…

Coletânea - HORIZONTES DA POESIA - 2023

ENQUANTO O DIA NÃO NASCE…

Oh… que ânsia me invade…
Depois da tarde, a noite,
A lua, o silêncio,
E a alma faminta.

O rosto da madrugada,
Os cabelos de sol,
Os lábios da maçã,
A chuvinha de orvalho,
Os olhos fechados.

Os picos da montanha…
Onde nascem ribeiros
Crescendo enquanto descem,
Unindo-se ávidos
Aumentando no leito,
Aglutinados num só rio
Num fulgor de arrepio
A devorar as margens
De idílicas paisagens
Até morrer no mar.

José António de Carvalho, 10-setembro-2022
354

TU, MULHER…

(Coletânea -  HORIZONTES DA POESIA XIV)

TU, MULHER…
 
És margem direita,
rio e foz,
estuário com voz,
corrente afoita.
 
És delírio e proeza,
corpo cinzelado
p’los dedos moldado,
princípio da natureza.

És fogo e estio,
balada inocente,
Sol brando poente,
vela de navio.

És noite e dia,
também, sol nascente,
ângulo de diamante
a refletir alegria.

Parabéns!…
É sempre teu dia!!!!

José António de Carvalho, 08-março-2022
724

LÁGRIMAS

(Antologia POETAS D'HOJE - 2019)

LÁGRIMAS
 
São gotas de água salgada
Que destes meus olhos se evadem
Nem sequer sabem a razão
Verdadeira pelo que o fazem.

São como esferas de metal
Que metal este tão pesado
Se quando chegam ao chão
Furam na terra ao outro lado.

São como diamantes brutos
Com as impurezas da vida
Mas de valores absolutos
Tal como ela, incompreendida.

No meio desta ambivalência
Mais parece que ontem nasci
Subi a palmilhar a prudência
Em gotas salgadas desci!...

José António de Carvalho, 11-setembro-2019
1 562

A NOSSA ACRÓPOLE

(Antologia ÉVORA POESIA - ICE)


A NOSSA ACRÓPOLE
 
Sonho-te em bravos verões
Com aura celestial
Abrindo em par os portões.
Dos sinos dos carrilhões
Soam hinos a Portugal.

 Património mundial,
História por ter nascido
Bem antes de Portugal,
E de forma bem plural
Nele tanto ter crescido.

Tão grande é a nobreza,
Um vulto da nossa história,
Tal é a sua riqueza
Onde passou a realeza,
E nós cantámo-la em glória.

 José António de Carvalho, maio 2021 

(Poema da minha participação na Coletânea "Évora Poesia" (agosto, 2021), numa iniciativa do Instituto Cultural de Évora)
591

Comentários (22)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Agradeço a todos os que dedicarem algum do seu tempo à leitura e comentário os poemas. Igualmente aos que, apenas lendo ou deixando um simples “gosto”, demonstrem o seu carinho e apoio. Muito obrigado!

Muito obrigado, estimado amigo das letras Ademir Zanotelli! Bom fim de semana! Um grande abraço.

Muito belo , teu texto poético , principalmente cuidaras do amor , pois este jamais morrerá! abraços na tua longa jornada de poetar.

Muito obrigado pela consideração e comentário, estimado amigo poeta Ademir Zanotelli! Um grande abraço.

Meu caro amigo... e grande poeta, muito obrigado por me visitar... e ao mesmo tempo o teu poema está seguro, pois o mesmo é um caminho para a luz de sua vida. parabéns .