Lagaz

Lagaz

Sigo em vão...o ardil da ilusão.

n. 0000-00-00, lugar nenhum

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Quando criança

Quando criança,
corria da rua Marajoara
até o pátio dos trilhos
atrás dos quadrados
que eram taiados no alto
outros tempos
em que o mundo era pequeno
feito de linhas e cerol.
amava a correria
nos perdidos terrenos baldios da vila
distante da cidade
e sua realidade
Quando criança
esperando o que viria
esperava o dia
em que o futuro chegaria
para todos..
para os que  morriam
na velha usina
para os que sofriam
sem saber o motivo
para os que sonhavam
e apenas sonhavam
com o que não é miseria
e o futuro
não veio
não como o prometido
mas promessas são tolas.
assim como são tolos
quem nelas acredita...

Quando criança
só pensava em correr atrás das pipas...

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Poemas

1

Ofertório

O amor é um desprendimento involuntário
&
Afeito
as interpretações mundanas.

Quem conhece seus desejos mais obscenos?

E quão sórdido levanta-se em ofertório o seu gozo?

Verbo latino
dicotomia rítmica,
complexa ironia, policialesca,
de putas e varões imbecis.

Sua lira é a liberdade
Com o arroto das mentes torpes

Mal gosto e,silêncio
seu contexto básico é a vida
que insisti arrefecer em discrição.
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Comentários (3)

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Meu caro lagaz - estas flores desenhadas em teu corpo... chama mesmo muita atenção... é do lado de seu coração? se for é muito sugestivo. tenha um bom dia. Ademir - realmente tesu poros se abrem para o mundo da poesia. Saúde para ti e tua familia.

Meu caro Poeta Lagaz... como sempre uma obra prima, de primeira grandeza . estás a dizer a pura verdade em versos humanos . Maldito quem escreve um poema e contorna sua própia. alma. na minha humilde opinião não merece o corpo que tem e nem o sangue que lhe traz a vida do criador. Ademir. Parabéns.

Lagaz

Fico agradecido por duas palavras.