José António Ribeiro de Carvalho, nasceu a 26 de janeiro de 1964, na freguesia de Vermoim, onde reside. Sempre teve gosto pela leitura e pela escrita. Autor dos livros de poesia e fotografia "Sente, Logo Vives e Sonhas" da História Infantojuvenil "O PATINHO JIMI". Participou em mais de cinco dezenas de Antologias e Coletâneas poéticas. Os seus poemas abordam temáticas diversificadas, mas predominam os poemas de amor, amizade e sensuais.
José António Ribeiro de Carvalho, nasceu a 26 de janeiro de 1964, na freguesia de Vermoim, Concelho de Vila Nova de Famalicão, onde reside.
Cresceu num meio rural e de pessoas simples, numa família de seis irmãos, e tem dois filhos.
Sempre teve gosto pela escrita, todavia esse facto trouxera-lhe alguns dissabores ao nível da disciplina de português, pela liberdade de escrita e interpretação que reclamava.
Escreveu artigos para os jornais locais “Cidade Hoje” e “Repórter Local”. Também teve comentários seus citados publicados na RTP3 (Televisão pública).
Em outubro de 2018 editou o livro de poesia (e fotografia) “Sente, Logo Vives e Sonhas”, através da Editora Chiado. Em Maio de 2025 editou o seu segundo livro. Um Conto Infantojuvenil "O PATINHO JIMI", através da Editorial NOVEMBRO, Edições Cão Menor.
Já participou em mais de cinco dezenas de Coletâneas e Antologias poéticas e contos, com destaque para as da Editora Chiado (mais de dez), também da Mimos e Livros, Livro Aberto - Rádio Voz de Alenquer, Poetas d’hoje - Grupo de Poetas da Beira-ria (Aveiro), Alma Latina, Horizontes da Poesia, Amantes da Poesia e das Artes (In-Finita). Também nas Antologias de Natal - Solar de Poetas (e-book).
Manteve ao longo dos últimos anos participações ativas em inúmeras iniciativas literárias, sejam concursos, homenagens, comemorações, ou tão somente com o único motivo de levar a poesia às pessoas, destacando-se o programa “Livro Aberto” (RVA), programa “As Nossas Raízes” (RCH), Rádio Horizontes da Poesia, Expoética - Braga, eventos online, entrevistas a rádios e jornais (Rádio Cidade Hoje, Rádio Vizela, Rádio Limite, Rádio Popular FM (Pinhal Novo), Rádio Voz de Alenquer, etc...
Entende que “a poesia deve ser livre de voar”, dando-lhe asas no seu Blog (https://joseanricarvalho.blogspot.com/), na página do Facebook (https://www.facebook.com/JAdeCarvalho.JAC/), no canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCo9DH4XVhOl2Vewf1x3tzJw).
Aproveita este espaço para dar um abraço e demonstrar a sua gratidão a todos aqueles que dedicam algum tempo aos seus poemas, independentemente do meio como o fazem.
Duas lágrimas caem dos olhos, uma e depois outra. Assim… breves no espaço, mas com resistência de rocha intemporal, Com um mar de distância na sua génese, E apesar de tão longínquas lá se uniram pela lembrança…
São como imagens de rios e rios, a juntarem-se Numa transgressão permanente de regras das linhas e dos leitos. Corpos empertigados, de poros fechados e mãos cerradas aos afetos Descem pelas correntes desesperadas de céus sem futuro.
Pedras e mais pedras arrastadas brutalmente pelas águas, Caindo na lama da alma, uma a uma, pedra sobre pedra, Rebentando todas as linhas, todos os laços, Matando risos, comendo esperanças, mutilando sonhos.
Uma descomunal guerrilha suicida de vã conquista. O sangue derramado mancha as águas de todos os mares, Tornando-as quase impenetráveis à frágil luz da razão, Desenhando corpos lapidados e amarrados sem qualquer horizonte.
José António de Carvalho
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OLHARES A CORES
(Coletânea INVISÍVEIS OLHARES - RVA)
OLHARES A CORES
Imagino a vida a cores Pintada suavemente Pelos dedos voadores Que percebem fielmente A razão dos pormenores.
Olho longe, sempre em frente, Abraço as nuvens, e a luz Que o Sol dá a toda a gente, A quem me guia e conduz No respeito mais silente.
Ouço o romance das flores, Vejo a mudez das nações, Mordo a fome, calo horrores, Surdas notas das canções.
Vejo tudo. E do que vejo, Sendo pouco mais que nada, É bem mais do que o desejo De nascer na madrugada.
O poema será um livro; Um livro livre de medos, Um coração livre e vivo, Frágil barco destemido Guiado pelos meus dedos.
José António de Carvalho, 30-junho-2022
In, Coletânea "Invísiveis Olhares - 2022", organizada por Ana Coelho, com o apoio da RVA. Os lucros reverteram a favor da Associação Cabra Cega (Associação de apoio aos invisuais).
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TU, MULHER…
(Coletânea - HORIZONTES DA POESIA XIV)
TU, MULHER…
És margem direita, rio e foz, estuário com voz, corrente afoita.
És delírio e proeza, corpo cinzelado p’los dedos moldado, princípio da natureza.
És fogo e estio, balada inocente, Sol brando poente, vela de navio.
És noite e dia, também, sol nascente, ângulo de diamante a refletir alegria.
Parabéns!… É sempre teu dia!!!!
José António de Carvalho, 08-março-2022
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TEMPO DE UM ABRAÇO
(Antologia PALAVRAS PARA A HISTÓRIA - Gerábriga - Associação Cultural)
TEMPO DE UM ABRAÇO
O teu olhar será sempre doce, mesmo quando tapas os olhos pensando que escondes a alma.
Mas leio-te profundamente no intenso azul do mar.
E bebo palavras da tua boca, saciando-me em enredos de conquista dos teus lábios.
E devolvo-me ao sonho, numa entrega voluntária, atado nas cordas dos braços, num abraço que dilui o tempo.
E permaneço… Permanecemos, abraçados a sentir a leveza do vento.
José António de Carvalho, 17-maio-2021
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POESIA, O QUE TE DOU?
(Coletânea POESIA, O QUE TE DOU? - RVA)
POESIA, O QUE TE DOU?
Ai se eu soubesse o que te enche de vida… faria caminho em secos desertos, romperia céus em palavras redondas para não ferir puros sentimentos.
Soubesse eu o som das tuas melodias, que as manhãs cantariam radiantes em cânticos de encantar os meus dias, beijaria mares de sobressaltos e calaria as dores das angústias.
Soubesse eu as sílabas que pronuncias entre lábios, as tónicas do verso, silêncios das palavras que anuncias a sorte do poema ainda no berço.
Assim, por mais que queira, diga ou faça, velha alma sempre cai em graça ou desgraça, gume de faca com que o vento traça e corta a meio o sonho, a fantasia, a asa que te faz voar, poesia…
José António de Carvalho, 17-março-2021
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POEMA À MÃE
(Antologia ALMA LATINA 2021)
POEMA À MÃE –no seu Dia
Enquanto a vida nos mantiver juntos Com longínquo horizonte por destino Falaremos de todos os assuntos… Sorrirei, porque ainda sou o teu menino.
Falaremos do nosso crescimento E das vicissitudes desta vida, Do tempo: da chuva, sol e do vento. Oh mãe!... És sempre a nossa tão querida!
Meus olhos, sempre que olho para ti, Felizes de não verem a tua idade, só veem o teu rosto, se sorri, Na procura da tua claridade.
Dizes-me que te custa, que não podes. E eu penso que estás apenas cansada Por tanto trabalhares, e não deves. Oh mãe! Não me digas… não digas nada!
Fiquemos no silêncio e na alegria De viver este amor de mãe e de filho, E quando, Mãe… quando é o teu Dia, Nasce nos meus olhos um novo brilho…
Mais um dia… e a vida a fugir, lá vai... Ainda te dedico mais esta quadra, Se és Mãe, agora, és também o Pai, Que, de onde está, nos vigia, ama e guarda.
José António de Carvalho
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SE ELA CHEGAR
(Coletânea HORIZONTES DA POESIA XIII - 2021) SE ELA CHEGAR
Faz-se tarde, tão tarde para ti, Mais tarde do que o dia que tarda Na esperança de cada amanhecer Na tua chegada na vanguarda… Na vanguarda do Homem.
Se na natureza foste a primeira, Uma aurora cintilante, companheira, Nos dias que a vida consome… Roubados de forma sorrateira Em cada ruga do teu luar Que nasce no teu alto mar E na brandura da tua força verdadeira.
Salpicas vida e amor E melodias na brisa calma, Abraças os filhos, afagas a dor, E tens ainda o brilho nos olhos Para te doares toda em amor, O amor de todos os sonhos, Dos sonhos arrebatados à alma…
José António de Carvalho, 05-março-2020
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VOOS IMPOSSÍVEIS
(Antologia LIBERDADE - CHIADO EDITORA, 2021)
VOOS IMPOSSÍVEIS
Ela morre nua dentro das coisas em sonhos que nunca se desenvolvem, fica presa na retina dos olhos onde se geram as asas que morrem, encolhe-se em abraços imaginados atormentados na pobreza contida dos pratos de fome em que é servida.
Ela cresce e extingue-se em mãos de luz no feito do ideal que se desfaz, no retrato do homem que se reduz e nas cinzas dum tratado de Paz.
Ela baila no colo da ciência, rodopia no pé da fantasia, falece e cai em funda letargia, veste-se deusa em primavera florida guardando o arco-íris em corpo febril, na linha do sonho e tão só do sonho de viver a liberdade contida nos rubros dias nascidos de Abril.
José António de Carvalho, 13-março-2021
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DIA A DIA
(Pensamento DIA A DIA)
DIA A DIA
Todos os dias aprendo mais uma coisa nova, e quando não aprendo lembro algo que tenha aprendido no dia anterior.
Não importa quem ensinou. Apenas lhe fico agradecido.
Faz bem recordar o que fomos ontem para não colidir com o nosso hoje.
São tantos os momentos em que não sei o que sou, e, por isso, procuro-me… talvez por me ignorar completamente.
José António de Carvalho, 15-abril-2021
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OS FRACOS
(Coletânea MIMOS DE MARÇO - 2020)
OS FRACOS
Os fracos são aqueles em que o amor não lhes entra nem preenche o âmago.
Aqueles em que as suas árvores não despontam primaveras.
Aqueles em que as flores não desabrocham, nem frutificam docemente.
Fracos, são os que se abstêm de ver de sentirem o Sol entrar-lhes bem dentro até furar os confins da sua alma iluminando-os e fecundando-os.
Fracos, são os que se estendem nas águas do rio e adormecem profundamente deixando-se levar pela corrente,
E que não olham para os mistérios da vida que acontecem nas margens, onde crescem belas flores e árvores frondosas.
Que não são capazes de lutar contra a sua corrente frouxa e apreciarem a beleza do que acontece no seu leito onde a vida deve crepitar, definir-se e crescer pujante.
Agradeço a todos os que dedicarem algum do seu tempo à leitura e comentário os poemas. Igualmente aos que, apenas lendo ou deixando um simples “gosto”, demonstrem o seu carinho e apoio.
Muito obrigado!
Meu caro amigo... e grande poeta, muito obrigado por me visitar... e ao mesmo tempo o teu poema está seguro, pois o mesmo é um caminho para a luz de sua vida. parabéns .
José António de Carvalho
Muito obrigado, estimado amigo das letras, Ademir Zanotelli! Deixem-me só esclarecer, que não sou jornalista, apesar de ter escrito para dois jornais locais. Um já não existe o outro mantém-se. Boa noite! Um abraço.
Muito obrigado por gostar do poema! Leia sempre, este e outros! É um orgulho para mim saber que sentem do mesmo modo que sinto e escrevo sobre a minha terra e outros temas!
Belíssimo poema!
Belíssimo poema desde então, sempre gosto de ler ou ouvi-lo, muito grato!
Muito obrigado, estimado amigo das letras, Ademir Zanotelli! Deixem-me só esclarecer, que não sou jornalista, apesar de ter escrito para dois jornais locais. Um já não existe o outro mantém-se. Boa noite! Um abraço.
Parabéns ... grande poeta e jornalista... belíssimo.... abraços . boa noite.
Muito obrigado por gostar do poema! Leia sempre, este e outros! É um orgulho para mim saber que sentem do mesmo modo que sinto e escrevo sobre a minha terra e outros temas!
Belíssimo poema desde então, sempre gosto de ler ou ouvi-lo, muito grato!
Muito obrigado, Cidaluz!
Parabéns PoetaSempre encantador seus poemas
Muito obrigado, amiga Anabela!Tudo de bom!
Parabéns!!!, Gostei bastante deste poema.
Muito obrigado, amiga Célia Lino!
Muito obrigado, amiga Anabela!
Mais um importante passo a somar neste bonito percurso.
Muito obrigado!
Parabéns Poeta!
Muito obrigado, Célia Lino!
Muito obrigado, Helena!
Parabéns belo poema ??
Lindo poema. Me emociona muito. É maravilhoso. Grande poeta, parabéns