Lista de Poemas
Diário sem nada de especial de um dia qualquer
Não suporto que amanhã seja mais um dia. Que hoje seja um prolongamento de agora.
Vou-me abandonar à minha sorte. Acreditar no que não creio.
Vejo uma senhora de moral alevantada por oposição às tetas abandonadas
Grande é a embarcação que se dá a navegar. (Obrigado pelo barco...)
Quais os pés mais bonitos? Os atrofiados pelos sapatos ou os marcados pelo chão?
No actual contexto sócio-económico, a taxa de amizade está muito abaixo dos valores normalmente considerados satisfatórios.
Vou dizer um lugar comum. A vida é uma espiral. Tudo se repete, só que num ponto diferente.
Muita raiva é um grito, muita ternura é um lamento.
Escrevo com o pão que comi numa garrafa partida: A Humanidade está com hemorróidas.
Se o pensamento é o meu rio, a consciência é o seu dique.
Vontade: Mosaico de anéis e pregos.
Detesto gente cuja linguagem é a do deve e do haver. Em que a vida se alinha pelas colunas do débito e do crédito. Com cinco casas decimais.
Dançando no orvalho do tempo. Estátuas perdidas.
Ouvido na barbearia: "Doer às vezes é coisa boa. É sinal de que se vive."
Os apaches são tão sanguinários como os ocidentais. Mas mais puros. Orgulham-se da sua bravura.
Nós somos cruéis apesar dos escrúpulos. Afastamos a morte como afastamos a vida. Receamos e combatemos tudo o que é natural com as nossas máquinas, a nossa lógica, os nossos papéis e artifícios.
Vou-me abandonar à minha sorte. Acreditar no que não creio.
Vejo uma senhora de moral alevantada por oposição às tetas abandonadas
Grande é a embarcação que se dá a navegar. (Obrigado pelo barco...)
Quais os pés mais bonitos? Os atrofiados pelos sapatos ou os marcados pelo chão?
No actual contexto sócio-económico, a taxa de amizade está muito abaixo dos valores normalmente considerados satisfatórios.
Vou dizer um lugar comum. A vida é uma espiral. Tudo se repete, só que num ponto diferente.
Muita raiva é um grito, muita ternura é um lamento.
Escrevo com o pão que comi numa garrafa partida: A Humanidade está com hemorróidas.
Se o pensamento é o meu rio, a consciência é o seu dique.
Vontade: Mosaico de anéis e pregos.
Detesto gente cuja linguagem é a do deve e do haver. Em que a vida se alinha pelas colunas do débito e do crédito. Com cinco casas decimais.
Dançando no orvalho do tempo. Estátuas perdidas.
Ouvido na barbearia: "Doer às vezes é coisa boa. É sinal de que se vive."
Os apaches são tão sanguinários como os ocidentais. Mas mais puros. Orgulham-se da sua bravura.
Nós somos cruéis apesar dos escrúpulos. Afastamos a morte como afastamos a vida. Receamos e combatemos tudo o que é natural com as nossas máquinas, a nossa lógica, os nossos papéis e artifícios.
As máquinas não morrem e se morressem tornar-se-iam humanas. O maquinismo e a tecnologia é a busca da ilusão da imortalidade.
Desde que comprei o relógio que ando atrasado.
Desde que comprei o relógio que ando atrasado.
1 030
Tu és tu
Tu és tu em demasia
da mão despudoradamente nua
aos olhos que não vêem
e que levas nos meus.
da mão despudoradamente nua
aos olhos que não vêem
e que levas nos meus.
925
Quando tiver
Quando tiver a tua idade
usarei a roupa que vestistes
poderei então coxo dos teus pés
pelas ruas dentes podres
ir dizendo wind-surf bolero graçola
e do círculo assim nascido
queimarei os braços agora livres
Mas parai!
reconheço o quieto percurso
dourado trajecto, vagabundo dilecto
nem sombra é
mais que nada seria muito
usarei a roupa que vestistes
poderei então coxo dos teus pés
pelas ruas dentes podres
ir dizendo wind-surf bolero graçola
e do círculo assim nascido
queimarei os braços agora livres
Mas parai!
reconheço o quieto percurso
dourado trajecto, vagabundo dilecto
nem sombra é
mais que nada seria muito
862
Nuvens
Por isso as nuvens
se zangam em trovoadas
e vociferam trovões.
É a carcaça que grita
o que o resto cala.
se zangam em trovoadas
e vociferam trovões.
É a carcaça que grita
o que o resto cala.
936
Sabes o que custa
Sabes o que custa calar
o que não se consegue calar
conter o incontível.
Estranho mundo este
onde os olhos rolam pelo chão
e os amores não ateiam fogos imensos
A loucura apodrece
e cheira mal
Porra!
que os sonhos aconteçam
que a fúria fresca das manhãs
tenha lugar
Sol deus maior
que os corações expludam
que braços se encontrem
que a vida seja vida e não apenas morte
Álcool deus menor
leva-me lá para longe
leva-me e esquece-me
eu não estou
não existo.
(escrito em 10 minutos na autoestrada por alturas de palmela, rápido e banal)
o que não se consegue calar
conter o incontível.
Estranho mundo este
onde os olhos rolam pelo chão
e os amores não ateiam fogos imensos
A loucura apodrece
e cheira mal
Porra!
que os sonhos aconteçam
que a fúria fresca das manhãs
tenha lugar
Sol deus maior
que os corações expludam
que braços se encontrem
que a vida seja vida e não apenas morte
Álcool deus menor
leva-me lá para longe
leva-me e esquece-me
eu não estou
não existo.
(escrito em 10 minutos na autoestrada por alturas de palmela, rápido e banal)
904
Vem
Vem.
Vem comigo
Cansados de amor
mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos amantes
amor amor amor
repete comigo
as palavras que nos dão paz.
Vem comigo
Cansados de amor
mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos amantes
amor amor amor
repete comigo
as palavras que nos dão paz.
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Comentários (5)
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ademir domingos zanotelli
Parabens pelo seu aniversário ocorrido este mes de março = abraços ademir.
Parabéns Sr.Luis Henrique... belos textos poéticos.<br />Aproveito para vos dizer que estou muito feliz por ter resolvido o problema de meu computador. evidentemente com a sua ajuda. felicidades.<br />Ademir o poeta.
Sensacional
Beatriz
Vsrsis<br />Difusamente ser s
BOa poesia encontro aki